sábado, 21 de maio de 2011

Gente de Almada, Gente Que Viveu e Vive Almada

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Tomada de posse do Dr. Manuel Rosado Caldeira Pais em 28 de Março de 1974 como Presidente da Câmara Municipal de Almada.
Foi o último Presidente da Câmara de Almada antes do 25 de Abril de 74. Figura muito conhecida e prestigiada no concelho, era Professor do Ensino Secundário na Escola Emídio Navarro e no Externato Frei Luís de Sousa.
Almada tinha no Dr. Caldeira Pais um Presidente de Câmara que se interessava pelo concelho, embora não fosse natural de aqui.
Como professor granjeou a consideração e amizade de alunos. Para quem o conhecia era um valor muito alto para o concelho tê-lo à frente do executivo municipal. Como pessoa e cidadão de sólida formação humanista, era admirado e considerado pelos almadenses e por isso mesmo muito havia a esperar da sua liderança na Câmara.
Tinha sido vice-presidente da Câmara de Almada quando o Dr. Silveira Júnior foi Presidente.
O Dr. Caldeira Pais, bem como seu antecessor eram pessoas que os almadenses viam com frequência no espaço público.
Passeavam com frequentemente pelas ruas e avenidas de Almada. Frequentavam os cafés de Almada. Não se refutavam ao encontro com os munícipes na rua. Sabiam ouvir e queriam aperceber-se dos problemas que os munícipes sentiam, situação que contrasta com a arrogância e desprezo que os actuais autarcas comunistas e outros que se dizem democratas e que dizem trabalhar para o povo, hoje não assumem, nem são capazes.
Os actuais "democratas" e comunistas mascarados de democratas, têm medo de se encontrar na rua, a sós, com os munícipes.
Almada viu-se privada de pessoas de bem à frente da Câmara Municipal, para mergulhar numa experiência democrática (de que se esperava melhor) liderada por oportunistas, que colocaram à frente dos legítimos interesses de Almada e dos munícipes, interesses pessoais, opções e ideologias políticas que as pessoas legitimamente rejeitaram há alguns anos, em muitas zonas do planeta, por conduzirem à aniquilação e aviltamento dos seres humano e à subjugação do exercício da cidadania a interesses nebulosos mascarados de democracia .
O Dr. Caldeira Pais deixou a Câmara Municipal mas continuou em Almada onde reside.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Gente de Almada, Gente Que Viveu e Vive Almada

Alunos de uma turma da 4ª Classe da Escola Conde Ferreira (escola para rapazes) - Almada - em foto de 30 de Novembro de 1954, com o Professor Neto.
A foto foi tirada no recreio da Escola Feminina que ficava por detrás da Academia Almadense O edifíco desta escola foi recentemente destruído pela Câmara Municipal de Almada, para construir um parque de estacionamento sob novo edifício escolar.
Nesta Escola Feminina funcionavam pela manhã, no 1º andar nas traseiras, duas turmas masculinas.
O Professor Bandeira, natural de S. Braz de Alportel, Algarve, era  professor da outra turma.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Coisas de Almada e de Gente Que Viveu e Vive Almada

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Publicação em Jornal da escritura de constituição da Sociedade de Gelados Rifera, Lda lavrada em 20 de Março de 1954, publicada em 19 de Abril de 1956, com sede e estabelecimento na Avenida D. João I, 3 - Almada e depois com Fábrica na Praça da Renovação 9C, tendo ficado as instalações da Av. D João I como sucursal.
Esta casa funcionou muitos anos dedicada ao negócio de Gelados durante o tempo quente, enquanto no Outono e Inverno se dedicava ao comércio de brinquedos.
Durante as tardes e noites de dias quentes a sua esplanada enchia-se de almadenses. Outros tempos, de outra Almada com movimento de pessoas e animação pela presença de gente nos espaços públicos.
No presente e de há alguns anos, a Praça da Renovação perdeu a presença de pessoas, as esplanadas já não são o que eram e Almada virou cidade moribunda por erradas e saloias opções do executivo comunista camarário.
Dos dois estabelecimentos desta sociedade, actualmente existe só, no mesmo local da Praça da Renovação 9C (hoje Praça do MFA), a Geladaria Rifera dedicada principalmente ao comércio de cafetaria, com a maior e mais agradável esplanada da Praça.
Agradecemos a cacilhense a cedência deste recorte de Jornal, bem como outros e imagens que iremos divulgar.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Coisas de Almada e da Gente de Almada



