terça-feira, 20 de julho de 2010

Gente de Almada, Gente Que Viveu Almada

Leonel Andrade Guerreiro, natural de Almada, faleceu ontem com 77 anos na sua residência na Rua Luís de Queiróz.
Foi notável e valiosa a sua dedicação a Almada através do legítimo e independente associativismo popular e do genuíno movimento cooperativista.
O Sr. Leonel Andrade Guerreiro defendeu sempre ideais humanistas com independência e firme propósito de dignificar e desenvolver a sua terra, através da participação cívica e exercício da cidadania pelos munícipes, como forma de valorização do homem e da construção de uma sociedade justa, solidária e harmoniosa.
Integrou os corpos gerentes da Academia de Instrução e Recreio Familiar Almadense, dos Bombeiros Voluntários de Almada, da Sociedade Cooperativa Almadense e da Santa Casa da Misericórdia de Almada. Trabalhou durante cinquenta e um anos na Quinta da Arealva (Almada), produtora de vinhos, localizada na margem esquerda do Tejo, entre a actual Ponte sobre o rio Tejo e o Olho de Boi.
Em 1998 a Câmara Municipal de Almada agraciou-o com a Medalha de Ouro de Mérito e Dedicação.
Sentida homenagem a este almadense, amigo simples e sincero.

domingo, 18 de julho de 2010

Coisas de Almada e de Gente Que Viveu e Vive Almada

Cardápio-requisição do "Baile de Finalistas" dos alunos do 7ºAno Liceal (antigo) do Externato Frei Luís de Sousa, ano lectivo 1964-1965.
Preços de então, em escudos, os quais comparados com os actualmente praticados para os mesmos produtos, deixarão muita gente pasmada.
Actualmente pelos preços mais baixos que se praticam e já são raros, em média por exemplo, um prego custará 100 a 125 x mais, uma cerveja 60 x mais e um café 70 a 80 x mais.
De notar que os preços deste cardápio incluíam um "valorzito" acrescentado sobre o praticado no comércio, para ajudar a minorar, naturalmente, os custos pessoais dos alunos na excursão de finalistas que nesse ano foi realizada "cá dentro".
O whisky (novo) nesse tempo era caro, comparado com preços actuais.
O Baile realizou-se no ginásio do "Frei" num sábado das 18 às 24 horas com a animação musical a cargo do Conjunto San Remo 62 (?) - português.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Coisas de Almada e da Gente Que Viveu e Vive Almada


Imagem da Praia da Costa da Caparica há 33 anos com a "bola NIVEA", referência visual para quem queria dar coordenadas a pessoa de família, amigo ou amiga sobre o local em que se encontrava nas praias da zona centro da Costa, ou mesmo, "ponto de encontro" escolhido à época, para um encontro ou início de uma amizade na praia.
Para quem caminhava pelo paredão de norte para sul, a "bola NIVEA" encontrava-se a seguir ao banheiro Paraíso, à direita e no início do esporão seguinte. Os restaurantes "Bento" e "O Barbas" estão mais atrás, tendo em fundo parte de Paço de Arcos Oeiras e a serra de Sintra.

domingo, 20 de junho de 2010

Gente de Almada, Gente Que Viveu e Vive Almada

O Eng. Eduardo Gonçalves é natural de Lisboa. Residiu em Almada e frequentou quando jovem o Externato Frei Luís de Sousa.
Actualmente está radicado na vila de Coja, bonita freguesia do concelho de Arganil. É muito conhecido e estimado na região.
Aqui tem desenvolvido uma notável actividade cívica e cultural, honrando o exercício da cidadania como base da construção de uma sociedade em que o bem comum fica acima dos interesses individuais ou de núcleos de oportunistas.
Ali criou, integra e dirige o Grupo de Cantares do Alva e Açor que tem actuado com assinalável êxito em festas e eventos regionais e em outros pontos do país.
Recentemente o Grupo actou semanalmente para turistas, a convite da Inatel, na Pousada do Piódão.
Eduardo Gonçalves é engenheiro electrotécnico pelo Instituto Superior Técnico, também Licenciado em Sociologia.
Antes de se licenciar em engenharia fez o Curso da Escola Náutica, de onde saíu oficial radiotelegrafista, tendo embarcado em navios da Marinha Mercante Portuguesa.
Deu aulas na Escola Náutica em Paço de Arcos, tendo estado ligado à marinha mercante e actividades marítimas durante largos anos.
É colaborador de jornais regionais no concelho de Arganil, para os quais escreve crónicas e artigos muito apreciados pelos leitores.
Para além de ter criado o Grupo de Cantares do Alva e Açor é também compositor. Do reportório do Grupo fazem parte criações suas, letra e músicas.
Tem escrito e musicado hinos de colectividades e associações culturais da região às quais oferece (sem quaisquer custos) seus trabalhos oficialmente registados.
De vez em quando visita a terra onde viveu, estudou e tem familiares e amigos.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Coisas de Almada e da Gente Que Viveu e Vive Almada


