quarta-feira, 6 de julho de 2011

Coisas de Almada e de Gente Que Viveu e Vive Almada

Horário Geral das carreiras da Emprêsa de Camionetes Piedense, Lda, em Fevereiro de 1958, vendo-se na imagem o respeitante à carreira Cacilhas-Almada-Cacilhas, na época.
Esta empresa com sua rede de carreiras, garantia à população: "seja qual for o local da sua habitação tem o seu transporte assegurado para fazer a sua vida com normalidade", dizia no horário.
Uma coisa que o comboio "plantado" forçadamente no séc. XXI em Almada pela Câmara Municipal, não garante.

sábado, 2 de julho de 2011

Gente de Almada, Gente Que Viveu Almada

Em Março de 1964, o Presidente da Câmara Municipal de Almada, Dr. José Valeriano da Glória Pacheco (de chapéu na cabeça e óculos) e o Engº Macieira Dias ladeiam o Ministro das Obras Públicas, Engº Arantes e Oliveira que se deslocou ao Porto Brandão, acompanhado por técnicos do Laboratório de Engenharia Civil para ver in locu os aluimentos de terras que afectaram algumas moradias. Também se encontrava presente o Governador Civil de Setúbal, Miguel de Pádua Rodrigues Bastos.
O Dr. Glória Pachecho antes de ser empossdo na presidência da Câmara, era Conservador do Registo Civil de Almada o qual funcionava no rés-do-chão do edifício do antigo Tribunal da Comarca de Almada no Largo Cavaleiro de Ferreira.

domingo, 26 de junho de 2011

Coisas de Almada e da Gente Que Viveu e Vive Almada

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Notícia jornalistica do jornal "Voz do Tejo" em 09/06/1956 da inauguração do antigo Café Central, (na Praça da Renovação), de importantes tradições populares e culturais no meio almadense.

Este "Café" feito pelos almadenses e por todas as pessoas que o frequentavam, com a sua grande esplanada que se enchia de gente nas tardes e noites quentes da Primavera e Verão, foi uma referência e identidade de Almada. Foi ponto de encontro de vivências, das mais diversas que possamos imaginar para a época, na vida de uma vila e cidade.

Os empregados que serviam à mesa eram pessoas com alguma qualificação profissional, devidamente vestidos e uniformizados. Era uma questão de qualidade e identidade de serviço que distiguia a casa e os clientes, sem discrimanações de qualquer espécie, desde que quem a frequentava respeitasse o ambiente em que se inseria.

Foi ícone de Almada no século passado até princípios de década de 80.

Hoje o Café Central já não existe. O que lá está no mesmo local - ex-café Central - uma padaria que vende pão, café e "bolos" já não é referência nem identidade para Almada. Nem esplanada digna tem.

O local hoje, pelas incaracterísticas de vivência e identidade está em sintonia com o que a Câmara Municipal de Almada fez, pela negativa, da Praça da Renovação e de Almada - um vazio, uma terra forçosa e naturalmente abandonada pelos almadenses.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Coisas de Almada e de Gente Que Viveu e Vive Almada

Capa do Programa das Festas em Honra de São João Baptista, padroeiro de Almada, que se realizaram em 1970 de 13 a 26 de Junho. Um vasto programa cultural e religioso dirigido ao povo de Almada, à sua população e aos forasteiros que nos visitavam.
Um Programa que honrava Almada, as suas tradições, as suas Escolas, as suas colectividades, os seus clubes, as suas gentes, os seus artistas plásticos, onde actuaram ranchos folclóricos, Checo e Eslovaco. Onde actuaram também as Bandas da Marinha de Guerra Portuguesa, da Força Aérea, da Guarda Nacional Republicana, onde houve uma Noite Cigana e um Cortejo Histórico e Etnográfico "Da Nascente à Foz do Tejo", com 1.000 figurantes, sem conotações políticas, com único fim de recordar e enaltecer as virtudes e realizações das populações que viveram e vivem ao longo do Rio Tejo.
Um programa de fazer inveja aos demagogos que agora dominam a Câmara Municipal de Almada, que nos vêm com realizações " folclóricas" tipo bajulação soviete disfarçada, de homenagem à nomenclatura, como sendo coisas excepcionais que só a sua "superioridade democrática do poder autárquico", soviete, do pós 25 de Abril seja capaz de oferecer ao povo explorado.
Na imagem vemos um cravo, um cravo português vermelho, não é o cravo que os comunistas monopolizaram como símbolo da liberdade deles, mentindo, para matreiramente enganarem e dominarem o povo, arvorando-se defensores de liberdades democráticas (falsas) e o explorarem mais facilmente.