As muito faladas e produtivas "terras agrícolas da Costa", numa imagem do século passado, que a Câmara de Almada - comunista - deseja destruir, de braço dado com a Junta de Freguesia da Costa da Caparica - social democrata - lavrando-as com uma via automobilística, para bem do concelho e em nome de um futuro sustentável da gente do negócio e da especulação imobiliária.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Coisas de Almada e da Gente Que Viveu e Vive Almada

O "ferry-boat" ALMADENSE, numa das suas viagens em 1978, um dos barcos da Sociedade Marítima de Transportes, Lda (a Parceria), que efectuava a travessia do Tejo, transportando veículos e pessoas entre Cacilhas e Lisboa.

domingo, 10 de abril de 2011

Coisas de Almada e da Gente de Almada

Imagem muito antiga de Cacilhas, na Rua Cândido dos Reis, em dia de procissão. Consegue-se ver, sobretudo à direita na imagem, que alguns edifícios ainda persistem com pequenas alterações na fachada. Dois desses prédios mantêm actualmente as águas-furtadas que vemos na imagem.
Agradecemos a cacilhense a cedência da imagem.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Gente de Almada, Gente Que Viveu e Vive Almada

Curso de Oficiais SG (Serviço Geral) de 1968 da Marinha de Guerra Portuguesa.
Muito provavelmente a maioria ou totalidade não seriam naturais de Almada, mas alguns aqui residiram ou residem ainda e viveram Almada, antes e depois de promovidos a oficial, por curtos ou longos períodos em consequência de destacamentos ou comissões de serviço, quer no continente e ilhas, quer nos territórios ultramarinos.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Gente de Almada, Gente Que Viveu e Vive Almada

Foto de alunas no ano lectivo 1963-1964 do Externato Liceal de Almada - "O Gato ", como era conhecido, com o seu Director Dr Dâmaso da Silva, de bata branca na fila da frente e professores .
O prédio (do Gato) deste estabelecimento de ensino estava localizado no lado esquerdo da Rua Comandante António Feio, para quem se dirigia da actual Praça Gil Vicente em direcção a Cacilhas.
À data o local onde estava implantado " O Gato" integrava a freguesia de Almada. A freguesia de Cacilhas foi criada em 1985.

sábado, 19 de março de 2011

Coisas de Almada e da Gente de Almada

Imagem parcial do Ginjal em Cacilhas e do cais de atracação dos cacilheiros no ano de 1979.
Vê-se um cacilheiro atracado- o Nacional - e um "ferry-boat" que saira do cais dos "ferries".
O edifício da antiga Estação Fluvial ainda permanece no local, porém com outro uso.
À direita na imagem temos o edifício do antigo restaurante "Floresta do Ginjal", com um grande anúncio luminoso (salvo erro da Real Vinícola) no topo, de boas e afamadas tradições gastronómicas no Ginjal de então.

sábado, 12 de março de 2011

Coisas de Almada e de Gente Que Viveu e Vive Almada


Imagem da Costa da Caparica na década de 70 do séc. XX.
Em primeiro plano um Saveiro da Costa da Caparica (aqui vulgarmente designado por "chata") com o seu olho tradicional na proa - cuja origem parece ser devida a Ulisses, simbolizando a divindade de uma deusa egípcia - à esquerda aspecto parcial do banheiro "Paraíso" e o restaurante "Carolina do Aires", mais atrás ao fundo. À direita a embarcação Meia-Lua típica da Costa da Caparica e a linha do "Transpraia" para cá daquela.
Ainda não existia o edifício de apartamentos onde funciona o Centro Comercial Caparica Oceano.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Coisas de Almada e da Gente Que Viveu e Vive Almada

