Foto, na Praça da Portagem da Ponte Salazar, hoje Ponte 25 de Abril, do Mercedes que na madrugada de 28 de Setembro de 1974, não obedecendo à "ordem" de parar dada pelos populares, que naquela noite ali faziam uma barricada popular, no sentido Almada-Lisboa, foi baleado por militares (?) ou outros, armados, provenientes de Almada se dirigiam a Lisboa numa viatura e o seguiram.terça-feira, 17 de março de 2009
Coisas de Almada e da Gente de Almada
Foto, na Praça da Portagem da Ponte Salazar, hoje Ponte 25 de Abril, do Mercedes que na madrugada de 28 de Setembro de 1974, não obedecendo à "ordem" de parar dada pelos populares, que naquela noite ali faziam uma barricada popular, no sentido Almada-Lisboa, foi baleado por militares (?) ou outros, armados, provenientes de Almada se dirigiam a Lisboa numa viatura e o seguiram.A barricada popular tinha por objectivo descobrir possíveis armas destinadas, diziam as designadas "forças progressistas ou de esquerda" de então, à manifestação da "maioria silenciosa" convocada para a tarde do dia 28 em apoio do General Spínola, Presidente da República.
A vigilância revolucionária, tratou de montar um cenário intimidatório para evitar que a "reacção passasse" e entrasse em Lisboa com armas para desferir "um golpe da direita".
Segundo constou, o condutor não transportava qualquer arma no carro. Não foram encontradas quaisquer armas nos veículos vistoriados pelos populares.
Naquela noite, havia nas imediações da Praça da Portagem e a distância para não serem notados, militantes armados e desarmados de um partido político, a controlarem e vigiarem a situação, sem se envolverem nas buscas.
Esta foto aparece aqui, porque naquela barricada montada na madrugada de 28 de Setembro participaram espontânea e maioritariamente, por manifesta "curiosidade revolucionária", muitos jovens almadenses .
Almada foi parte do cenário montado e palco de actos da peça, para travar "a reacção" no 28 de Setembro de 1974.
segunda-feira, 2 de março de 2009
Coisas de Almada e da Gente de Almada
Foto de Cacilhas, Rua Cândido dos Reis em dia de Procissão (ano ?). De notar que os edifícios mais baixos à direita na foto já não existem. Neste local foram construídos prédios mais recuados relativamente à rua. O outro edifício é onde funciona actualmente o Restaurante Peralta. O edifício mais alto e o mais baixo à esquerda ainda se conservam.
terça-feira, 24 de fevereiro de 2009
Coisas de Almada e da Gente de Almada
Terminal Fluvial dos Cacilheiros, no Ginjal junto ao Restaurante "O Grande Elias", na década de 50 do século passado.Vê-se a proa de um ferry-boat (da "Parceria", como se dizia nesse tempo) no seu antigo terminal, onde actualmente atracam os cacilheiros.
Na imagem obtida em 1959, vê-se o Cristo-Rei.
Tempos em que Cacilhas e o Ginjal tinham vida, indústria, movimento e bons restaurantes que atraiam muitos lisboetas.
Hoje infelizmente e em parte por incúria dos nossos autarcas, o Ginjal está como conhecemos, em ruínas e arruinado. Uma escuridão dos seus tempos áureos, para mal de Cacilhas e do nosso concelho.
Almada está a pagar um preço caro pelo abandono desta parte do concelho. Infelizmente não é caso único na nossa terra.
Até quando?
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
Gente de Almada, Gente Que Viveu e Vive Almada
Ao centro na foto temos a Professora Maldonado, de bata branca.
À esquerda e por trás das grades, encontra-se a Sra. Adelina, Contínua na Escola.
Esta Escola, masculina de Almada, tinha como Director, o famoso Professor Câncio, muito exigente com os alunos. Era detentor de uma palmatória para "premiar" os alunos que não sabiam a tabuada.
Outros tempos então, quando os alunos saíam da escola a saber a tabuada de memória.
Como podemos ver na foto pela roupa que os alunos vestem, os tempos eram difíceis. Muitas famílias viviam com sérias dificuldades económicas.