sábado, 11 de junho de 2011

Coisas de Almada e de Gente Que Viveu e Vive Almada


Anúncio do ano 1970 ao Mini (Austin), havia também o Morris, protagonizado por uma (então) jovem almadense que residia na Cova da Piedade e fora aluna do Externato Frei Luís de Sousa.
O Mini foi um carro de sucesso na margem sul do Tejo, principalmente nas décadas de 60 e 70 do século passado, não só por ser uma atracção para os jovens (cujos pais dispunham de orçamento folgado) mas também porque pagava só 10$00 ( dez escudos) de portagem na Ponte Salazar ( a ponte sobre o Rio Tejo) em cada sentido da viagem, enquanto os carros maiores pagavam 20$00 (vinte escudos).
Quando um litro de gasolina custava pouco mais do que 5$00, a diferença de custo na portagem - em relação a um carro maior - para quem tinha um Mini e o utilizava diariamente na travessia da ponte, fazia uma diferença notável a ter em consideração no orçamento mensal das despesas.
O Mini era um carro muito simples na versão sem extras, de quatro lugares, duas portas e um pequeno porta-bagagem.
Ainda se vêem alguns modelos antigos dos Minis, em circulação...relíquias de uma época!
O agente dos Minis Austin no concelho de Almada, era também agente do "Gazcidla" - gás butano em botija (designada vulgarmente por "garrafa de gás") para uso doméstico.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Coisas de Almada e de Gente Que Viveu e Vive Almada

Em 1969, a oposição democrática promovia vários espectáculos e manifestações culturais cujo objectivo era mobilizar os cidadãos a participarem no acto eleitoral que se avizinhava para a Assembleia Nacional - as eleições legislativas de 26 de Outubro de 1969 - votando na oposição, a CDE (Comissão Democrática Eleitoral).
Este foi um entre outros acontecimentos "políticos" levados a efeito no concelho de Almada para juntar pessoas e fazer passar "a mensagem".
O Dr. José Malheiro da Silva, médico estomatologista residente no Laranjeiro, como oposicionista teve um papel fundamental no concelho de Almada neste período eleitoral em que o regime então vigente permitia uma abertura política. Estava-se em pleno período marcelista.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Coisas de Almada e de Gente Que Viveu e Vive Almada

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Sob o tema "A Escola e a Cultura", em 1968 já se fazia em Almada a Semana Cultural Comemorativa da Abertura do Ano Lectivo, englobando o Seminário de S. Paulo (Almada), a Escola Industrial e Comercial Emídio Navarro, a Escola Preparatória para o Ensino Secundário D. António da Costa, a Secção do Liceu D. João de Castro e o Externato Frei Luís de Sousa, com um rico Programa em que participavam pessoas importantes ligadas à Cultura no panorama nacional e que marcaram a formação de muitos jovens, seus alunos, ao longo dos anos.
De entre os participantes, citamos o Prof. Francisco d´Orey que dirigiu o Orfeão Universitário de Lisboa entre 1966 e 1968 e que antes fora Professor de Música no Externato Frei Luís de Sousa, onde também dirigiu o Orfeão do "Frei".
O evento teve o patrocínio do Exmo Senhor Presidente da Câmara Municipal de Almada.