Imagem do passado da Costa da Caparica no Verão de 1977, com o anterior Restaurante Carolina do Aires, quando ainda era praia apetecível.
Vêem-se apetrechos de pesca e barcos "em terra", (na areia) em local hoje pavimentado a madeira e piso de estrada, por respeito e defesa do ambiente e da paisagem natural (diz quem julga saber).

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Gente de Almada, Gente Que Viveu e Vive Almada

O Sr. Ernesto Augusto, 86 anos, 1º Sargento Sinaleiro reformado da Marinha Portuguesa nasceu na Cova da Piedade em 31 de Janeiro de 1924.
Frequentou e concluiu a 1ª Classe na Escola Primária António José Gomes na Cova da Piedade. Seguiu depois a Instrução Primária na Escola da Freguesia de Anseriz, concelho de Arganil, de onde eram naturais seus pais.
Regressou depois a Almada e trabalhou por Lisboa, enquanto jovem - Alfama, Alto do Pina e Graça.
Quando «foi às sortes» em 1945, perguntaram-lhe se queria ser incorporado na Marinha de Guerra Portuguesa. Aceitou e fez carreira na Armada, de Grumete a 1º Sargento Sinaleiro, posto em que passou à Reserva.
Fez uma comissão em Moçambique de 1957 a 1959 - Lago Niassa, Nampula e Vila Cabral.
Em 1960 voltou a Moçambique, embarcado na Fragata Pedro Álvares Cabral.
Quando passou à Reserva da Armada, mudou-se para a terra de seus pais onde hoje vive com sua esposa, sem nunca deixar de visitar Almada (aqui viveu na juventude) e a Cova da Piedade (onde residiu já militar), para rever familiares e amigos.
É uma pessoa dinâmica e com sentido muito nobre de prestar serviço comunitário.
Empenhou-se em Anseriz juntamente com outros anserizenses, na tarefa de conseguir meios financeiros para a construção do edifício da Liga de Melhoramentos de Anseriz - centro de convívio sócio-comunitário - uma realidade com alguns anos, da qual é o sócio nº 1 e colaborador não remunerado.
A actividade cívica do Sr. Ernesto Augusto, não ficou por aqui. Durante alguns anos, pós 25 de Abril de 1974 já na reserva da Marinha, foi autarca na Junta de Freguesia de Anseriz e também organizador e colaborador das festas anuais da freguesia em honra de Nossa Senhora de Ao Pé da Cruz.
O Sr. Ernesto Augusto é um "senador" muito respeitado. As suas opiniões sobre assuntos da terra e da comunidade local são sempre escutadas com muita atenção.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Coisas de Almada e de Gente Que Viveu Almada

Este brado AO POVO PORTUGUÊS, do anarquista Adriano Botelho, editado em Maio de 1974 pela Delegação de Almada do Movimento Libertário Português foi composto e impresso na G. P. de Cacilhas, Lda, tem uma "introdução" do almadense José Correia Pires com o título "Quem é Adriano Botelho".
Adriano Botelho vinha a Almada encontrar-se com os seus amigos e camaradas anarquistas.
Esteve no antigo Café Central da Praça da Renovação. Participou num almoço promovido pelos anarquistas almadenses, realizado no antigo Canecão em Cacilhas, após o 25 de Abril de 1974.
Adriano Botelho era natural do Arquipélago dos Açores, Angra do Heroísmo, onde nasceu a 12 de Setembro de 1892.
Sobre o autor escreve Correia Pires no final da resenha biográfica " Com a publicação deste trabalho queremos dar a conhecer o talento e firmeza de convicções de um excelente camarada ao mesmo tempo que prestar a nossa homenagem a quem tão alto levou entre nós o ideal anarquista!!".

