quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Coisas de Almada e de Gente Que Viveu e Vive Almada

Uma imagem de Almada dos anos 60 do Séc XX com um autocarro da "Piedense" misto, (passageiros sentados e de pé), na Praça da Renovação.
Por trás do autocarro vê-se a esplanada da antiga Cervejaria, Café, Snack-bar e Mariscos "A Calhandra", dos irmãos Paixão, no nº 7-A da Praça da Renovação, ponto de encontro de uma certa elite almadense de então, onde pontificava pessoal amante do automobilismo e de outras actividades, como por exemplo letras, artes, viagens espaciais, comerciantes, construtores civis e lazer. Lembramos  José Dionísio Neto, Álvaro Martins (mais conhecido entre o pessoal por "o cavalo", Silvino Vieira Neto, já falecido (conhecido entre os amigos por  o Neto "maluco ", Humberto Queiroz, (falecido) oficial da Marinha Mercante, Jacques "o estripador"- como era conhecido - (falecido), Eurico da Fonseca (falecido), fez a locução na RTP da chegada do 1º homem à Lua, Fausto Lucas Martins, (Governador Civil de Évora  08/06/1978 - 21/02/1980 pelo PS) e muitos outros.
Por cima da cobertura da esplanada, no 1º andar D do prédio nº7 está uma placa do escritório de Augusto Sant´Ana d´Araújo, que se dedicava a negócios imobiliários, almadense que fora ourives emigrado no Rio de Janeiro e escreveu o livro "Adorável Almada".
De notar também as instalações da 1ª agência do Banco Português do Atlântico em Almada, no prédio partilhando a Praça da Renovação e a Av. D. Nuno Álvares Pereira, no local onde hoje está a Portugal Telecom (PT).
Este Banco passou depois para o prédio e local onde se encontra o Millennium-BCP.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Coisas de Almada e de Gente Que Viveu Almada

Capa da Publicação Técnica  sobre o  tema "O Pneu e a Segurança na Estrada" manual prático, editada em 13 de Junho de 1961 (10.000 exemplares) pelo seu autor José Maria da Silva Parada, que viveu em Almada com residência  na Av. Heliodoro Salgado, 5 r/c .
A ilustrar a capa ao volante do "bólide", está o automobilista norte-americano Jim Hurtubise.

sábado, 29 de outubro de 2011

Coisas de Almada e de Gente Que Viveu e Vive Almada

Costa da Caparica, anos 50 do século passado com  passadeiras em madeira  sobre a areia que davam acesso aos banheiros. A passadeira central era provavelmente a que leva os banhistas até ao estabelecimento de banhos "Tarquínio".
Nesta foto vêem-se duas construções ainda existentes: Hotel Praia do Sol e uma vivenda.
Os anúncios comercias ao longo das passadeiras faziam parte do visual de quem entrava na zona do areal e se dirigia para a beira-mar..
De notar a presença de um veículo motorizado - tractor com atrelado - que fazia transporte de banhistas ao longo da areia, evitando estes uma longa caminhada  até chegar à zona dos banheiros/toldos e barracas.
Nesta época ainda não havia o paredão, nem os actuais barrotes (caríssimos) sobre a areia.
Vêem-se na imagem algumas pequenas dunas e sua vegetação natural.
Tudo isto  "o progresso" levou e até afastou as pessoas da Costa da Caparica.

sábado, 22 de outubro de 2011

Gente de Almada, Gente Que Viveu e Vive Almada

O Dr. Marques Açucena, clínico muito conhecido dos almadenses, que viveu e exerceu medicina em Almada onde teve o seu consultório particular na Praça da Renovação (anos 50) e posteriormente no Largo do Mercado (Praça do Comércio), assistindo em consulta pediátrica uma criança, na "Clínica do Povo" na Cova da Piedade em 1975.