sábado, 21 de maio de 2011

Gente de Almada, Gente Que Viveu e Vive Almada

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Tomada de posse do Dr. Manuel Rosado Caldeira Pais em 28 de Março de 1974 como Presidente da Câmara Municipal de Almada.
Foi o último Presidente da Câmara de Almada antes do 25 de Abril de 74. Figura muito conhecida e prestigiada no concelho, era Professor do Ensino Secundário na Escola Emídio Navarro e no Externato Frei Luís de Sousa.
Almada tinha no Dr. Caldeira Pais um Presidente de Câmara que se interessava pelo concelho, embora não fosse natural de aqui.
Como professor granjeou a consideração e amizade de alunos. Para quem o conhecia era um valor muito alto para o concelho tê-lo à frente do executivo municipal. Como pessoa e cidadão de sólida formação humanista, era admirado e considerado pelos almadenses e por isso mesmo muito havia a esperar da sua liderança na Câmara.
Tinha sido vice-presidente da Câmara de Almada quando o Dr. Silveira Júnior foi Presidente.
O Dr. Caldeira Pais, bem como seu antecessor eram pessoas que os almadenses viam com frequência no espaço público.
Passeavam com frequentemente pelas ruas e avenidas de Almada. Frequentavam os cafés de Almada. Não se refutavam ao encontro com os munícipes na rua. Sabiam ouvir e queriam aperceber-se dos problemas que os munícipes sentiam, situação que contrasta com a arrogância e desprezo que os actuais autarcas comunistas e outros que se dizem democratas e que dizem trabalhar para o povo, hoje não assumem, nem são capazes.
Os actuais "democratas" e comunistas mascarados de democratas, têm medo de se encontrar na rua, a sós, com os munícipes.
Almada viu-se privada de pessoas de bem à frente da Câmara Municipal, para mergulhar numa experiência democrática (de que se esperava melhor) liderada por oportunistas, que colocaram à frente dos legítimos interesses de Almada e dos munícipes, interesses pessoais, opções e ideologias políticas que as pessoas legitimamente rejeitaram há alguns anos, em muitas zonas do planeta, por conduzirem à aniquilação e aviltamento dos seres humano e à subjugação do exercício da cidadania a interesses nebulosos mascarados de democracia .
O Dr. Caldeira Pais deixou a Câmara Municipal mas continuou em Almada onde reside.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Gente de Almada, Gente Que Viveu e Vive Almada

Alunos de uma turma da 4ª Classe da Escola Conde Ferreira (escola para rapazes) - Almada - em foto de 30 de Novembro de 1954, com o Professor Neto.
A foto foi tirada no recreio da Escola Feminina que ficava por detrás da Academia Almadense O edifíco desta escola foi recentemente destruído pela Câmara Municipal de Almada, para construir um parque de estacionamento sob novo edifício escolar.
Nesta Escola Feminina funcionavam pela manhã, no 1º andar nas traseiras, duas turmas masculinas.
O Professor Bandeira, natural de S. Braz de Alportel, Algarve, era  professor da outra turma.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Coisas de Almada e de Gente Que Viveu e Vive Almada

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Publicação em Jornal da escritura de constituição da Sociedade de Gelados Rifera, Lda lavrada em 20 de Março de 1954, publicada em 19 de Abril de 1956, com sede e estabelecimento na Avenida D. João I, 3 - Almada e depois com Fábrica na Praça da Renovação 9C, tendo ficado as instalações da Av. D João I como sucursal.
Esta casa funcionou muitos anos dedicada ao negócio de Gelados durante o tempo quente, enquanto no Outono e Inverno se dedicava ao comércio de brinquedos.
Durante as tardes e noites de dias quentes a sua esplanada enchia-se de almadenses. Outros tempos, de outra Almada com movimento de pessoas e animação pela presença de gente nos espaços públicos.
No presente e de há alguns anos, a Praça da Renovação perdeu a presença de pessoas, as esplanadas já não são o que eram e Almada virou cidade moribunda por erradas e saloias opções do executivo comunista camarário.
Dos dois estabelecimentos desta sociedade, actualmente existe só, no mesmo local da Praça da Renovação 9C (hoje Praça do MFA), a Geladaria Rifera dedicada principalmente ao comércio de cafetaria, com a maior e mais agradável esplanada da Praça.
Agradecemos a cacilhense a cedência deste recorte de Jornal, bem como outros e imagens que iremos divulgar.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Coisas de Almada e da Gente de Almada