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
Coisas de Almada e da Gente de Almada
Em primeiro plano temos parcialmente um aspecto da Quinta do Pombal, também conhecida por Quinta do Plantier (Paulo Plantier foi seu proprietário). Era propriedade da família Teotónio Pereira e abrangia uma vasta área da Cova da Piedade confinando a norte com a freguesia de Almada.
Em comprimento esta quinta ía do Pombal, de onde se encontra o posto do Serviço de Saúde, na Rua da Liberdade (antiga Dr. Oliveira Salazar) até aproximadamente ao local dos Armazéns Paga-Pouco na Av. Rainha D. Leonor.
Foram seus últimos caseiros João Matosa conhecido por " João Maçaroca" e sua esposa Norvinda, a quem sucedeu um outro caseiro conhecido entre a população local pelo "Bigodes" por possuir um farto e vistoso bigode.
Ao tempo esta quinta também era conhecida pelas alcunhas dos caseiros: "Quinta do Maçaroca" e "Quinta do Bigodes".
Em segundo plano vemos na foto uma parte da Cova da Piedade, o Caramujo, Base Naval de Lisboa, Arsenal do Alfeite e a mata envolvente da Base Naval.
domingo, 4 de janeiro de 2009
Gente de Almada, Gente Que Viveu e Vive Almada
junto às Grutas de Aracena
Foto da excursão de Finalistas do Externato Frei Luís de Sousa, na Semana Santa de 1964, a Grutas de Aracena, Sevilha e Córdova.
Nesta foto, parcial dos alunos, podemos ver em primeiro plano da esquerda para a direita: Patrício Coelho, Jacinto, Jobling Adão e Silva, Carlos Sousa e José Riachos (falecido).
Em segundo plano: Lucas, Peres Dinis, Arcangela, ( ? ), Dr. Marcelino António Orrico Horta (Prof. de Ciências Naturais e Biologia) e Cunha.
Mais atrás: Aparício, Dr João Afonso Viana da Costa, "Ginjas" (Prof. de Filosofia) e o Dr. Francisco Taborda (sub-Director).
O Dr. Marcelino Horta foi um distinto professor no Frei, com óptimo relacionamento com os alunos. Dava aulas de manhã e à tarde trabalhava em investigação (entomologia-estudo dos insectos) em Departamento dos Serviços Florestais e Aquícolas estatais, numa transversal à Av. da República, Rua João Crisóstomo (?) em Lisboa, onde alunos muitas vezes se deslocavam à tarde em visita ao seu professor, que os recebia sempre com boa disposição e agradavelmente. Mais tarde emigrou para o Canadá onde se dedicou à investigação na mesma área.
O Aparício, o Hermenegildo ("Gilinho", em outra foto neste blog) e outro aluno, não tendo residência em Almada estavam instalados, durante o tempo de aulas, no último andar (terraço) do prédio onde estão os Correios, na Praça da Renovação (agora Pr. MFA).
Este andar era apelidado pelos alunos "a República do Frei".
almaDalmada agradece a antigo aluno a colaboração e cedência da foto
domingo, 14 de dezembro de 2008
Gente de Almada, Gente Que Viveu Almada
Faleceu no passado dia 11 de Dezembro com 98 anos, o Sr. Carlos Peixoto da Silva Sameiro, o penúltimo faroleiro de Cacilhas.Não conseguiu concretizar o seu sonho de voltar a ver o seu Farol instalado em Cacilhas.
O Sr. Sameiro faleceu em consequência de resfriamento próprio do inverno que se complicou com pneumonia a que seu frágil corpo já não resistiu.
Figura simpática e admirada por quem o conhecia, aparecia, apoiado por uma bengala, por vezes pela Praça do MFA (ex-Praça da Renovação) para conversar com amigos.
O Sr . Carlos Sameiro foi um dos muitos idosos e cidadãos vitimas das obras do Metro Sul do Tejo (MST). O ano passado sofreu uma queda, que o obrigou a ficar retido em casa durante algum tempo.