domingo, 16 de outubro de 2011

Coisas de Almada e da Gente Que Viveu e Vive Almada

Foto da sala principal do ex-Café Central de Almada com o aspecto que tinha ainda no início da década de 70 e quando da ocupação levada a efeito por jovens estudantes e outros. Depois desta acção os proprietários do Café substituiram as mesas quadradas de madeira e as cadeiras por outras mesas redondas e mais pequenas para dificultar a utilização como mesas de estudo.
Havia três fiadas de mesas de cada lado, sendo que a mais interior, encostada à parede forrada a madeira, era de mesas só com duas cadeiras, enquanto todas as outras tinham quatro.
Esta sala tinha acesso directo pela Av. D.Afonso Henriques. Quem acedia ao Central pela Praça da Renovação, tinha de descer os quatro pequenos degraus visíveis na foto, para aceder à "sala de estudo"
Quem frequentou o Central nesse tempo, lembra-se desta sala e reconhecerá facilmente o balcão onde eram tiradas as bicas/cafés, as mesas que ficavam na parte superior a esta sala, "na varanda", que eram pontos privilegiados de observação e contemplação da "sala de estudo".
Na lateral esquerda desta área das bicas, que ainda se vê um pouco na foto, eram atendidos os clientes que tomavam a bica/café em pé.
Ao fundo vemos ao centro a entrada para a sala de bilhares, que também dava acesso aos matraquilhos na cave, por uma porta à direita na sala de bilhares.
À esquerda (na foto) desta porta  vê-se uma mesa com gavetas usadas pelos empregados, sobre a qual estavam as caixas registadoras onde os empregados faziam os registos dos pedidos e tiravam os talões de controle.
Lembramos alguns empregados de mesa desse tempo  do Central, de uniforme preto - calça e casaco - camisa branca e laço preto: o Esteves, o Zé, o Xico,o Miguel e o Pacheco.
O Estevão era o empregado que tomava conta dos bilhares.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Coisas de Almada e de Gente Que Viveu e Vive Almada

Entrada do Palácio de António José Gomes na Cova da Piedade, tomado pela L.U.A.R. (Liga de União e Acção Revolucionária) com o apoio e "empurrão da população trabalhadora, em 28 de Fevereiro de 1975 pelas 17 horas e 30 minutos, segundo o Século Ilustrado de 15-3-75.
Numa reportagem de Joaquim Gaio lê-se em título e sub-título:
PALÁCIO É A "CLÍNICA DO POVO"- Por iniciativa da L.U.A,R. (Liga de União e Acção Revolucionária) e com o apoio e empurrão do povo, o palácio de António José Gomes, na Cova da Piedade, foi tomado. No desabitado e inútil palácio foi instalada uma clínica comunitária materno-infantil ao serviço  das massas trabalhadoras mais desfavorecidas.

Estas instalações estão hoje entregues pela Câmara Municipal, segundo cremos, a uma colectividade do designado "associativismo popular" almadense da Cova da Piedade, e ao serviço de outras massas trabalhadoras, possivelmente menos desfavorecidas ou mais favorecidas.
Mudaram-se os tempos... mudaram-se as intenções e provavelmente os propósitos e proventos!

Segundo a mesma notícia "O recheio, revelador ainda de uma opulência ali vivida, está devidamente inventariado e guardado em salas fechadas."

Passados 36 anos, uma pergunta se impõe: que foi feito do riquíssimo recheio deste palácio?
Foi levado pelo povo, por alguém do povo, por alguém a coberto do povo ou entregue aos herdeiros?

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Coisas de Almada e da Gente Que Viveu e Vive Almada

O Canecão, restaurante e cervejaria,que já foi e já não é.
Este restaurante viveu tempos áureos nos tempos da Lisnave e foi referência em Almada.
O anúncio é de Maio 1970 no Jornal de Almada. 

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Gente de Almada, Gente Que Viveu e Vive Almada



Mais uma foto da juventude dos anos 50, uma turma (1955-1956) da Escola Conde Ferreira de Almada, com a sua mestre, a Professora Maldonado.
A Escola Conde de Ferreira faz parte da memória de Almada e de suas gentes, daqueles que por lá aprenderam as primeiras letras, a tabuada e de lá sairam a saber ler e fazer contas.Uns ficaram por aqui na aprendizagem, outros prosseguiram para escolas secundárias.
Quando se fala na preservação da memória dos povos e das gentes, ocorre-nos que em Almada a Câmara Comunista tem apostado em destruir ou deixar cair em todo o concelho edifícios que deveriam ser devidamente preservados.
Foi isto que aconteceu com o edifico da Escola Feminina "do Campo", obra do Estado Novo, que esta Câmara abandonou (talvez por isso) e mandou deitar abaixo, para depois no local mandar construir outra, com um parque de estacionamento para automóveis por baixo. Foi o betonar  intensivo e extensivo de todo o terreno que integrava a Escola. 
Lamentável!