As muito faladas e produtivas "terras agrícolas da Costa", numa imagem do século passado, que a Câmara de Almada - comunista - deseja destruir, de braço dado com a Junta de Freguesia da Costa da Caparica - social democrata - lavrando-as com uma via automobilística, para bem do concelho e em nome de um futuro sustentável da gente do negócio e da especulação imobiliária.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Coisas de Almada e da Gente Que Viveu e Vive Almada

O "ferry-boat" ALMADENSE, numa das suas viagens em 1978, um dos barcos da Sociedade Marítima de Transportes, Lda (a Parceria), que efectuava a travessia do Tejo, transportando veículos e pessoas entre Cacilhas e Lisboa.

domingo, 10 de abril de 2011

Coisas de Almada e da Gente de Almada

Imagem muito antiga de Cacilhas, na Rua Cândido dos Reis, em dia de procissão. Consegue-se ver, sobretudo à direita na imagem, que alguns edifícios ainda persistem com pequenas alterações na fachada. Dois desses prédios mantêm actualmente as águas-furtadas que vemos na imagem.
Agradecemos a cacilhense a cedência da imagem.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Gente de Almada, Gente Que Viveu e Vive Almada

Curso de Oficiais SG (Serviço Geral) de 1968 da Marinha de Guerra Portuguesa.
Muito provavelmente a maioria ou totalidade não seriam naturais de Almada, mas alguns aqui residiram ou residem ainda e viveram Almada, antes e depois de promovidos a oficial, por curtos ou longos períodos em consequência de destacamentos ou comissões de serviço, quer no continente e ilhas, quer nos territórios ultramarinos.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Gente de Almada, Gente Que Viveu e Vive Almada

Foto de alunas no ano lectivo 1963-1964 do Externato Liceal de Almada - "O Gato ", como era conhecido, com o seu Director Dr Dâmaso da Silva, de bata branca na fila da frente e professores .
O prédio (do Gato) deste estabelecimento de ensino estava localizado no lado esquerdo da Rua Comandante António Feio, para quem se dirigia da actual Praça Gil Vicente em direcção a Cacilhas.
À data o local onde estava implantado " O Gato" integrava a freguesia de Almada. A freguesia de Cacilhas foi criada em 1985.

sábado, 19 de março de 2011

Coisas de Almada e da Gente de Almada

Imagem parcial do Ginjal em Cacilhas e do cais de atracação dos cacilheiros no ano de 1979.
Vê-se um cacilheiro atracado- o Nacional - e um "ferry-boat" que saira do cais dos "ferries".
O edifício da antiga Estação Fluvial ainda permanece no local, porém com outro uso.
À direita na imagem temos o edifício do antigo restaurante "Floresta do Ginjal", com um grande anúncio luminoso (salvo erro da Real Vinícola) no topo, de boas e afamadas tradições gastronómicas no Ginjal de então.

sábado, 12 de março de 2011

Coisas de Almada e de Gente Que Viveu e Vive Almada


Imagem da Costa da Caparica na década de 70 do séc. XX.
Em primeiro plano um Saveiro da Costa da Caparica (aqui vulgarmente designado por "chata") com o seu olho tradicional na proa - cuja origem parece ser devida a Ulisses, simbolizando a divindade de uma deusa egípcia - à esquerda aspecto parcial do banheiro "Paraíso" e o restaurante "Carolina do Aires", mais atrás ao fundo. À direita a embarcação Meia-Lua típica da Costa da Caparica e a linha do "Transpraia" para cá daquela.
Ainda não existia o edifício de apartamentos onde funciona o Centro Comercial Caparica Oceano.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Coisas de Almada e da Gente Que Viveu e Vive Almada