Em 13 de Julho de 2007 dedicámos-lhe aqui um post e desejámos-lhe então saúde para comemorar o seu centenário.
sábado, 29 de novembro de 2008
sábado, 8 de novembro de 2008
Gente de Almada, Gente Que Viveu e Vive Almada
Turma (de 1958) da antiga Escola do Bairro de Casas Económicas da Cova da Piedade.
Estes alunos não eram residentes no Bairro. Pertenciam à Escola Conde Ferreira de Almada e foram deslocados para o Bairro para libertar uma sala de aulas na Conde Ferreira.
Cinquenta anos separam estes jovens, do presente. Sabemos que uma professora destes mesmos alunos reside em Almada. Era uma heroína essa Professora, para ensinar quarenta e seis alunos e manter a disciplina dentro da sala. Os alunos respeitavam os professores.
Seria possível fazer o mesmo hoje?
Alguns destes "jovens" ainda residem no concelho.
terça-feira, 28 de outubro de 2008
Coisas de Almada e de Gente Que Viveu Almada
Duas figuras de Almada, já citadas neste blog, que se encontravam frequentemente para uma conversa em fim de tarde no antigo Café Central, na então Praça da Renovação, enquanto saboreavam uma bica.
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
Gente de Almada, Gente Que Viveu e Vive Almada
Nesse ano os alunos do 7º Ano fizeram a sua viagem de finalistas a Coimbra, acompanhados do Director do Externato, Cónego António Gonçalves Pedro(falecido), de óculos, o segundo à direita em pé na foto, do Sub-Director Dr. Francisco Taborda, o último ao centro na foto, da Sub-Directora Drª Maria da Graça, Profª. de Matemática, residente em Almada, a segunda de branco na primeira fila em pé na foto a contar da esquerda, do Dr. João Afonso Viana da Costa (Diácono), Prof. de Filosofia e um grande mestre, no primeiro degrau ao centro e do Padre António Augusto Sobral - o Padre Sobral - recentemente falecido no Barreiro onde era Pároco, à direita de óculos escuros por detrás de um aluno (o "Gilinho").
O Padre que se encontra à frente do Cónego Pedro, que acompanhou a visita à Universidade e sua Biblioteca, era de Coimbra.
O primeiro aluno à esquerda na foto, em pé , é o José Carlos Gouveia Pereira, já falecido, licenciou-se em Medicina, era especialista em ortopedia.
Agradecemos a antigo aluno a cedência da fotografia.
terça-feira, 23 de setembro de 2008
Coisas de Almada e de Gente Que Viveu Almada
É uma receita para uma fórmula de medicamento manipulado a ser feita na farmácia, a qual foi aviada na Farmácia Castro Rodrigues, situada no Largo 5 de Outubro na Cova da Piedade e cujo custo foi de 9$90 (nove escudos e noventa centavos) correspondendo actualmente a 0,049 €.
O Dr. Eduardo Vilarinho viveu e tinha consultório na Cova da Piedade.
domingo, 14 de setembro de 2008
Coisas de Almada e da Gente de Almada
Costa de Caparica, imagem antiga do mercado ainda existente e do "comboio" que em circuito turístico percorria a povoação, então também designada Praia do Sol, para divertimento e satisfação dos visitantes e turistas.Outros tempos, em que a "Costa" era uma excelente zona balnear e não a triste desgraça actual.
O "comboio" constituído por dois "atrelados-composições" puxados por um tractor, era propriedade da Empresa de Camionagem Piedense, uma das duas concessionárias de transportes públicos no concelho de Almada.
Ao fundo na imagem vêem-se algumas árvores, onde hoje existem prédios.
quarta-feira, 20 de agosto de 2008
Gente de Almada, Gente Que Viveu e Vive Almada
Reconhecemos nesta foto na segunda fila o Rodolfo Henriques, o quarto a contar da direita (já falecido), o Ataíde o primeiro da direita. Na primeira fila o Lisboa, terceiro a contar da direita,o José Riachos, primeiro da direita (já falecido) e o Professor (de Inglês) Calado, ao centro, em pé.