domingo, 18 de setembro de 2011

Coisas de Almada e da Gente Que Viveu e Vive Almada

A "Taberna do Pancão", de José Pancão, como era conhecido pela população este estabelecimento comercial de Almada, deixou fortes recordações ainda, entre os almadenses mais velhos. Ficava na Rua Capitão Leitão ao início da Rua Dr. Julião de Campos, às Andorinhas frente à taberna do "Zé das Andorinhas".Era o último edifício do lado direito da Rua Capitão Leitão, no cabo da vila.
Este estabelecimento tinha no 1º andar um "retiro ao ar livre" onde se cantava Fado. Era o grande atractivo desta casa, principalmente aos fins de semana, sendo local de romaria de muitos almadenses e forasteiros para apreciar os petiscos, beber bom vinho e ouvir  guitarradas e fados interpretados muitas vezes por ocasionais clientes.
"A casa do Pancão" foi referência de Almada no final dos anos 40 e na década de 50 do século XX.
Este anúncio é do Jornal "o Íncrivel" de 1948.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Coisas de Almada e de Gente Que Viveu e Vive Almada

O Café Lusitano foi uma referência para muitos almadenses e famílias e, local de convivência social nos anos 50 do séc XX.
Ficava na Praça do Comércio (Mercado de Almada), no local onde hoje está o Banco Santander Totta.
Fechou para dar lugar à abertura de um banco ( cremos que ainda o Totta Aliança )
A imagem é de anúncio no Jornal Voz do Tejo 16-06-1956.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Gente de Almada, Gente Que Viveu e Vive Almada


Foto de 1942/43 de pessoal da firma José Pinto Gonçalves (armazéns de mercearias e vinhos), acompanhados de alguns familiares e amigos, participantes numa partida amigável de futebol.
O 2º a contar da direita (em pé) na foto é o Dr. José Carlos Pinto Gonçalves (advogado), filho do Sr. José Pinto Gonçalves.
A última localização destes armazéns (géneros de mercearias) foi na antiga Av. D. Afonso Henriques, onde funcionou "o Baratão".

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Coisas de Almada e da Gente Que Viveu e Vive Almada

Praça da Renovação, início da década de 50 em foto obtida do espaço onde se encontram as instalações da Caixa Geral de Depósitos, local onde existiu o edifício dos serviços do antigo IANT (Instituto de Assistência Nacional aos Tuberculosos) conhecido por Assistência Nacional aos Tuberculosos. Estes serviços foram dirigidos durante alguns anos pelo médico Dr. Henrique Barbeitos.
Vê-se à  direita um automóvel antigo e chapéus de sol da esplanada do Café-Pastelaria Dragão Vermelho.
Nesta data já funcionavam no local a Papelaria do Alberto (entre o Gazcidla e o "Manolo") e ao lado da antiga Padaria (da recente Socopal), a Livraria Nova Almada, que marcou a vida de muitos estudantes de Almada, por ser aí que se compravam os livros escolares, como também na Papelaria do Alberto.
Nota-se ao fundo da Rua Fernão Lopes parte do espaço do antigo Jardim  Sá Linhares, depois de 1974 degradado pela Câmara Municipal de Almada.
Repare-se no primeiro ornamento existente na placa central da Praça da Renovação, um poste de madeira para suporte de fios eléctricos ou de telefones.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Coisas de Almada e de Gente Que Viveu e Vive Almada

Almoço de confraternização na Floresta do Ginjal, de um numeroso grupo de pessoas, (alguns almadenses e a maioria gente de Lisboa e arredores) que trabalhavam na capital e escolheram o Ginjal para o encontro de convívio.
Este almoço realizou-se no início da década de cinquenta do séc. XX.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Coisas de Almada e da Gente Que Viveu e Vive Almada

"Zé das Andorinhas", era assim que era conhecida a afamada taberna de José Maria Borges, (o Zé das Andorinhas para os almadenses) "Adega das Andorinhas" nos anos 50, ali no fim da vila, ao início da actual Rua dos Espatários e fim da Rua Capitão Leitão - a Rua Direita - no edifício da Igreja, hoje reconstruída como Ermida de S. Sebastião.
Junto ao "Zé da Andorinhas", lado direito da taberna, entroncava a Rua Dr. Oliveira Salazar com a Rua Capitão Leitão. Através destas se realizava a antiga carreira das camionetas Cacilhas - Pombal (Bairro) - Cacilhas, da Empresa Piedense.