Imagem parcial do Ginjal em Setembro de 1979, com presença de navios num dos cais, contrastante com o actual estado de degradação, abandono e ruína a que esta zona ribeirinha foi votada pela autarquia almadense e outras entidades, depois de ter acabado a actividade industrial e laboral em todo aquela zona da margem esquerda do rio Tejo.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Coisas de Almada e de Gente Que Viveu e Vive Almada

Igreja Paroquial da Cova da Piedade, no Largo 5 de Outubro, em imagem dos anos 70.
Ao lado direito na foto temos as instalações da velhinha sala de cinema da SFUAP - Sociedade Filarmónica União Artística Piedense e por detrás destas vemos parcialmente o pavilhão da piscina.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Coisas de Almada e de Gente Que Viveu e Vive Almada

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O vasto Programa das Festas Comemorativas do 119º Aniversário da Sociedade Filarmónica Incrível Almadense em 1967, no tempo em que ainda vigorava o legítimo e verdadeiro associativismo popular, em que os corpos gerentes e cada um, dava um pouco do seu tempo para o bem comum da colectividade, do clube ou associação, sem nada receber em troca e sem auferir vencimento ao fim do mês, com excepção dos sócios que eram empregados.
Hoje, muito do associativismo popular (falso) que prolifera no concelho vive de subsídios da Câmara e está infelizmente ao serviço de partido político ou da Câmara Municipal e do partido que a apoia, porque dependente desta e dos humores do executivo.
A infiltração de submarinos partidários/caciques nas colectividades liquidou o associativismo popular.
Quando há eleições autárquicas veem-se muitos dirigentes desse apelidado associativismo popular e até das corporações de Bombeiros a dar a cara pelo "status" municipal para retribuir o(s) "subsidiozito(s)".
Isto não é de forma alguma associativismo popular, é caciquismo sem vergonha de quem o pratica e subserviência descarada de quem se deixa manobrar e vender, por vezes a troco de "um prato de lentilhas", outras, por interesses maiores...
É falsidade na vida em sociedade, falta de idoneidade pessoal e traição ao espírito associativista.

domingo, 23 de janeiro de 2011

Coisas de Almada e da Gente Que Viveu e Vive Almada

Antiga Avenida D. Afonso Henriques, que existiu na cidade de Almada, em imagem ainda deste século XXI, pouco tempo antes de ser destruída pela Câmara de Almada.
É um passado recente de Almada que deixa muita saudade a quem conheceu a cidade e hoje só vê aqui desolação, abandono, desleixo municipal e falta de vida humana.
O local é presentemente depósito de um canal ferroviário, por onde se arrasta um comboio fantasma perigoso, imagem da destruição que se instalou em Almada quando, anteriormente, era a principal avenida de entrada no centro da cidade para quem vinha de Cacilhas.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Coisas de Almada e da Gente Que Viveu e Vive Almada


Costa da Caparica em 1977, a Av. General Humberto Delgado num trecho que já desapareceu.
Esta imagem obtida em frente ao Restaurante Carolina do Aires, entre a entrada na praia e a Rua dos pescadores, mostra-nos essa avenida no sentido norte.
Havia uma rotunda na intercepção da Av. General Humberto Delgado com a actual Av. 1º de Maio.
À direita na foto ainda se vislumbra o edifício onde está actualmente o restaurante " o Marreta" e logo a seguir vê-se parte da moradia existente onde depois foi construído um prédio e funciona o restaurante "Pata Roxa".