Imagem parcial do Ginjal em Setembro de 1979, com presença de navios num dos cais, contrastante com o actual estado de degradação, abandono e ruína a que esta zona ribeirinha foi votada pela autarquia almadense e outras entidades, depois de ter acabado a actividade industrial e laboral em todo aquela zona da margem esquerda do rio Tejo.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Coisas de Almada e de Gente Que Viveu e Vive Almada

Igreja Paroquial da Cova da Piedade, no Largo 5 de Outubro, em imagem dos anos 70.
Ao lado direito na foto temos as instalações da velhinha sala de cinema da SFUAP - Sociedade Filarmónica União Artística Piedense e por detrás destas vemos parcialmente o pavilhão da piscina.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Coisas de Almada e de Gente Que Viveu e Vive Almada

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O vasto Programa das Festas Comemorativas do 119º Aniversário da Sociedade Filarmónica Incrível Almadense em 1967, no tempo em que ainda vigorava o legítimo e verdadeiro associativismo popular, em que os corpos gerentes e cada um, dava um pouco do seu tempo para o bem comum da colectividade, do clube ou associação, sem nada receber em troca e sem auferir vencimento ao fim do mês, com excepção dos sócios que eram empregados.
Hoje, muito do associativismo popular (falso) que prolifera no concelho vive de subsídios da Câmara e está infelizmente ao serviço de partido político ou da Câmara Municipal e do partido que a apoia, porque dependente desta e dos humores do executivo.
A infiltração de submarinos partidários/caciques nas colectividades liquidou o associativismo popular.
Quando há eleições autárquicas veem-se muitos dirigentes desse apelidado associativismo popular e até das corporações de Bombeiros a dar a cara pelo "status" municipal para retribuir o(s) "subsidiozito(s)".
Isto não é de forma alguma associativismo popular, é caciquismo sem vergonha de quem o pratica e subserviência descarada de quem se deixa manobrar e vender, por vezes a troco de "um prato de lentilhas", outras, por interesses maiores...
É falsidade na vida em sociedade, falta de idoneidade pessoal e traição ao espírito associativista.

domingo, 23 de janeiro de 2011

Coisas de Almada e da Gente Que Viveu e Vive Almada

Antiga Avenida D. Afonso Henriques, que existiu na cidade de Almada, em imagem ainda deste século XXI, pouco tempo antes de ser destruída pela Câmara de Almada.
É um passado recente de Almada que deixa muita saudade a quem conheceu a cidade e hoje só vê aqui desolação, abandono, desleixo municipal e falta de vida humana.
O local é presentemente depósito de um canal ferroviário, por onde se arrasta um comboio fantasma perigoso, imagem da destruição que se instalou em Almada quando, anteriormente, era a principal avenida de entrada no centro da cidade para quem vinha de Cacilhas.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Coisas de Almada e da Gente Que Viveu e Vive Almada


Costa da Caparica em 1977, a Av. General Humberto Delgado num trecho que já desapareceu.
Esta imagem obtida em frente ao Restaurante Carolina do Aires, entre a entrada na praia e a Rua dos pescadores, mostra-nos essa avenida no sentido norte.
Havia uma rotunda na intercepção da Av. General Humberto Delgado com a actual Av. 1º de Maio.
À direita na foto ainda se vislumbra o edifício onde está actualmente o restaurante " o Marreta" e logo a seguir vê-se parte da moradia existente onde depois foi construído um prédio e funciona o restaurante "Pata Roxa".