A foto foi tirada no recreio do "Frei".
O Rodolfo Henriques faleceu em África, na Guiné, no cumprimento do serviço militar.
Agradecemos a um antigo aluno a cedência da foto.
segunda-feira, 11 de agosto de 2008
Coisas de Almada e da Gente de Almada
Na foto deste post, datada de Junho de 1939 vemos o "Norte Expresso" junto ao paquete Colonial por ocasião da partida para Moçambique do Presidente da República Oscar Carmona.
Nesta foto o "Norte Expresso" ainda apresenta as suas duas chaminés originais, das quais uma era falsa (posteriormente foi transformado).
domingo, 3 de agosto de 2008
Coisas de Almada e da Gente de Almada
domingo, 20 de julho de 2008
Gente de Almada, Gente Que Viveu Almada
António Pinto da Silva mestre no "Norte Expresso". Era natural de Loulé. Aos 4 anos de idade acompanhou a família que veio para Cacilhas. Aqui cresceu e se radicou. Trabalhou em fragatas e botes, e nas lanchas que transportavam passageiros para os hidroaviões na Doca de Xabregas.
Tirou a carta de mestre e foi trabalhar como mestre do cacilheiro "Norte Expresso" em 1938 (?).
Foi também mestre noutra embarcação de passageiros o "Renascer" que fazia carreiras para Alcochete.
António Pinto da Silva, deixou de exercer a profissão devido a um Acidente Vascular Cerebral (AVC) passando então a trabalhar no Terreiro do Paço como amarrador de cabos dos cacilheiros.
Um segundo AVC afastou-o definitivamente da actividade marítima, vindo a falecer no Hospital de S.José, em Lisboa.
segunda-feira, 7 de julho de 2008
Coisas de Almada e de Gente Que Viveu Almada
"ADORÁVEL ALMADA" de Augusto Santana D´Araújo é um livro de prosa rimada como o autor diz, impresso em 1959 e dedicado pelo autor ao Município de Almada.Augusto Santana D´Araújo era natural de Almada. Esteve ausente durante onze anos em terras do Brasil e quando regressou a Almada trouxe manuscrita a prosa rimada que constitui este seu livro.
Sendo ele um "académico", transcrevemos a prosa rimada que dedicou no seu livro à sua Academia Almadense.
A MINHA «ACADEMIA» Academia! sabes que desde a infância, Eu e outros jovens, como os velhos precursores, Plêiade ardente, cheia de amor e constância, Pansámos renovar a obra dos Fundadores. Era juvenil e pobre, a nossa ajuda of 'recida, Cheia de amor e fé. - Com toda a assiduidade, A victória surgiu e, quando conseguida, O povo glorificou-te p' ra toda a eternidade. Bem merecia o teu passado os sacrifícios Da geração heróica que, alheia a artifícios, Sacrificou a vida, na obra sedutora. Teus fins educativos, ah! nunca mais param!... Adoram-te as crianças e os homens te amparam. Foi lindo o teu passado. O presente é luz da Aurora!
Pergunta: O que é hoje a Academia Almadense?
domingo, 15 de junho de 2008
Coisas de Almada e da Gente de Almada
Igreja do Pragal ou Ermida do Pragal, em 1948, sede da Paróquia de Cristo-Rei criada em 1976, 17 anos após a inauguração do Monumento e Santuário de Cristo-Rei, situada no Largo Armindo dos Santos, no Pragal, visível para todos que atravessam a Ponte sobre o Rio Tejo, na arriba à esquerda para quem se dirige para sul.
Actualmente o edifício encontra-se recuperado.