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Gente de Almada, Gente Que Viveu e Vive Almada

Esta foto foi tirada há 74 anos à porta da garagem do Macedo & Coelho, junto ao actual Restaurante Cabrinha em Cacilhas. Os indivíduos de bata branca eram barbeiros da Barbearia do Espanhol aí existente. O "Espanhol" era a alcunha de Domingos Cortez, Mestre-Sala do Restaurante do Zé da Avó ( pai da cantora Madalena Iglésias) no Ginjal.
Na foto em pé da esquerda para a direita, o primeiro de bata branca ( ? ); de boné Aurélio ( motorista do Macedo & Coelho); de boina Iria, de alcunha " Júlio Peidinha", era mestre de uma lancha do Júlio Bagueira, que transportava pessoas para bordo de navios ancorados no Rio Tejo.
Dos dois barbeiros sentados, desconhece-se o nome do primeiro. O segundo é o Carmim.
As crianças sentadas da esquerda para a direita: Álvaro Durão; José Carlos Durão e Carlos Alberto Durão.
Macedo & Coelho era o nome de uma fábrica de óleos e sabões na Arrábida ( margem esquerda do Tejo ).
O Júlio Bagueira comprou o "Tonecas" depois de recuperado após o acidente no Rio Tejo em 17-12-1938, e deu-lhe o nome de "Caneças" (lancha).

domingo, 2 de maio de 2010

Coisas de Almada e da Gente de Almada

O Ginjal, o Rio Tejo e um aspecto parcial de Lisboa à esquerda. Imagem captada em 1978 do Mirador da Boca do Vento, Almada.

sábado, 17 de abril de 2010

Coisas de Almada e da Gente de Almada


Imagem da Costa da Caparica com cor (apesar da perda de cor da foto) na década de 70 do século XX. Um contraste com a monotonia actual da padronização dos barracões que o ilusório e fracassado programa Polis impôs.
Vêem-se as construções dos antigos banheiros Tarquínio e Paraíso (à direita) e algumas casas particulares de veraneio, construídas em madeira sobre a areia.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Gente de Almada, Gente Que Viveu e Vive Almada

Grupo de Amigos, em Torres Vedras onde se deslocaram a acompanhar o Ginásio Clube do Sul que aí foi disputar um jogo de futebol nos anos 50 do século XX. De pé da esquerda para a direita: Egas (músico na banda da Academia); Carlos Durão; Dimas (jogador do Belenenses); Fernando Brito (cacilhense); Cassiano Durão; Janita (cacilhense). Sentados pela mesma ordem: Abílio Raposo; Amândio Santos, conhecido por "Amândio das fitas", porque transportava e distribuía os filmes pelos cinemas, foi jogador do Ginásio; Munha, empregado do Parry & Son; Zé Raposo, guarda-redes do Ginásio.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Gente de Almada, Gente Que Viveu e Vive Almada

Júlio de Aguiar, natural de Almada, figura muito conhecida dos almadenses trabalhava no mercado de Almada onde tinha a sua venda de produtos hortícolas.
Júlio de Aguiar era intérprete do fado. Em Almada actuava com regularidade em diversas manifestações artísticas e arraiais populares. Nos festejos da cidade em honra de S.João Baptista vimo-lo algumas vezes em actuação com garra, no apego à sua terra e à sua sentida actuação como intérprete da canção nacional.
A antiga "Casa Pancão", restaurante-esplanada e petiscos, nas Andorinhas, muito conhecida nesta margem do Tejo à época pelas Tardes de Fado e Guitarradas, era um local onde actuava com regularidade, nos anos 50 e 60 do século passado, principalmente aos fins de semana.
De Júlio de Aguiar conhecemos dois discos vinil, estéreo, um EP 45 rotações em 1976 e um LP 33 rotações em 1977, ambos editados por J.C.DONAS,Lda, RODA. Em qualquer das gravações Júlio de Aguiar foi acompanhado pelo conjunto de Guitarras de Jorge Fontes.
Júlio de Aguiar deve ter actualmente 77 anos.
A imagem é do LP.