sábado, 8 de janeiro de 2011

Coisas de Almada e da Gente Que Viveu e Vive Almada

Um anúncio da antiga Empresa de Camionetes Piedense, Limitada, cujo sede era na Trafaria mas tinha uma garagem na Av. D. Afonso Henriques - onde até há poucos anos esteve alojada a oficina de uma marca de automóveis - fazia carreiras de transporte público no concelho de Almada, a partir de Cacilhas e regresso, para Almada, Pragal, Monte da Caparica, Costa da Caparica, Trafaria, Charneca da Caparica e Sobreda.
Os autocarros desta empresa tinham as cores: azul e cinza-prata.
Era esta empresa que fazia a "grande e movimentada carreira" Cacilhas-Mercado (de Almada)-Cacilhas, com percurso pelas Ruas Cândido dos Reis, António Feio, Praça Gil Vicente, Av. D. Afonso Henriques, Praça da Renovação, Rua de Olivença e Mercado de Almada, a 50 centavos do escudo (cinco tostões) num só sentido, com a principal paragem no sentido Cacilhas - Mercado, na Av. D. Afonso Henriques, junto ao Café Central.
As carreiras para a freguesia da Cova da Piedade que englobava o Feijó e o Laranjeiro eram realizadas por outra empresa - a Beira Rio - hoje concessionária de uma marca de automóveis depois de deixar o transporte público.
Curiosidade: a carreira Cacilhas - Bairro da Cova da Piedade - Cacilhas era partilhada por estas duas empresa, fazendo uma o percurso via Almada e a outra via Cova da Piedade, encontrando~se no terminal do Bairro junto à Capela deste.
As duas empresas Piedense e Beira Rio, ainda antes de Abril de 1974, fundiram-se e constituíram a "TRANSUL", concessionária de transporte público rodoviário nos concelhos de Almada e Seixal.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Coisas de Almada e de Gente Que Viveu e Vive Almada

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Capa e Programa da Festa de Natal 1964 do Externato Frei Luís de Sousa que se realizou no Salão de Festas da Sociedade Filarmónica Incrível Almadense.
O "Frei" realizava anualmente, com a "prata da casa", a Festa de Natal destinada a alunos do ensino primário ao ensino secundário, familiares e professores. A "prata da casa" eram os alunos e professores que se envolviam motivados, na concretização e êxito do evento.
A festa realizava-se sempre no início das férias de Natal, começou por ter lugar no ginásio do colégio, mas posteriormente, com o aumento do número de alunos, tornando-se insuficiente a capacidade do ginásio, passou a realizar-se na Incrível Almadense. A capa do programa foi da concepção da professora de Geometria Descritiva de então que era arquitecta.
A impressão da capa e programa foi trabalho da Gráfica Almadense Lda, que ficava na Av. D. Afonso Henriques em Almada, lado esquerdo no sentido descendente, cremos que, onde actualmente está uma agência de viagens.