DECRETO DE ERECÇÃO DA PARÓQUIA
A comunidade cristã do Vicariato de Cristo Rei, da Vigararia de Almada, desta Diocese de Setúbal, pede para ser erecta a Paróquia do mesmo nome. Atendendo à grandeza da Paróquia de Santiago de Almada, da qual é principalmente formada e à capacidade de evangelização e testemunho de que deu provas no longo período experimental e esperando que, com a sua elevação a Paróquia, melhor e mais eficazmente possa prosseguir os seus objectivos, HAVEMOS POR BEM, pelo presente DECRETO e depois de ouvirmos o Presbitério da Diocese, o Corpo dos Consultores Diocesanos, bem como os Reverendos Párocos das Comunidades Cristãs confinantes, erigir a Paróquia de Cristo Rei, atribuindo-lhe como sede a Igreja de Nossa Senhora Mãe de Deus e dos Homens, situada no lugar do Pragal e nomeando o Rev. Padre Norberto Martins, da Companhia de Jesus, seu primeiro Pároco. À Paróquia são atribuídos os seguintes limites: Norte: Rio Tejo a partir do limites nascente da Paróquia do Monte de Caparica até encontrar uma linha prolongamento do muro poente da cerca do Seminário, contornando-a sempre até à Rua D. Leonor de Mascarenhas. Nascente: Rua D. Leonor de Mascarenhas até encontrar a Rua Capitão Leitão, que será seguida para poente, bem como a Rua dos Espatários, Rua D. João de Castro até encontrar a Rua Nuno Álvares Botelho que seguirá para sul até cruzar o limite norte da freguesia da Cova da Piedade. Sul: A partir do ponto do cruzamento atrás referido até ao limite nascente da freguesia do Monte de Caparica, seguindo o limite norte da freguesia da Cova da Piedade. Poente: Desde este ponto referido até ao Tejo, seguindo o limite nascente da freguesia do Monte de Caparica. Deste Decreto se dará conta ao Ex.mo Governador Civil do Distrito, ao Rev.mo Vigário da Vara, aos Rev. Párocos vizinhos da nova Paróquia e à Imprensa Diocesana.
Setúbal, 21 de Novembro — Festa de Cristo Rei de 1976.
Ass. + Manuel da Silva Martins, Bispo de Setúbal.
quinta-feira, 5 de junho de 2008
Coisas de Almada e da Gente de Almada
sábado, 10 de maio de 2008
Coisas de Almada e de Gente Que Viveu Almada
Varino "LEALDADE", construção em Ribeira de Pardilhó, concelho de Estarreja, distrito de Aveiro em 27-6-1922.
Esta embarcação, de noventa e cinco toneladas, mandada construir pelos Srs Carlos Alberto Francisco Durão; José Severo Durão e Manuel da Costa Lavrador no Estaleiro de Francisco da Fonseca, foi destinada ao transporte de mercadorias diversas, no Rio Tejo, entre os navios e localidades nas margens do rio navegando até Vila Franca de Xira.
Estes senhores à data, já tinham quatro ou cinco embarcações no mesmo serviço.
Destes três sócios, o Sr. Manuel da Costa Lavrador cedeu a sua quota aos outros dois, tendo mais tarde o Sr. José Severo Durão também cedido a sua quota ao Sr. Carlos Alberto Francisco Durão.
Na foto com pessoal operário e outros, a segunda pessoa a contar da esquerda é o Sr. Carlos Alberto Francisco Durão.
O custo de contrução da embarcação foi de dezasseis mil escudos e incluía a colocação da mesma no Estaleiro da Mutela, freguesia de Almada.
A escritura do contrato para a construção foi feita no Cartório Notarial da vila de Almada, na Praça de Camões, em dezassete de Março de mil novecentos e vinte e dois.
sábado, 26 de abril de 2008
Gente de Almada, Gente Que Viveu e Vive Almada
Foi tempo de esperança numa Almada livre e democrática para os almadenses.
Destes jovens de então, fotografados, infelizmente o primeiro na foto à direita, o Jorge Pinto, já não se encontra entre nós.
segunda-feira, 14 de abril de 2008
Coisas de Almada e de Gente Que Viveu e Vive Almada
sexta-feira, 28 de março de 2008
Gente de Almada, Gente Que Viveu e Vive Almada
Turma da Escola Primária de Almada, masculina, início dos anos 40 (1942-1943 ?) com todos alunos de bata branca. Certamente ainda se encontram entre nós alguns dos jovens de então, na foto com a sua Professora Maldonado que morava na Rua Capitão Leitão, por cima da antiga Barbearia do Artur. De salientar o elevado número de alunos (60) que esta professora tinha de "aturar". Cremos que era frequente na época as turmas serem grandes. Outras fotos que possuimos de turmas desta mesma Escola, exibem igualmente um número elevado de alunos.