domingo, 17 de julho de 2011

Coisas de Almada e de Gente Que Viveu e Vive Almada


Praia dos antigos banheiros Tarquínio e Paraíso, na Costa da Caparica em 1977. É uma imagem que deixa algumas recordações a quem conheceu e viveu a Costa da Caparica há mais de 30 anos, com as investidas periódicas do mar no Inverno.
Em fundo temos o Restaurante "O Bento" e à esquerda deste o Restaurante "O Barbas" , ambos devorados, tal como todos os banheiros e restaurantes da frente de "praias urbanas", pelo Polis, para dar lugar aos monótonos barracões de linha de montagem soviete.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Gente de Almada, Gente Que Viveu e Vive Almada

Um grupo excursionista almadense de amigos e parentes num lugar deste Portugal em foto do início dos anos 50 do séc XX.
Identificaram-nos na foto: na segunda fila, em pé , Joaquim Brito, à sua esquerda seu primo Alexandre com o filho mais novo ao colo, ao lado a mulher deste e na sua frente a filha do casal, O penúltimo desta fila parece ser o Ernesto "da Mafalda" como era conhecido entre os amigos.
Na primeira fila, de cócoras, o primeiro parece ser o "Zé da Laura", também conhecido por "Zé da mota" ( porque tinha uma potente mota ), de nome José Nunes Mousaco.
O "Zé da Laura" trabalhava na Companhia Portuguesa de Pescas, no Olho-de-Boi. O Joaquim Brito era empregado nos armazéns da firma Theotónio Pereira, no Ginjal,
Sentados no muro, o primeiro rapaz a contar da esquerda parece ser Alexandre, filho mais velho de Alexandre.
Sentado no muro e de chapéu na cabeça está Amaro da Costa Joaquim, primo de Joaquim Brito e Alexandre.

sábado, 9 de julho de 2011

Coisas de Almada e da Gente Que Viveu e Vive Almada

Anúncio no Jornal de Almada - edição de 10 de Abril de 1964 - do "Grande Restaurante Floresta do Ginjal", vulgarmente designado entre os conhecedores por "a Floresta" ou "a Floresta do Ginjal", localizado no início do cais do Ginjal em Cacilhas por cima do armazém de vinhos da firma José Pinto Gonçalves,Lda ocupando o 1º e 2º andar do prédio, ainda existente.
Este afamado restaurante nos anos 50 a 70, da "Outra Banda" para os alfacinhas, que gozava de enraizadas tradições gastronómicas entre a clientela, era uma atracção turística de Cacilhas e motivo para atravessar o rio Tejo para muitos lisboetas e turistas só para vir almoçar, principalmente, ou jantar no Ginjal.
Havia quem trabalhasse em Lisboa e atravessasse o rio para almoçar no Ginjal, regressando depois à capital para retornar ao emprego.
Das suas varandas desfrutava-se um extraordinário panorama sobre Lisboa e o rio Tejo com o movimento de navios, fragatas e o vai-e-vem dos cacilheiros e ferries entre as duas margens.
Constituía ex-líbris deste restaurante a sua escada de acesso decorada com conchas e um recepcionista/porteiro devidamente uniformizado e chapéu na cabeça, para receber e saudar os clientes.
A Floresta do Ginjal tal como todo o Cais do Ginjal pereceram à investida dos "democratas" que afundaram Cacilhas e o concelho de Almada.
Há mais de três dezenas de anos que as ruínas têm progredido na zona.
Foi este o progresso que esses "democratas" trouxeram ao Ginjal e a Cacilhas.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Coisas de Almada e de Gente Que Viveu e Vive Almada

Horário Geral das carreiras da Emprêsa de Camionetes Piedense, Lda, em Fevereiro de 1958, vendo-se na imagem o respeitante à carreira Cacilhas-Almada-Cacilhas, na época.
Esta empresa com sua rede de carreiras, garantia à população: "seja qual for o local da sua habitação tem o seu transporte assegurado para fazer a sua vida com normalidade", dizia no horário.
Uma coisa que o comboio "plantado" forçadamente no séc. XXI em Almada pela Câmara Municipal, não garante.