domingo, 19 de dezembro de 2010

Gente de Almada, Gente Que Viveu e Vive Almada

Alguns almadenses entre outros, integrantes do Grupo denominado G8, que se juntavam para passear durante um dia, geralmente ao sábado e almoçar, sempre por um lugar, vila, aldeia ou cidade de Portugal, a sul ou a norte do Rio Tejo.
A deslocação destes amigos tinha por regra, antes da refeição, uma parte cultural nas proximidades do local de almoço ou no seu caminho.
A organização era rotativa, da responsabilidade do organizador, tal como a escolha do restaurante para o repasto, sendo a despesa da refeição partilhada por todos.
No final da rotação foi eleito o restaurante onde se comeu melhor.
Na foto tirada no Castelo de Palmela em 11 de Maio de 2002, temos em primeiro plano da esquerda para a direita: Jorge Fortuna (falecido), Francisco do Carmo, João Branco, Melchior Santos, António Monteiro, Luís Fernando, António Ferreira e Ilídio Rocha. Em segundo plano, pela mesma ordem: Júlio Santos, Amilcar Veiga, José Rocha, Victor Silva, Joaquim Abreu e Carlos Lemos.
O Grupo, embora já com a saída de alguns elementos e entrada de outros, continua a organizar almoços ou jantares, tendo-se mantido fiel à tradição de realizar todos anos um almoço ou jantar de Natal.
Característica deste Grupo denominado G8 (inicialmente integrava 8 elementos): tem um Presidente eleito (presente na foto) que se tem consolidado no cargo, embora não tenha quaisquer outros companheiros eleitos.
Foram fundadores do G8 em Junho de 2001: António Ferreira, João Branco e Francisco do Carmo, a que se juntaram Luís Fernando, Carlos Lemos, Victor Silva, Jorge Pereira (Joca) e Melchior Santos, daí a denominação de G8, por sugestão do Luís Fernando, designação que se manteve e mantém, apesar da adesão de mais elementos.

domingo, 12 de dezembro de 2010

Coisas de Almada e de Gente Que Viveu e Vive Almada

A "Barraca do MDP-CDE" (Movimento Democrático Português-Comissão Democrática Eleitoral), na Praça da Renovação, após Abril de 1974.
O MDP-CDE foi uma das gazuas ou submarinos que o PCP aproveitou para se insinuar suavemente junto do Povo Português como partido democrático (em parte alguma do globo foi), respeitador das liberdades, direitos individuais e colectivos do Povo Português.
O passar dos anos tem vindo a demonstrar o contrário, pela prática dos comunistas a nível nacional e dos que se dizem, no concelho de Almada.
O oportunismo para grangear votos do povo e permitir a alguns (comunistas ou auto-intitulados comunistas, isto é, oportunistas) o bem-bom, tem sido a temática em prejuízo de Almada e dos munícipes.
Actualmente o PCP usa outro fantoche para se apresentar mascarado ao Povo Português e aos almadenses em particular, o Partido (apelidado) ecológico "Os Verdes".