sábado, 8 de janeiro de 2011

Coisas de Almada e da Gente Que Viveu e Vive Almada

Um anúncio da antiga Empresa de Camionetes Piedense, Limitada, cujo sede era na Trafaria mas tinha uma garagem na Av. D. Afonso Henriques - onde até há poucos anos esteve alojada a oficina de uma marca de automóveis - fazia carreiras de transporte público no concelho de Almada, a partir de Cacilhas e regresso, para Almada, Pragal, Monte da Caparica, Costa da Caparica, Trafaria, Charneca da Caparica e Sobreda.
Os autocarros desta empresa tinham as cores: azul e cinza-prata.
Era esta empresa que fazia a "grande e movimentada carreira" Cacilhas-Mercado (de Almada)-Cacilhas, com percurso pelas Ruas Cândido dos Reis, António Feio, Praça Gil Vicente, Av. D. Afonso Henriques, Praça da Renovação, Rua de Olivença e Mercado de Almada, a 50 centavos do escudo (cinco tostões) num só sentido, com a principal paragem no sentido Cacilhas - Mercado, na Av. D. Afonso Henriques, junto ao Café Central.
As carreiras para a freguesia da Cova da Piedade que englobava o Feijó e o Laranjeiro eram realizadas por outra empresa - a Beira Rio - hoje concessionária de uma marca de automóveis depois de deixar o transporte público.
Curiosidade: a carreira Cacilhas - Bairro da Cova da Piedade - Cacilhas era partilhada por estas duas empresa, fazendo uma o percurso via Almada e a outra via Cova da Piedade, encontrando~se no terminal do Bairro junto à Capela deste.
As duas empresas Piedense e Beira Rio, ainda antes de Abril de 1974, fundiram-se e constituíram a "TRANSUL", concessionária de transporte público rodoviário nos concelhos de Almada e Seixal.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Coisas de Almada e de Gente Que Viveu e Vive Almada

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Capa e Programa da Festa de Natal 1964 do Externato Frei Luís de Sousa que se realizou no Salão de Festas da Sociedade Filarmónica Incrível Almadense.
O "Frei" realizava anualmente, com a "prata da casa", a Festa de Natal destinada a alunos do ensino primário ao ensino secundário, familiares e professores. A "prata da casa" eram os alunos e professores que se envolviam motivados, na concretização e êxito do evento.
A festa realizava-se sempre no início das férias de Natal, começou por ter lugar no ginásio do colégio, mas posteriormente, com o aumento do número de alunos, tornando-se insuficiente a capacidade do ginásio, passou a realizar-se na Incrível Almadense. A capa do programa foi da concepção da professora de Geometria Descritiva de então que era arquitecta.
A impressão da capa e programa foi trabalho da Gráfica Almadense Lda, que ficava na Av. D. Afonso Henriques em Almada, lado esquerdo no sentido descendente, cremos que, onde actualmente está uma agência de viagens.

domingo, 19 de dezembro de 2010

Gente de Almada, Gente Que Viveu e Vive Almada

Alguns almadenses entre outros, integrantes do Grupo denominado G8, que se juntavam para passear durante um dia, geralmente ao sábado e almoçar, sempre por um lugar, vila, aldeia ou cidade de Portugal, a sul ou a norte do Rio Tejo.
A deslocação destes amigos tinha por regra, antes da refeição, uma parte cultural nas proximidades do local de almoço ou no seu caminho.
A organização era rotativa, da responsabilidade do organizador, tal como a escolha do restaurante para o repasto, sendo a despesa da refeição partilhada por todos.
No final da rotação foi eleito o restaurante onde se comeu melhor.
Na foto tirada no Castelo de Palmela em 11 de Maio de 2002, temos em primeiro plano da esquerda para a direita: Jorge Fortuna (falecido), Francisco do Carmo, João Branco, Melchior Santos, António Monteiro, Luís Fernando, António Ferreira e Ilídio Rocha. Em segundo plano, pela mesma ordem: Júlio Santos, Amilcar Veiga, José Rocha, Victor Silva, Joaquim Abreu e Carlos Lemos.
O Grupo, embora já com a saída de alguns elementos e entrada de outros, continua a organizar almoços ou jantares, tendo-se mantido fiel à tradição de realizar todos anos um almoço ou jantar de Natal.
Característica deste Grupo denominado G8 (inicialmente integrava 8 elementos): tem um Presidente eleito (presente na foto) que se tem consolidado no cargo, embora não tenha quaisquer outros companheiros eleitos.
Foram fundadores do G8 em Junho de 2001: António Ferreira, João Branco e Francisco do Carmo, a que se juntaram Luís Fernando, Carlos Lemos, Victor Silva, Jorge Pereira (Joca) e Melchior Santos, daí a denominação de G8, por sugestão do Luís Fernando, designação que se manteve e mantém, apesar da adesão de mais elementos.