terça-feira, 2 de março de 2010

Coisas de Almada e de Gente Que Viveu Almada

Poema em onze cantos Canto I-A Natureza. Os Monumentos Canto II-Costa do Sol Canto III-O Trabalho Canto IV-S.João da Ramalha. Popular Canto V-Origem do nome de Almada Canto VI-O cêrco de Almada Canto VII-Um Auto e dois processos Canto VIII-Restauração de Portugal Canto IX-Lutas Liberais Canto X-Vultos Ilustres Canto XI-Almada actual.Arte e espírito de Álvaro Valente, "UM HINO A ALMADA" foi dedicado pelo autor "Ao Ilustre Maestro Leonel Duarte Ferreira À Direcção da Academia Aos Executantes da Banda Ao João Luís da Cruz Pelas horas de ternura que deram ao meu atribulado espírito no dia 27 de Março deste ano . A TODO O POVO DE ALMADA" O ano foi 1945, quando a Academia de Instrução e Recreio Familiar Almadense completou 50 anos a 27 de Março. "Eu venho desferir a minha lira inflada em glória dêste povo, em honra desta Almada!" (do autor in intróito de "Um Hino a Almada")

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Coisas de Almada e da Gente de Almada

Ponte-cais da Trafaria em foto de final dos anos 40 do século XX, com o "Norte-Expresso" (barco com as duas chaminés) atracado, do qual desembarcaram os passageiros vindos de Lisboa. O barco que se encontra à direita entre o cais e o pontão dizem-nos ser provavelmente o Trafaria Praia.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Coisas de Almada e da Gente de Almada

Cais de Cacilhas em final da década de 40 do Século XX, com o Farol e a casa do Farol, a Estação Fluvial da Parceria dos Vapores Lisbonenses, um ferry daqueles que actualmente ainda fazem transporte de viaturas e passageiros entre as duas margens, um cacilheiro a partir para Lisboa enquanto outro chega, o Posto de Fiscalização de Trânsito, os autocarros de transportes públicos à direita e uns automóveis que hoje faziam um gosto "chiquérrimo" de velhos tempos a muita gente.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Coisas de Almada e da Gente de Almada



O cacilheiro “Recordação”, na imagem navegando no Rio Tejo em 1978, tal como o "Renovação" já aqui apresentado, era propriedade da Sociedade Jerónimo Rodrigues Durão, Herd, Lda, realizava carreiras regulares de passageiros no trajecto Cacilhas-Lisboa (Terreiro do Paço)-Cacilhas.
As duas embarcações deixaram marca no transporte fluvial de passageiros, fazendo alguma diferença positiva dos restantes cacilheiros, em relação a área, qualidade do espaço, conforto e assentos colocados à disposição dos utilizadores.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Gente de Almada, Gente Que Viveu e Vive Almada



O Centro Sul, local de chegada e partida de autocarros de passageiros, foi ponto de encontro no final dos anos 60 do século passado para estes jovens e outros, que escolheram o local para início de um passeio convívio.
Este local corresponde actualmente, mais ou menos, àquela coisa de terra batida que designam por parque de estacionamento, à direita de quem faz a rotunda, vindo da Costa de Caparica.
Não sabemos o nome do primeiro jovem à esquerda. Depois reconhecem-se na foto, da esquerda para a direita o Miguel Fernandes; a Manuela; a Fátima Costeira; o Santos Silva; o Marta; a Augusta.
Ainda havia muito terreno e quintas por esta Almada.
Na foto vemos atrás e à esquerda a frente de um autocarro da Beira-Rio e sensivelmente a meio, descortina-se o monumento a Cristo-Rei.

sábado, 16 de janeiro de 2010

Coisas de Almada e da Gente de Almada



A lancha "Flecha" juntamente com a "Zagaia", ambas da Parceria dos Vapores Lisbonenses, depois de 1957 Sociedade Marítima de Transportes, Lda, faziam transporte de passageiros entre as duas margens do Tejo ainda na década de 50 do século passado..