domingo, 5 de dezembro de 2010

Coisas de Almada e da Gente Que Viveu e Vive Almada

Anúncio do Café Central, na Praça da Renovação, 12-A 12-B e 12-C e Avenida D.Afonso Henriques, 30 Almada,"o Central" para os almadenses, em 17 de Maio de 1959.
Curiosidade (de então) relativamente ao presente: Pastelaria (era muito boa), Charcuteria, Salão de Chá (actualmente não tem), Bilhares (a entrada era pelo café) e Restaurante - era na cave onde posteriormente foram instalados os "matraquilhos".
O Restaurante tinha entrada autónoma pela Praça da Renovação.
"o Central " era, para além de tudo isto, um local de convívio e cultura de muita gente, partilhado por muitas e diversificadas tertúlias. Uma delas, em dias de semana, era constituída pelos médicos almadenses que todas as tardes antes de se dirigirem aos seus consultórios, se encontravam no "Central" para tomar a bica e conversarem um pouco: Dr. Henrique Barbeitos, Dr. Açucena, Dr Adão e Silva, Dr. Edmundo Freitas, Dr. Horácio Louro (foi Delegado de Saúde em Almada, tinha consultório na Costa da Caparica), Dr. Rebordão, aos quais se juntavam por vezes outros almadenses, nomeamente Jaime Feio e Francisco Bastos (o Xico Bastos).
Cremos que destes médicos, só o Dr Edmundo Freitas é vivo. Ainda o vemos em Almada.
Outra das tertúlias, esta pela manhã, era constituída pelo antigo Presidente da Câmara Municipal de Almada, Glória Pacheco (antes havia sido Conservador do Registo Civil), pelo Eng. Macieira Dias, ( homem forte da CMA ), Ventura Varanda, proprietário de terrenos no concelho, nomeadamente da Quinta do Galo, onde foi implantado o antigo Pão de Açúcar, um seu cunhado de nome Dinis, proprietário no concelho, o desenhador Laruça, que morava na Praça da Renovação, o Américo "da Estância", o Abílio "de Almada Velha" e construtores civis, que apareciam ocasionalmente para tomar a bica com o Presidente.
Outra tertúlia era a dos anarquistas, entre outros: José Correia Pires, Sebastião, Quaresma, "o velho" Brito e o Jaime Feio a que se agregavam ocasionais e jovens estudantes que frequentavam "o Central", interessados em ouvir e aprender com os mais velhos.
Havia ainda múltiplas tertúlias de estudantes liceais (3º ciclo), universitários e dos Institutos Comercial e Industrial de Lisboa, que conviviam e trocavam conhecimentos, esclareciam dúvidas de estudo, se ajudavam mutuamente a resolver problemas escolares de compreensão das matérias em estudo.
"o Central" era uma verdadeira "Sala de Estudo Comunitária" onde todos eram explicadores e explicandos simultâneamente, de acordo com seus estudos avançados e experiências.
Nesta "escola superior", "instituto" ou "universidade" concluíram cursos, "formaram-se" muitos jovens de ontem, homens e mulheres do presente.
O Dr. Roma da Fonseca, médico Estomatologista, já de idade avançada e excepcional cultura geral, frequentador habitual do "Central" com suas palestras de mesa, sempre disposto a transmitir e incutir conhecimentos e saberes aos estudantes que frequentavam " o Central".
O Café Central de hoje nada tem a ver com "o Central" de outros tempos. Actualmente é mais padaria que qualquer outra coisa de minimo em comum com o passado cultural e comunitário.
"o Central", também era frequentado diariamente por algumas carismáticas e típicas figuras, sentadas sempre à mesma mesa para tomar a bica, que a malta caracterizava e alcunhava com alguma irreverência e piada.
Havia um Trio que se sentava sempre à mesma mesa e praticamente só conversavam entre si, o qual a malta baptizou de "Irmãos Metralha" constutuído por: "Metralha", "Olho Vivo" e "El Negro". Dois destes três "irmãos", pelo menos, ainda se vêem por Almada. Não sabemos se alguma vez tiveram conhecimento que a malta os catalogava com aquela designação.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Coisas de Almada e da Gente de Almada

Trecho da Almada antiga no ano de 1978, vista do Jardim do Castelo - com o Tejo, a Ponte sobre o rio, o Cristo-Rei, o miradouro da Boca do Vento, a casa e jardim da Quinta da Cerca - provavelmente ainda não mutilado pela Câmara Municipal, que o devassou com um barracão-restaurante de muito mau gosto e o privou de uma árvore centenária, fruto da incompetência dos ignorantes que têm administrado a minha terra.
Ainda era a Almada com encanto, que entusiasmava os almadenses e de que estes se orgulhavam.

domingo, 21 de novembro de 2010

Coisas de Almada e de Gente Que Viveu e Vive Almada

 
Dois cacilheiros antigos, Rio Jamor e o Renascer , em Cacilhas no ano 1978, com o tabuleiro da Ponte Salazar em fundo, actualmente e impropriamente denominada Ponte 25 de Abril, mas sempre a Ponte sobre o Rio Tejo, a 1ª, por isso inconfundível, construída e inaugurada antes de 25 de Abril de 1974.
A denominação "25 de Abril" para esta Ponte é um equívoco com a História de Portugal.
Em primeiro plano vê-se a ponte do cais de atracação dos ferry-boats que faziam a carreira Cacilhas-Cais-do-Sodré (Lisboa)-Cacilhas e ainda hoje utilizam este cais.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Gente de Almada, Gente Que Viveu Almada


