quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Coisas de Almada e da Gente Que Viveu e Vive Almada

Anúncio na imprensa escrita em 1970, da Cooperativa Agrícola dos Produtores de Leite dos Concelhos de Almada e Seixal - CAPLAS - cuja loja principal de venda ao público  na vila de Almada, ficava junto ao Tribunal  Judicial na Avenida D. João I. Para quem se dirigia da Rua Fernão Lopes para  aquela avenida, a loja ficava no primeiro prédio à direita (prédio de gaveto).
Nos cafés e leitarias de Almada também se vendia leite engarrafado "leite CAPLAS".
Tempos em que o concelho de Almada ainda tinha explorações agrícolas não só dentro das freguesias de Almada e Cova da Piedade como também para lá do termo destas freguesias.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Coisas de Almada e de Gente Que Viveu e Vive Almada


Um aspecto parcial da Feira Popular em honra de S. João Baptista realizada em Almada nos meses de Junho no final dos anos 50 e nos anos 60.
O local era nos terrenos junto à Praça da Renovação ao longo e para sul da então Avenida D. Nuno Álvares Pereira.
 O terreno em causa esteve alugado ou subalugado durante algum tempo para parque de estacionamento, durante a manhã, das carroças que vinham vender ou descarregar produtos hortícolas ao Mercado de Almada.Quem explorava o parqueamento era o cidadão almadense Manuel Ribeiro.
A foto mostra a entrada da Feira, parte do seu interior e as barracas montadas exteriormente, alinhadas ao longo da citada avenida.Estas tinham por objecto do negócio essencialmente artigos de loiça regional e artesanato. 
Geralmente à entrada ficavam algumas barracas de comidas e farturas. Vê-se em primeiro plano à direita o topo de um dos antigos candeeiros que iluminavam a Praça da Renovação e o arco alegórico da entrada no recinto.
Na foto vêem-se quatro pontos luminosos do Monumento a Cristo-Rei por cima do telhado de um  dos prédios.
De destacar na foto o movimento de viaturas, sobretudo autocarros e  a multidão de pessoas quer dentro do recinto, quer fora. Um movimento que Almada hoje não tem, nem por sombra, nem sequer no mês de Junho. Este era o panorama que se via e vivia em Almada nos dias de festa durante a noite, nesta zona da vila (nos anos 60 Almada ainda não tinha sido elevada a cidade).
Nos início dos anos 50 a Feira Popular realizava-se nos terrenos onde foi construído o Externato Frei Luís de Sousa.

sábado, 26 de novembro de 2011

Coisas de Almada e da Gente Que Viveu e Vive Almada

Uma imagem com certamente 50 anos ou um pouco mais, da Rua de Olivença, também conhecida pela rua do Mercado, que muitos almadenses sobreviventes não esquecem.
Aqui se abasteciam de combustível muitas viaturas. Com a abertura da estação de serviço de combustíveis da Sacor, na Av. D. Nuno Álvares Pereira, onde hoje está a designada oficina da cultura municipal, este ponto de abastecimento de combustível auto foi depois encerrado. 
A "bomba de gasolina" da Sonap, em frente ao Leão das Chaves, propriedade da  Garagem Renovação "Estação de Serviço", cujo anúncio e entrada vemos na foto. Este local da garagem já passou por ser instalação de alguns serviços, após o inicial. Ali funcionou pelo menos, um Supermercado ("Renovação"), um Banco, uma Farmácia e actualmente uma loja de roupa.
No rés-do-chão do  prédio ainda lá permanecem as antigas lojas: o Leão das Chaves, a Drogaria e a Barbearia que foi do Braizinha.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Coisas de Almada e de Gente Que Viveu e Vive Almada