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Gente de Almada, Gente Que Viveu e Vive Almada

No Restaurante Sabe-Tudo (Torres Vedras) em 1962 estes almadenses reuniram-se em confraternização, depois da inauguração do cacilheiro "Recordação".
Da esquerda para a direita, em primeiro plano e sentados, vemos Humberto Durão, mestre do "Recordação"; Joaquim (marinheiro); Cipriano (maquinista) foi jogador do Almada Atlético Clube.
Em segundo plano, de pé, mestre José da Silva (Zé Peixeiro); Carlos Durão, sentado; Júlio da Silva (Júlio Rã) e António (Sapateiro).
Destes convivas, o único entre nós é o Sr Carlos Durão, que recentemente completou 80 anos.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Coisas de Almada e da Gente de Almada


O "Lisboa-Expresso", cacilheiro da Sociedade Nacional de Moto-Naves,Lda cujo proprietário de nome Gregório González Briz, era natural de Salamanca (Espanha), naturalizado português, navegando no Tejo entre Lisboa e Cacilhas em foto captada de Cacilhas em 1978.
Em fundo temos parte do casario de Lisboa com destaque para o Terreiro do Paço e edifícios públicos adjacentes e no alto, o Castelo de S.Jorge.
À data os edifícios públicos virados para o Tejo tinham as fachadas pintadas de verde.
Cacilhas é um excelente mirante sobre Lisboa.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Coisas de Almada e da Gente de Almada

Mutela, a Rua Manuel Febrero (parcial) em foto de 1978. Actualmente o local é uma mostra-exemplo da muita degradação que paira pelo concelho. Pouco ou nada se melhorou desde então. Constitui uma vergonha para esta terra o abandono e o estado em ruínas dos edifícios nesta zona do concelho, na Cova da Piedade.
Como foi possível que a Câmara Municipal de Almada nunca se tenha interessado pela recuperação da zona, de grandes tradições na vida da população local e das gentes do concelho?
É uma realidade, a juntar a outras, que mostram o subdesenvolvimento fomentado e sustentado pela autarquia.
Não há desculpas possíveis ao fim de três décadas.
O que existe é incompetência de sobra e abundante, aliada a falta de criatividade e de vontade para dignificar e honrar esta terra, sem demagogia partidária.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Coisas de Almada e de Gente Que Viveu e Vive Almada

"MERDA", revista não periódica, sem director, "Os Merdas" Grupo ANARCA AUTÓNOMO" - Movimento Educativo Recreativo Dos Anarcas. revista anarquista que nasceu em Almada no pós 25 de Abril de 1974 pela mão de Francisco Ginjeira e Rui Vaz de Carvalho (Prof. de História),
Na imagem a reprodução da capa da 1ª edição do 1º número custeada pelos fundadores respectivamente com 3.000$00 e 7.000$00. A impressão foi feita numa tipografia "caseira" na Av. Frederico Ulrich em Almada, pertencente a um Professor do ensino secundário(Dr.Camacho) que frequentava assiduamente o Café Central.
Uma 2ª edição deste número foi impressa posteriormente com a colaboração de José Brito, o "velho Brito", pela Cooperativa Cultural Editora Fomento Acrata, caixa postal 52 - Almada.
A 2ª edição saiu incluindo o suplemento " Apresentação da Candidatura Nacional de Sua Excelência o Galo de Barcelos".
"MERDA" teve grande sucesso editorial. Foram publicados 3 números dos quais se imprimiram mais de duas centenas de milhar de exemplares, vendidos principalmente na grande Lisboa.
Da Holanda, um Centro de Documentação solicitou ao editor alguns exemplares da publicação.
Frases na "MERDA":
Esta "Merda" não tem direitos de autor; pode ser copiado, policopiado, difundido. (1º número)
Quem não está com a merda, está contra a merda. (2º número)
A política é um vento que apaga a luz da razão. (3º número)

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Coisas de Almada e de Gente Que Viveu e Vive Almada