Daniel "Bola Nova" à esquerda na foto, já foi tema de um post anterior.
Hoje temos de novo este caparicano - em idos anos do séc XX fazia as delícias de adultos e crianças com as quentinhas e gostosas "Bolas de Berlim", que no Verão vendia diariamente pela manhã nas praias do centro da Costa de Caparica - com o seu último táxi, o clássico Mercedes 220 e um casal de turistas, que fizeram questão em serem fotografados com ele junto do táxi.

domingo, 31 de outubro de 2010

Coisas de Almada e de Gente Que Viveu Almada

Relógio da extinta fábrica almadense de relógios, "A Boa Construtora - Fábrica Nacional de Relógios Monumentais", situada ao tempo na Rua Capitão Leitão, de Manuel Francisco Cousinha, na torre da Igreja da aldeia de Piódão, concelho de Arganil, Distrito de Coimbra.
Mais uma imagem que marca Almada de outros tempos (séc XX) pelo interior de Portugal, que permanece como memória de quem viveu Almada e na memória de muitos almadenses.
Piódão é uma característica e típica aldeia portuguesa com casas construídas em pedra e telhado de xisto.

sábado, 23 de outubro de 2010

Gente de Almada, Gente Que Viveu e Vive Almada

Em 1965 os finalistas do Externato Frei Luís de Sousa em excursão a Coimbra passaram por Alcobaça, onde foram recebidos com um lanche pelos pais da Maria João Moreira Lemos, na casa que possuíam na região.
A foto mostra-nos o grupo, acompanhado pela Director, Padre António Gonçalves Pedro e por 2 dos 4 professores que também viajaram, junto à casa dos pais da Maria João, o casal à esquerda na foto, junto ao Padre Pedro.
Atrás temos o mini autocarro, com o condutor, alugado pelos finalistas.
A primeira jovem à esquerda é uma prima da Maria João, a Jeta.
A Maria João é a terceira pessoa em pé, a contar da direita.
A pessoa em 5ª posição de pé a contar da direita é a Luisa Castelo Valente. Foi Hospedeira da TAP, com quem muitos portugueses certamente já se cruzaram e contactaram a bordo de seus aviões.
A foto foi tirada pelo Dr. Taborda. O Padre Sobral encontrava-se dentro do autocarro.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Gente de Almada, Gente Que Viveu e Vive Almada

Este é o 45 rotações estéreo editado em 1976, do fadista almadense Júlio de Aguiar acompanhado pelo Conjunto de Jorge Fontes, de quem já aqui inserimos o seu 33 rotações.
Fazem parte deste 45 rotações os fados: Destino da Vida; Minha Lisboa Meu Fado; Portugal País Guerreiro e Cavaleiros ao Luar.
A foto da capa deste disco foi captada junto à Casa dos Bicos, em Lisboa.

domingo, 26 de setembro de 2010

Coisas de Almada e de Gente Que Viveu e Vive Almada

Bilhetes de transportes públicos, fluviais e terrestres, "familiares" para quem viveu e vivia Almada no tempo da vida barata e atravessava o Rio Tejo.
São bilhetes para um sentido, dos Transportes Urbanos de Almada (autocarros) na carreira para o Mercado de Almada (Cacilhas-Mercado-Cacilhas) a 50 centavos ( metade de um escudo ), que depois subiu para 60 centavos já com a "Transul".Os outros são dos transportes fluviais(cacilheiros), Terreiro do Paço-Cacilhas-Terreiro do Paço a 70 centavos (viagem num sentido), posteriormente já mais caros, a um escudo e vinte centavos e dois bilhetes de acesso à 1ª Classe dos ferry-boats que efectuavam a ligação Cais do Sodré-Cacilhas-Cais do Sodré, a 10 centavos e depois a 20 centavos. O bilhete dos ferry-boats para uma pessoa custava um escudo (1$00) para a viagem num sentido.Estes eram propriedade da Sociedade Marítima de Transportes, Lda ( A Parceria).
Havia ferry-boats partindo de outro cais em Cacilhas, que também efectuavam a travessia Terreiro do Paço-Cacilhas-Terreiro do Paço, para um Cais junto à doca da Marinha, pelo preço de 1$00.
Destes últimos "ferries", actualmente ainda está em utilização o "Eborense".
Um outro de então e desta carreira, de características singulares era o "Lisbonense".