A tarefa do professor não devia ser nada fácil apesar da disciplina que então existia nas escolas e do respeito dos alunos pelos professores.
Tempos de vida difícil e de muitas dificuldades económicas. Vivia-se a 2ª Guerra Mundial.
sábado, 22 de março de 2008
Coisas de Almada e da Gente de Almada
Cena de Cacilhas, no ex-Largo Costa Pinto, do início do Século passado, com várias vendedeiras, em aguarela de Alberto Sousa, falecido em 1961. Esta cena é no local correspondente à actual entrada, à direita, do posto da Guarda Nacional Repúblicana (Brigada Fiscal), com significativas diferenças relativamente ao presente. Localmente funcionava uma taberna como se vê. domingo, 9 de março de 2008
Coisas de Almada e da Gente de Almada
clique sobre o doc. para aumentar e leitura
Programa da Visita a Almada de 26 de Abril a 3 de Maio de 1955 em Peregrinação pelas paróquias do Patriarcado da Veneranda Imagem de Nossa Senhora de Fátima.
Algumas designações toponímicas ou locais desapareceram após 1974 e com isso o apagar de um pouco da nossa memória e de uma parte do nosso passado vivido.
Provavelmente algumas pessoas não saibam mas a Praça Camões tem a designação actual de Largo Luís Camões ( porquê ?).
O Cardeal Patriarca à data desta Peregrinação era D.Manuel Cerejeira.
Que significado teria então e terá hoje "Conquista dos povos para Cristo"? Será o mesmo?
Note-se o cuidado da organização nesta visita/Peregrinação bem expresso em "AVISOS IMPORTANTES" na parte inferior do PROGRAMA.
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008
Gente de Almada, Gente Que Viveu Almada
Descarregadores de cortiça, trabalhadores da Fábrica H. Bucknall & Sons, no Caramujo, Cova da Piedade, na década de 1920.
Este pessoal residente no concelho, era oriundo de vários pontos do país, sendo alguns deles naturais da Beira interior. Deslocavam-se para a margem sul em busca de melhores condições de vida, deixando alguns, as mulheres e filhos na província, que por vezes, mais tarde, vinham juntar-se-lhes e aqui refaziam a vida.
Procuravam residir próximo do local de trabalho para poderem facilmente deslocar-se a pé a casa para almoçar (dispunham de uma hora), quando não levavam o "farnel" numa lancheira de madeira ou cesto de verga -principalmente os que tinham já a mulher junto a si.
Quando viviam sozinhos, era em casa alugada e em comunidade, fazendo uma refeição única que partilhavam de uma travessa ou alguidar de barro colocado no centro da mesa de onde cada um ia tirando com garfo directamente a comida.
Quando algum vinha isolado de modo geral ficava uns tempos a viver em casa de um conterrâneo que viera mais cedo e já conhecia o ambiente. Lá ficava até se aclimatar e entrosar no modo de vida menos rural que aquele de sua proveniência.
Alguns havia que não se adaptavam e regressavam mais cedo à sua terra.
De um modo geral algum do dinheiro amealhado era enviado para família e outro usado para comprar uma pequena propriedade, um pinhal ou um terreno de cultivo na "terra", a pensar num regresso mais tarde às origens.
Era gente trabalhadora que aqui granjeou amizades. Alguns ou seus descendentes prosperaram trabalhando arduamente, fazendo de Almada sua terra adoptiva.
Repare-se nestes pormenores na foto: todos os trabalhadores usavam bigode, todos que estão em primeiro plano estão descalços - assim trabalhavam - e a maioria tem sobre o ombro uma saca grossa, que era a sua "ferramenta de trabalho" - servia para interpor entre o corpo e o fardo de cortiça que transportavam sobre as costas.