sábado, 2 de julho de 2011

Gente de Almada, Gente Que Viveu Almada

Em Março de 1964, o Presidente da Câmara Municipal de Almada, Dr. José Valeriano da Glória Pacheco (de chapéu na cabeça e óculos) e o Engº Macieira Dias ladeiam o Ministro das Obras Públicas, Engº Arantes e Oliveira que se deslocou ao Porto Brandão, acompanhado por técnicos do Laboratório de Engenharia Civil para ver in locu os aluimentos de terras que afectaram algumas moradias. Também se encontrava presente o Governador Civil de Setúbal, Miguel de Pádua Rodrigues Bastos.
O Dr. Glória Pachecho antes de ser empossdo na presidência da Câmara, era Conservador do Registo Civil de Almada o qual funcionava no rés-do-chão do edifício do antigo Tribunal da Comarca de Almada no Largo Cavaleiro de Ferreira.

domingo, 26 de junho de 2011

Coisas de Almada e da Gente Que Viveu e Vive Almada

para ler clique sobre a notícia

Notícia jornalistica do jornal "Voz do Tejo" em 09/06/1956 da inauguração do antigo Café Central, (na Praça da Renovação), de importantes tradições populares e culturais no meio almadense.

Este "Café" feito pelos almadenses e por todas as pessoas que o frequentavam, com a sua grande esplanada que se enchia de gente nas tardes e noites quentes da Primavera e Verão, foi uma referência e identidade de Almada. Foi ponto de encontro de vivências, das mais diversas que possamos imaginar para a época, na vida de uma vila e cidade.

Os empregados que serviam à mesa eram pessoas com alguma qualificação profissional, devidamente vestidos e uniformizados. Era uma questão de qualidade e identidade de serviço que distiguia a casa e os clientes, sem discrimanações de qualquer espécie, desde que quem a frequentava respeitasse o ambiente em que se inseria.

Foi ícone de Almada no século passado até princípios de década de 80.

Hoje o Café Central já não existe. O que lá está no mesmo local - ex-café Central - uma padaria que vende pão, café e "bolos" já não é referência nem identidade para Almada. Nem esplanada digna tem.

O local hoje, pelas incaracterísticas de vivência e identidade está em sintonia com o que a Câmara Municipal de Almada fez, pela negativa, da Praça da Renovação e de Almada - um vazio, uma terra forçosa e naturalmente abandonada pelos almadenses.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Coisas de Almada e de Gente Que Viveu e Vive Almada

Capa do Programa das Festas em Honra de São João Baptista, padroeiro de Almada, que se realizaram em 1970 de 13 a 26 de Junho. Um vasto programa cultural e religioso dirigido ao povo de Almada, à sua população e aos forasteiros que nos visitavam.
Um Programa que honrava Almada, as suas tradições, as suas Escolas, as suas colectividades, os seus clubes, as suas gentes, os seus artistas plásticos, onde actuaram ranchos folclóricos, Checo e Eslovaco. Onde actuaram também as Bandas da Marinha de Guerra Portuguesa, da Força Aérea, da Guarda Nacional Republicana, onde houve uma Noite Cigana e um Cortejo Histórico e Etnográfico "Da Nascente à Foz do Tejo", com 1.000 figurantes, sem conotações políticas, com único fim de recordar e enaltecer as virtudes e realizações das populações que viveram e vivem ao longo do Rio Tejo.
Um programa de fazer inveja aos demagogos que agora dominam a Câmara Municipal de Almada, que nos vêm com realizações " folclóricas" tipo bajulação soviete disfarçada, de homenagem à nomenclatura, como sendo coisas excepcionais que só a sua "superioridade democrática do poder autárquico", soviete, do pós 25 de Abril seja capaz de oferecer ao povo explorado.
Na imagem vemos um cravo, um cravo português vermelho, não é o cravo que os comunistas monopolizaram como símbolo da liberdade deles, mentindo, para matreiramente enganarem e dominarem o povo, arvorando-se defensores de liberdades democráticas (falsas) e o explorarem mais facilmente.