Anos 60, trabalhos para a construção da Ponte sobre o Rio Tejo a ligar Almada, a partir do Pragal, a Lisboa (Alcântara). Esta ponte, que viria a ser inaugurada a 6 de Agosto de 1966 pelo então Presidente da República Portuguesa, Almirante Américo Tomás, na presença do Presidente do Conselho de Ministros, Dr. António de Oliveira Salazar e do Cardeal Patriarca de Lisboa, Manuel Gonçalves Cerejeira, foi baptizada com o nome Ponte Salazar.
A seguir ao golpe militar de 25 de Abril de 1974, "as forças populares e democráticas", arrancaram aquele nome dos locais onde estava inscrito e  substituíram-no por  Ponte 25 de Abril, designação que se mantém até ao presente, embora a construção e inauguração da ponte tenha sido muito anterior à apelidada "Revolução dos Cravos".

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Coisas de Almada e da Gente Que Viveu e Vive Almada


"Tempo da vida barata " vivido nos idos anos 50 do século passado é a mensagem que nos deixa este anúncio  da "Lanal", uma casa de comércio de roupa, muito conhecida em Almada nesses tempos.
Um fato feito (!) por 180$00 (cento e oitenta escudos), o equivalente a 0,90€ (noventa cêntimos) !
Dá para recordar aquela canção do António Mourão - "Oh tempo volta p´ra trás".
Também já se falava  em mercado, só que o mercado era outro e não fazia mal às populações, como estes mercados de que falam hoje os donos do dinheiro que exploram os povos até ao tutano.

domingo, 13 de novembro de 2011

Coisas de Almada e da Gente Que Viveu e Vive Almada


Anúncio  das Farmácias Central e Nuno Álvares, em publicação do Jornal de Almada, de Maio de 1959,  quando da inauguração do Monumento a Cristo Rei.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Coisas de Almada e de Gente Que Viveu e Vive Almada

Uma imagem de Almada dos anos 60 do Séc XX com um autocarro da "Piedense" misto, (passageiros sentados e de pé), na Praça da Renovação.
Por trás do autocarro vê-se a esplanada da antiga Cervejaria, Café, Snack-bar e Mariscos "A Calhandra", dos irmãos Paixão, no nº 7-A da Praça da Renovação, ponto de encontro de uma certa elite almadense de então, onde pontificava pessoal amante do automobilismo e de outras actividades, como por exemplo letras, artes, viagens espaciais, comerciantes, construtores civis e lazer. Lembramos  José Dionísio Neto, Álvaro Martins (mais conhecido entre o pessoal por "o cavalo", Silvino Vieira Neto, já falecido (conhecido entre os amigos por  o Neto "maluco ", Humberto Queiroz, (falecido) oficial da Marinha Mercante, Jacques "o estripador"- como era conhecido - (falecido), Eurico da Fonseca (falecido), fez a locução na RTP da chegada do 1º homem à Lua, Fausto Lucas Martins, (Governador Civil de Évora  08/06/1978 - 21/02/1980 pelo PS) e muitos outros.
Por cima da cobertura da esplanada, no 1º andar D do prédio nº7 está uma placa do escritório de Augusto Sant´Ana d´Araújo, que se dedicava a negócios imobiliários, almadense que fora ourives emigrado no Rio de Janeiro e escreveu o livro "Adorável Almada".
De notar também as instalações da 1ª agência do Banco Português do Atlântico em Almada, no prédio partilhando a Praça da Renovação e a Av. D. Nuno Álvares Pereira, no local onde hoje está a Portugal Telecom (PT).
Este Banco passou depois para o prédio e local onde se encontra o Millennium-BCP.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Coisas de Almada e de Gente Que Viveu Almada

Capa da Publicação Técnica  sobre o  tema "O Pneu e a Segurança na Estrada" manual prático, editada em 13 de Junho de 1961 (10.000 exemplares) pelo seu autor José Maria da Silva Parada, que viveu em Almada com residência  na Av. Heliodoro Salgado, 5 r/c .
A ilustrar a capa ao volante do "bólide", está o automobilista norte-americano Jim Hurtubise.