Foto do ano 1977 na Costa da Caparica. O que era então. Sabemos o que foi entretanto e já não é. Agora é outra coisa muito esquisita e incaracterística.
Aqui foi o "Porto de Abrigo" aberto todo o ano e duna ainda um pouco natural. Aqui existia duna e vegetação ainda natural. Ainda havia alguma praia - areal - para lá do paredão.
Aqui nasceu e cresceu o restaurante "O Barbas" (como?) avançando e ocupando a duna em superfície e em altura, sem que os então existentes organismos/autoridades responsáveis e defensoras do meio ambiente fizessem seu trabalho para preservar o planeta do vandalismo ecológico arbitrário.
A Costa da Caparica, nós todos, assistimos a agressões semelhantes, ao ambiente...e continuamos infelizmente a assistir. A assistir à destruição da Costa da Caparica e da sua maravilhosa frente de praias, uma riqueza natural única.
Até um dia....
Tudo e todos democratas se vergaram ao progresso podre em que vivemos actualmente, resultado de erros feitos eufórica e demagogicamente no passado recente, para vida fácil de poucos , sacrificando muitos, a sociedade e a nossa casa - o Planeta Terra.


quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Gente de Almada, Gente Que Vive Almada

Um grupo de jovens almadenses no final da década de 60 em Tróia, Distrito de Setúbal, num dia de Verão, sem Sol, a saborearem talhadas de melão.
Da esquerda para a direita Zé Gonçalves, Regina, Fátima Costeira, Fernando Avelar, Fernando Pedrosa, Luísa.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Coisas de Almada e da Gente Que Viveu e Vive Almada

Foto da década de 70 (séc. XX) da Capela e casa da antiga Quinta dos Farinhas, designação pela qual era conhecida até ao séc XVIII a Quinta da Ramalha ou de S.João da Ramalha.
Nas traseiras da Capela existiam duas palmeiras. Uma delas foi destruída recentemente pelas obras patrocinadas pela Câmara Municipal de Almada que ocuparam o terreno existente com moderna construção, 100% betão, destinada a Centro Social.
Foi mais uma destruição do património memória do concelho, conseguida pela Câmara, à revelia do IGESPAR, sem quaisquer obstáculos de quem tem obrigação de preservar e proteger monumentos históricos do assalto assassino do progresso, que ocupa todo o palmo de solo para novas edificações e realização privada de mais valias capitalistas, com prejuízo das populações e da sua memória colectiva.
Na foto vê-se, à direita, o portal da antiga quinta.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Coisas de Almada e de Gente Que Vive Almada

Recibos de pagamento da uma 1ª e de uma última mensalidade, ao Externato Frei Luís de Sousa, entre 1958 (1º Ano do 1ºciclo) e 1965 ( 7º ano -antigo 3º ciclo do ensino liceal).
Em 7 anos a mensalidade cresceu 150%!
O Externato Frei Luís de Sousa é um marco notável e imagem do ensino no concelho.
O "Frei" permanece, os autarcas e as pessoas passam.
Com o radicalismo doentio de falsa esquerda, lamenta-se que a Câmara Municipal de Almada tenha tratado tão mal este estabelecimento de ensino nos últimos anos, embora sem ter deixado de se aproveitar do "Frei", quando lhe convém para fins promocionais, com a colaboração de algumas figuras da Igreja e não só... evidentemente.
Simultâneamente, lamenta-se que quem nada deve ideológica ou religiosamente à Câmara Municipal de Almada, que devia manter-se acima de polémicas politico-partidárias, se deixe envolver numa teia viciada, da qual cidadãos livres não querem ser prisioneiros e repudiam.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Coisas de Almada e da Gente que Viveu e Vive Almada


Lavadouro Público de Almada na Boca do Vento, construído pela Câmara Municipal de Almada em 1925.
Era uma memória do passado de Almada, mas como fazia muitas cócegas à gestão que se instalou na Câmara, no pós 25 de Abril de 1974 e tem permanecido, foi mandado destruir para dar lugar a um restaurante e pizaria.
Foi destruído um pouco do passado e da história de Almada e de suas gentes.
Empobreceu-se o património edificado. Empobreceu-se Almada.
O mesmo tem sido feito um pouco por todo o concelho pela actual Câmara, constituída por gente que não é de Almada, descaracterizando a nossa terra, cortando a relação dos almadenses com o seu passado.