sábado, 11 de junho de 2011

Coisas de Almada e de Gente Que Viveu e Vive Almada


Anúncio do ano 1970 ao Mini (Austin), havia também o Morris, protagonizado por uma (então) jovem almadense que residia na Cova da Piedade e fora aluna do Externato Frei Luís de Sousa.
O Mini foi um carro de sucesso na margem sul do Tejo, principalmente nas décadas de 60 e 70 do século passado, não só por ser uma atracção para os jovens (cujos pais dispunham de orçamento folgado) mas também porque pagava só 10$00 ( dez escudos) de portagem na Ponte Salazar ( a ponte sobre o Rio Tejo) em cada sentido da viagem, enquanto os carros maiores pagavam 20$00 (vinte escudos).
Quando um litro de gasolina custava pouco mais do que 5$00, a diferença de custo na portagem - em relação a um carro maior - para quem tinha um Mini e o utilizava diariamente na travessia da ponte, fazia uma diferença notável a ter em consideração no orçamento mensal das despesas.
O Mini era um carro muito simples na versão sem extras, de quatro lugares, duas portas e um pequeno porta-bagagem.
Ainda se vêem alguns modelos antigos dos Minis, em circulação...relíquias de uma época!
O agente dos Minis Austin no concelho de Almada, era também agente do "Gazcidla" - gás butano em botija (designada vulgarmente por "garrafa de gás") para uso doméstico.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Coisas de Almada e de Gente Que Viveu e Vive Almada

Em 1969, a oposição democrática promovia vários espectáculos e manifestações culturais cujo objectivo era mobilizar os cidadãos a participarem no acto eleitoral que se avizinhava para a Assembleia Nacional - as eleições legislativas de 26 de Outubro de 1969 - votando na oposição, a CDE (Comissão Democrática Eleitoral).
Este foi um entre outros acontecimentos "políticos" levados a efeito no concelho de Almada para juntar pessoas e fazer passar "a mensagem".
O Dr. José Malheiro da Silva, médico estomatologista residente no Laranjeiro, como oposicionista teve um papel fundamental no concelho de Almada neste período eleitoral em que o regime então vigente permitia uma abertura política. Estava-se em pleno período marcelista.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Coisas de Almada e de Gente Que Viveu e Vive Almada

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Sob o tema "A Escola e a Cultura", em 1968 já se fazia em Almada a Semana Cultural Comemorativa da Abertura do Ano Lectivo, englobando o Seminário de S. Paulo (Almada), a Escola Industrial e Comercial Emídio Navarro, a Escola Preparatória para o Ensino Secundário D. António da Costa, a Secção do Liceu D. João de Castro e o Externato Frei Luís de Sousa, com um rico Programa em que participavam pessoas importantes ligadas à Cultura no panorama nacional e que marcaram a formação de muitos jovens, seus alunos, ao longo dos anos.
De entre os participantes, citamos o Prof. Francisco d´Orey que dirigiu o Orfeão Universitário de Lisboa entre 1966 e 1968 e que antes fora Professor de Música no Externato Frei Luís de Sousa, onde também dirigiu o Orfeão do "Frei".
O evento teve o patrocínio do Exmo Senhor Presidente da Câmara Municipal de Almada.

sábado, 21 de maio de 2011

Gente de Almada, Gente Que Viveu e Vive Almada

para ler clik na imagem aumenta
Tomada de posse do Dr. Manuel Rosado Caldeira Pais em 28 de Março de 1974 como Presidente da Câmara Municipal de Almada.
Foi o último Presidente da Câmara de Almada antes do 25 de Abril de 74. Figura muito conhecida e prestigiada no concelho, era Professor do Ensino Secundário na Escola Emídio Navarro e no Externato Frei Luís de Sousa.
Almada tinha no Dr. Caldeira Pais um Presidente de Câmara que se interessava pelo concelho, embora não fosse natural de aqui.
Como professor granjeou a consideração e amizade de alunos. Para quem o conhecia era um valor muito alto para o concelho tê-lo à frente do executivo municipal. Como pessoa e cidadão de sólida formação humanista, era admirado e considerado pelos almadenses e por isso mesmo muito havia a esperar da sua liderança na Câmara.
Tinha sido vice-presidente da Câmara de Almada quando o Dr. Silveira Júnior foi Presidente.
O Dr. Caldeira Pais, bem como seu antecessor eram pessoas que os almadenses viam com frequência no espaço público.
Passeavam com frequentemente pelas ruas e avenidas de Almada. Frequentavam os cafés de Almada. Não se refutavam ao encontro com os munícipes na rua. Sabiam ouvir e queriam aperceber-se dos problemas que os munícipes sentiam, situação que contrasta com a arrogância e desprezo que os actuais autarcas comunistas e outros que se dizem democratas e que dizem trabalhar para o povo, hoje não assumem, nem são capazes.
Os actuais "democratas" e comunistas mascarados de democratas, têm medo de se encontrar na rua, a sós, com os munícipes.
Almada viu-se privada de pessoas de bem à frente da Câmara Municipal, para mergulhar numa experiência democrática (de que se esperava melhor) liderada por oportunistas, que colocaram à frente dos legítimos interesses de Almada e dos munícipes, interesses pessoais, opções e ideologias políticas que as pessoas legitimamente rejeitaram há alguns anos, em muitas zonas do planeta, por conduzirem à aniquilação e aviltamento dos seres humano e à subjugação do exercício da cidadania a interesses nebulosos mascarados de democracia .
O Dr. Caldeira Pais deixou a Câmara Municipal mas continuou em Almada onde reside.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Gente de Almada, Gente Que Viveu e Vive Almada