domingo, 12 de dezembro de 2010

Coisas de Almada e de Gente Que Viveu e Vive Almada

A "Barraca do MDP-CDE" (Movimento Democrático Português-Comissão Democrática Eleitoral), na Praça da Renovação, após Abril de 1974.
O MDP-CDE foi uma das gazuas ou submarinos que o PCP aproveitou para se insinuar suavemente junto do Povo Português como partido democrático (em parte alguma do globo foi), respeitador das liberdades, direitos individuais e colectivos do Povo Português.
O passar dos anos tem vindo a demonstrar o contrário, pela prática dos comunistas a nível nacional e dos que se dizem, no concelho de Almada.
O oportunismo para grangear votos do povo e permitir a alguns (comunistas ou auto-intitulados comunistas, isto é, oportunistas) o bem-bom, tem sido a temática em prejuízo de Almada e dos munícipes.
Actualmente o PCP usa outro fantoche para se apresentar mascarado ao Povo Português e aos almadenses em particular, o Partido (apelidado) ecológico "Os Verdes".

domingo, 5 de dezembro de 2010

Coisas de Almada e da Gente Que Viveu e Vive Almada

Anúncio do Café Central, na Praça da Renovação, 12-A 12-B e 12-C e Avenida D.Afonso Henriques, 30 Almada,"o Central" para os almadenses, em 17 de Maio de 1959.
Curiosidade (de então) relativamente ao presente: Pastelaria (era muito boa), Charcuteria, Salão de Chá (actualmente não tem), Bilhares (a entrada era pelo café) e Restaurante - era na cave onde posteriormente foram instalados os "matraquilhos".
O Restaurante tinha entrada autónoma pela Praça da Renovação.
"o Central " era, para além de tudo isto, um local de convívio e cultura de muita gente, partilhado por muitas e diversificadas tertúlias. Uma delas, em dias de semana, era constituída pelos médicos almadenses que todas as tardes antes de se dirigirem aos seus consultórios, se encontravam no "Central" para tomar a bica e conversarem um pouco: Dr. Henrique Barbeitos, Dr. Açucena, Dr Adão e Silva, Dr. Edmundo Freitas, Dr. Horácio Louro (foi Delegado de Saúde em Almada, tinha consultório na Costa da Caparica), Dr. Rebordão, aos quais se juntavam por vezes outros almadenses, nomeamente Jaime Feio e Francisco Bastos (o Xico Bastos).
Cremos que destes médicos, só o Dr Edmundo Freitas é vivo. Ainda o vemos em Almada.
Outra das tertúlias, esta pela manhã, era constituída pelo antigo Presidente da Câmara Municipal de Almada, Glória Pacheco (antes havia sido Conservador do Registo Civil), pelo Eng. Macieira Dias, ( homem forte da CMA ), Ventura Varanda, proprietário de terrenos no concelho, nomeadamente da Quinta do Galo, onde foi implantado o antigo Pão de Açúcar, um seu cunhado de nome Dinis, proprietário no concelho, o desenhador Laruça, que morava na Praça da Renovação, o Américo "da Estância", o Abílio "de Almada Velha" e construtores civis, que apareciam ocasionalmente para tomar a bica com o Presidente.
Outra tertúlia era a dos anarquistas, entre outros: José Correia Pires, Sebastião, Quaresma, "o velho" Brito e o Jaime Feio a que se agregavam ocasionais e jovens estudantes que frequentavam "o Central", interessados em ouvir e aprender com os mais velhos.