À direita na foto, junto de uma balança segundo nos parece, vemos aquele que era o controlador do peso dos fardos de cortiça, trabalhador de uma categoria já superior e com outro uniforme.
Esta foto está integrada no livro "Almada na História da Indústria Corticeira e do Movimento Operário" (1860-1930) de Alexandre M. Flores. Ed. CMA 2003.
terça-feira, 5 de fevereiro de 2008
Coisas de Almada e da Gente de Almada
O "Renovação" cumprindo uma das suas viagens no Rio Tejo.
O “Renovação”, propriedade da Sociedade Jerónimo Durão & Filhos Lda, entrou ao serviço da carreira entre as duas margens do Rio Tejo no trajecto Cacilhas - Terreiro do Paço, em 1958.
Escreveu a imprensa da época que “ a entrada do barco ao serviço foi assinalada com uma soberba viagem inaugural realizada até à barra... para ver o pôr do sol digno da melhor marinha”.
Os convidados “foram recebidos ao portaló pelo sócio gerente da empresa, Sr. Jerónimo Durão”, que lhes “mostrou todas as dependências do barco, incluindo a casa das máquinas”.
Citando a mesma imprensa: «A Sociedade proprietária – Jerónimo Durão e Filhos, Lda – preza-se de apresentar um barco, que em verdade serve o público condignamente. Com efeito a amplidão do barco, a comodidade dos assentos, a potência dos motores, a limpeza das instalações higiénicas, a solidez da construção revelam a preocupação de bem servir, e colocam esta unidade muito acima das restantes em serviço.
Aos convidados foi servido um esplêndido copo de água, fornecido pela Pastelaria Ferrand, Lisboa.»
O "Renovação" tinha as seguintes características.
- comprimento, 26 metros
- boca, 6,96m
- pontal, 2,50m
- lotação, 430 passageiros
- potência do motor 530h.p.
- velocidade máxima, 12milhas/hora
Este barco, juntamente com seu semelhante "Recordação", tinha na verdade dimensões, características e qualidades muito acima dos outros, que na época transportavam só passageiros, entre Cacilhas e Lisboa, proporcionando uma viagem muito mais agradável e confortável aos seus utilizadores.
O “Renovação” navegou no Tejo até à sua substituição pelos actuais cacilheiros da "Transtejo", após a nacionalização deste serviço.
Depois disso o "Renovação foi para o Algarve e passou a transportar passageiros entre Olhão e as ilhas locais.
terça-feira, 29 de janeiro de 2008
Coisas de Almada e da Gente de Almada
Costa de Caparica, início dos anos 50 do Séc XX, Rua dos Pescadores, "o picadeiro", como era conhecida.
Esta artéria da então "Praia do Sol" era muito concorrida no Verão e especialmente nos fins de semana, quer de dia quer à noite.
À direita na foto vemos o edíficio do antigo Restaurante Floresta, e ao fundo à esquerda o edifício do "Papo-Seco", cuja esplanada se enchia nas tardes e noites de Verão.
Tudo se acabou com a democracia e o pseudo desenvolvimento sustentado e retrógrado imposto por uma autarquia decrépita e decadente.
A Costa de Caparica perdeu sua magia, sua atracção e encanto junto de almadenses e forasteiros e hoje apresenta-se miseravemente ao país e ao mundo com uma zona balnear desprezada por autoproclamados vanguardistas da Revolução de Abril.sábado, 12 de janeiro de 2008
Coisas de Almada, Gente Que Viveu Almada
Anos 50 do Séc. XX, Largo Costa Pinto em Cacilhas, junto ao antigo Cais da Parceria (barcos grandes), onde existia um gradeamento. Sobressai o Farol imponente em fundo.
De notar o contraste entre o traje das pessoas nesta foto, homens de gravata, alguns de chapéu na cabeça e a moda (?) actual de vestir.
A foto foi tirada no Inverno ou pelo menos o tempo não estaria muito quente, porque o pessoal está prevenido com agasalhos.
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