domingo, 5 de setembro de 2010

Coisas de Almada e de Gente Que Viveu e Vive Almada

Frente e verso do bilhete de entrada no Baile de Finalistas do 7º ano 1964-1965 do Externato Frei Luís de Sousa.
Para evitar a existência de bilhetes falsos, o então Director do Frei, Pe António Gonçalves Pedro (posteriormente Cónego) facultou aos finalistas o carimbo com sua assinatura para ser utilizada no verso dos mesmos, que eram numerados.
A concepção destes bilhetes foi da autoria da professora de Geometria Descritiva, que era arquitecta e fez a gravura, a partir da qual os bilhetes foram executados na Gráfica Almadense, existente ao tempo na Av. D. Afonso Henriques - Almada.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Coisas de Almada e da Gente de Almada



A saudosa Almada do pós 25 Abril de 1974, ainda Almada não arruinada pela Câmara Municipal da "liberdade", uma Câmara Municipal de falsos valores de Abril, uma Câmara Municipal de oportunistas e egoístas que humilham a democracia e os almadenses.
A imagem foi obtida depois da Praça da Renovação ter sido denominada Praça do Movimento das Forças Armadas.
É do tempo em que Almada ainda tinha cor, tinha gente, tinha vida. Almada respirava!
Hoje Almada está despedaçada, sem vida, sem gente. Não há pessoas nas ruas. Almada "envelheceu", esclerosaram-na.
Os autarcas arruinaram a Almada dos almadenses, descaracterizaram-na, despiram-na dos seus valores, de seus referenciais, de suas memórias, de legado dos antepassados. Fizeram de Almada uma terra de negociatas da baixa política, da politica pejorativa.
Na foto captada em final da tarde de um belo dia de Sol, vê-se gente na rua, no espaço público. Havia movimento, a cidade mexia-se e havia verde.
Não existia ainda a barreira de betão com que a Câmara emparedou o antigo Jardim Cte Sá Linhares, já com a estátua de Alberto Araújo, hoje igualmente emparedado, curiosamente pelos seus camaradas comunistas da Câmara.
O contraste com os tempos actuais é grande, mas negativo para o presente.
Vê-se parte da placa central ( com plantas, com vida) da Rotunda da Praça da Renovação que tinha ao centro um pedestal com duas placas em mármore com o nome da praça, a Rua de Fernão Lopes e ao fundo parte do Largo Cte Sá Linhares (Largo do Tribunal), o Jardim Cte Sá Linhares e a Rua dos Bombeiros Voluntários de Almada.
Era a nossa ALMADA VIVA!

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Gente de Almada, Gente Que Viveu e Vive Almada

Foto de Maio 1974 com juventude que frequentava o antigo Café Central da Praça da Renovação em Almada. Este café era sala de estudo diária do pessoal estudante, das 8h da manhã às 2h do dia seguinte (hora de encerramento).
Em primeiro plano vemos o Jorge "BéBé" com o filho e à sua esquerda, com os braços no ar o "Itália", alcunha pela qual era conhecido o Luís Gonçalves. Se perguntassem pelo Luís Gonçalves, poucos sabiam quem era.
A foto foi tirada junto à porta giratória do Café Central, que se vê à direita, de acesso e saída pela Av. D. Afonso Henriques.
À esquerda na foto, vemos parte do "popular" cesto para o lixo, então existente naquela esquina.
Atrás do grupo vê-se a vidraça que integrava ainda o café e era posto de observação para quem se sentava nas duas mesas coladas. Actualmente esta vidraça faz parte da loja de quinquilharia, jornais e tabacaria do café.