Havia ainda múltiplas tertúlias de estudantes liceais (3º ciclo), universitários e dos Institutos Comercial e Industrial de Lisboa, que conviviam e trocavam conhecimentos, esclareciam dúvidas de estudo, se ajudavam mutuamente a resolver problemas escolares de compreensão das matérias em estudo.
"o Central" era uma verdadeira "Sala de Estudo Comunitária" onde todos eram explicadores e explicandos simultâneamente, de acordo com seus estudos avançados e experiências.
Nesta "escola superior", "instituto" ou "universidade" concluíram cursos, "formaram-se" muitos jovens de ontem, homens e mulheres do presente.
O Dr. Roma da Fonseca, médico Estomatologista, já de idade avançada e excepcional cultura geral, frequentador habitual do "Central" com suas palestras de mesa, sempre disposto a transmitir e incutir conhecimentos e saberes aos estudantes que frequentavam " o Central".
O Café Central de hoje nada tem a ver com "o Central" de outros tempos. Actualmente é mais padaria que qualquer outra coisa de minimo em comum com o passado cultural e comunitário.
"o Central", também era frequentado diariamente por algumas carismáticas e típicas figuras, sentadas sempre à mesma mesa para tomar a bica, que a malta caracterizava e alcunhava com alguma irreverência e piada.
Havia um Trio que se sentava sempre à mesma mesa e praticamente só conversavam entre si, o qual a malta baptizou de "Irmãos Metralha" constutuído por: "Metralha", "Olho Vivo" e "El Negro". Dois destes três "irmãos", pelo menos, ainda se vêem por Almada. Não sabemos se alguma vez tiveram conhecimento que a malta os catalogava com aquela designação.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Coisas de Almada e da Gente de Almada

Trecho da Almada antiga no ano de 1978, vista do Jardim do Castelo - com o Tejo, a Ponte sobre o rio, o Cristo-Rei, o miradouro da Boca do Vento, a casa e jardim da Quinta da Cerca - provavelmente ainda não mutilado pela Câmara Municipal, que o devassou com um barracão-restaurante de muito mau gosto e o privou de uma árvore centenária, fruto da incompetência dos ignorantes que têm administrado a minha terra.
Ainda era a Almada com encanto, que entusiasmava os almadenses e de que estes se orgulhavam.

domingo, 21 de novembro de 2010

Coisas de Almada e de Gente Que Viveu e Vive Almada

 
Dois cacilheiros antigos, Rio Jamor e o Renascer , em Cacilhas no ano 1978, com o tabuleiro da Ponte Salazar em fundo, actualmente e impropriamente denominada Ponte 25 de Abril, mas sempre a Ponte sobre o Rio Tejo, a 1ª, por isso inconfundível, construída e inaugurada antes de 25 de Abril de 1974.
A denominação "25 de Abril" para esta Ponte é um equívoco com a História de Portugal.
Em primeiro plano vê-se a ponte do cais de atracação dos ferry-boats que faziam a carreira Cacilhas-Cais-do-Sodré (Lisboa)-Cacilhas e ainda hoje utilizam este cais.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Gente de Almada, Gente Que Viveu Almada


Daniel "Bola Nova" à esquerda na foto, já foi tema de um post anterior.
Hoje temos de novo este caparicano - em idos anos do séc XX fazia as delícias de adultos e crianças com as quentinhas e gostosas "Bolas de Berlim", que no Verão vendia diariamente pela manhã nas praias do centro da Costa de Caparica - com o seu último táxi, o clássico Mercedes 220 e um casal de turistas, que fizeram questão em serem fotografados com ele junto do táxi.