Alunos de uma turma da 4ª Classe da Escola Conde Ferreira (escola para rapazes) - Almada - em foto de 30 de Novembro de 1954, com o Professor Neto.
A foto foi tirada no recreio da Escola Feminina que ficava por detrás da Academia Almadense O edifíco desta escola foi recentemente destruído pela Câmara Municipal de Almada, para construir um parque de estacionamento sob novo edifício escolar.
Nesta Escola Feminina funcionavam pela manhã, no 1º andar nas traseiras, duas turmas masculinas.
O Professor Bandeira, natural de S. Braz de Alportel, Algarve, era  professor da outra turma.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Coisas de Almada e de Gente Que Viveu e Vive Almada

para ler clique na imagem
Publicação em Jornal da escritura de constituição da Sociedade de Gelados Rifera, Lda lavrada em 20 de Março de 1954, publicada em 19 de Abril de 1956, com sede e estabelecimento na Avenida D. João I, 3 - Almada e depois com Fábrica na Praça da Renovação 9C, tendo ficado as instalações da Av. D João I como sucursal.
Esta casa funcionou muitos anos dedicada ao negócio de Gelados durante o tempo quente, enquanto no Outono e Inverno se dedicava ao comércio de brinquedos.
Durante as tardes e noites de dias quentes a sua esplanada enchia-se de almadenses. Outros tempos, de outra Almada com movimento de pessoas e animação pela presença de gente nos espaços públicos.
No presente e de há alguns anos, a Praça da Renovação perdeu a presença de pessoas, as esplanadas já não são o que eram e Almada virou cidade moribunda por erradas e saloias opções do executivo comunista camarário.
Dos dois estabelecimentos desta sociedade, actualmente existe só, no mesmo local da Praça da Renovação 9C (hoje Praça do MFA), a Geladaria Rifera dedicada principalmente ao comércio de cafetaria, com a maior e mais agradável esplanada da Praça.
Agradecemos a cacilhense a cedência deste recorte de Jornal, bem como outros e imagens que iremos divulgar.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Coisas de Almada e da Gente de Almada



As muito faladas e produtivas "terras agrícolas da Costa", numa imagem do século passado, que a Câmara de Almada - comunista - deseja destruir, de braço dado com a Junta de Freguesia da Costa da Caparica - social democrata - lavrando-as com uma via automobilística, para bem do concelho e em nome de um futuro sustentável da gente do negócio e da especulação imobiliária.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Coisas de Almada e da Gente Que Viveu e Vive Almada

O "ferry-boat" ALMADENSE, numa das suas viagens em 1978, um dos barcos da Sociedade Marítima de Transportes, Lda (a Parceria), que efectuava a travessia do Tejo, transportando veículos e pessoas entre Cacilhas e Lisboa.

domingo, 10 de abril de 2011

Coisas de Almada e da Gente de Almada

Imagem muito antiga de Cacilhas, na Rua Cândido dos Reis, em dia de procissão. Consegue-se ver, sobretudo à direita na imagem, que alguns edifícios ainda persistem com pequenas alterações na fachada. Dois desses prédios mantêm actualmente as águas-furtadas que vemos na imagem.
Agradecemos a cacilhense a cedência da imagem.