sábado, 3 de outubro de 2009

Gente de Almada, Gente Que Viveu Almada

 
 

Na imagem de capa deste 45 rotações de Vitorino ( seu primeiro disco ?) de 1975, à esquerda temos José Brito, o "velho Brito", como o conhecíamos.
Anarquista, residente em Lisboa, era visita e cliente do antigo Café Central, ex-libris de Almada, local de encontro de gerações e personalidades ligadas às artes, letras, política e à cultura, em Almada (dizemo-lo sem hesitação), situado na Praça da Renovação, onde muitos estudantes "tiraram os cursos".
Conhecemos o "velho Brito" em interessantes tertúlias e encontros no Central, após Abril de 1974, - onde aparecia com frequência ao fim da manhã - com os anarquistas almadenses José Correia Pires, Jaime Feio, Quaresma e Sebastião e jovens "candidatos" a anarquistas, entre outros .
O "velho Brito" sabia ouvir. Defendendo sempre ideais libertários e humanistas era pessoa simpática, irreverente muitas vezes, apaixonado pelo ideal anarquista, cativava com simpatia a presença dos mais novos, a quem surpreendia com suas dissertações e respostas a questões políticas e sociais que lhe colocavam.
Excelentes conversas construtivas escutámos deste cidadão de boina anarquista, crescidos cabelos brancos e sempre com sua pasta preta debaixo do braço, da qual retirava publicações "anarcas", algumas por ele editadas através da sua editora "ACRATA", que distribuía a amigos.
O "velho Brito" pessoa afável e bom conversador, possuía uma grande e excelente biblioteca. Um Jornal vespertino da capital dedicou-lhe, em vida, uma reportagem realizada em sua casa situada num dos bairros antigos da capital - a Bica.
Colaborou em Almada na edição da irreverente publicação anarquista "Merda", da qual só saíram três números.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Coisas de Almada e da Gente de Almada


Miradouro da Boca do Vento, em 1978, junto às escadinhas do Ginjal, com o Tejo, navios no Cais do "Grémio do Bacalhau", como era conhecido, no Ginjal e o Castelo de Almada/Forte de Almada, no canto superior direito na foto.
O bucolismo e a atracção de um lugar privilegiado para admirar o movimento dos barcos, navios e das fragatas de outrora no Rio Tejo.
Deste local tem-se uma paisagem bela e única da capital.
Hoje o miradouro já não tem este encanto. Não resistiu ao progresso avassalador do progressismo de uma esquerda enferma que descaracterizou Almada.
Foi alterado e próximo dele, gastaram-se uns milhares de contos num elevador que não serve a população nem turistas e não tem utilizadores, por culpa da estéril Câmara Municipal de Almada em matéria de turismo.
Almada tem lugares muito especiais, nunca devidamente aproveitados pela edilidade para promover o nosso concelho, o concelho dos almadenses daqueles que aqui nasceram e dos que o escolheram para residir e viver.
Era a Almada dos almadenses. Hoje não é.

sábado, 12 de setembro de 2009

Coisas de Almada e da Gente Que Viveu e Vive Almada



Imagem da Costa de Caparica em 1977. Três símbolos da "Costa" desaparecidos na gula do progresso: o barco típico, as casas de pescadores e a linha do Transpraia. Ainda convivia o tradicional com o novo, os edifícios de apartamentos à esquerda. Ai que saudades do mar, do areal, da praia da Caparica! Era a nossa praia, a praia da vila que começa ali mesmo no final da Rua dos Pescadores, entre o Terminal do Transpraia e o Carolina do Aires. Havia areia,havia dunas, havia vegetação xerófila, havia limpeza da praia. Hoje a ambição de uns e a ganância de outros, em nome do progresso e do desenvolvimento económico sem base social, mataram a Costa de Caparica com um designado Programa Polis que descaracterizou a melhor praia da grande Lisboa, a nossa praia, a praia do concelho de Almada. A areia foi tapetada com barrotes de madeira (uma aberração) já em decomposição, para "proteger" a duna, complementado com pavimentação tipo "estrada" e conspurcada com caixotes contentores de mau gosto, designados "apoios de praia-restaurantes", todos iguais, saídos provavelmente algures de uma linha de montagem de fábrica sovietizada.