sábado, 29 de outubro de 2011

Coisas de Almada e de Gente Que Viveu e Vive Almada

Costa da Caparica, anos 50 do século passado com  passadeiras em madeira  sobre a areia que davam acesso aos banheiros. A passadeira central era provavelmente a que leva os banhistas até ao estabelecimento de banhos "Tarquínio".
Nesta foto vêem-se duas construções ainda existentes: Hotel Praia do Sol e uma vivenda.
Os anúncios comercias ao longo das passadeiras faziam parte do visual de quem entrava na zona do areal e se dirigia para a beira-mar..
De notar a presença de um veículo motorizado - tractor com atrelado - que fazia transporte de banhistas ao longo da areia, evitando estes uma longa caminhada  até chegar à zona dos banheiros/toldos e barracas.
Nesta época ainda não havia o paredão, nem os actuais barrotes (caríssimos) sobre a areia.
Vêem-se na imagem algumas pequenas dunas e sua vegetação natural.
Tudo isto  "o progresso" levou e até afastou as pessoas da Costa da Caparica.

sábado, 22 de outubro de 2011

Gente de Almada, Gente Que Viveu e Vive Almada

O Dr. Marques Açucena, clínico muito conhecido dos almadenses, que viveu e exerceu medicina em Almada onde teve o seu consultório particular na Praça da Renovação (anos 50) e posteriormente no Largo do Mercado (Praça do Comércio), assistindo em consulta pediátrica uma criança, na "Clínica do Povo" na Cova da Piedade em 1975.

domingo, 16 de outubro de 2011

Coisas de Almada e da Gente Que Viveu e Vive Almada

Foto da sala principal do ex-Café Central de Almada com o aspecto que tinha ainda no início da década de 70 e quando da ocupação levada a efeito por jovens estudantes e outros. Depois desta acção os proprietários do Café substituiram as mesas quadradas de madeira e as cadeiras por outras mesas redondas e mais pequenas para dificultar a utilização como mesas de estudo.
Havia três fiadas de mesas de cada lado, sendo que a mais interior, encostada à parede forrada a madeira, era de mesas só com duas cadeiras, enquanto todas as outras tinham quatro.
Esta sala tinha acesso directo pela Av. D.Afonso Henriques. Quem acedia ao Central pela Praça da Renovação, tinha de descer os quatro pequenos degraus visíveis na foto, para aceder à "sala de estudo"
Quem frequentou o Central nesse tempo, lembra-se desta sala e reconhecerá facilmente o balcão onde eram tiradas as bicas/cafés, as mesas que ficavam na parte superior a esta sala, "na varanda", que eram pontos privilegiados de observação e contemplação da "sala de estudo".
Na lateral esquerda desta área das bicas, que ainda se vê um pouco na foto, eram atendidos os clientes que tomavam a bica/café em pé.
Ao fundo vemos ao centro a entrada para a sala de bilhares, que também dava acesso aos matraquilhos na cave, por uma porta à direita na sala de bilhares.
À esquerda (na foto) desta porta  vê-se uma mesa com gavetas usadas pelos empregados, sobre a qual estavam as caixas registadoras onde os empregados faziam os registos dos pedidos e tiravam os talões de controle.
Lembramos alguns empregados de mesa desse tempo  do Central, de uniforme preto - calça e casaco - camisa branca e laço preto: o Esteves, o Zé, o Xico,o Miguel e o Pacheco.
O Estevão era o empregado que tomava conta dos bilhares.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Coisas de Almada e de Gente Que Viveu e Vive Almada

Entrada do Palácio de António José Gomes na Cova da Piedade, tomado pela L.U.A.R. (Liga de União e Acção Revolucionária) com o apoio e "empurrão da população trabalhadora, em 28 de Fevereiro de 1975 pelas 17 horas e 30 minutos, segundo o Século Ilustrado de 15-3-75.
Numa reportagem de Joaquim Gaio lê-se em título e sub-título:
PALÁCIO É A "CLÍNICA DO POVO"- Por iniciativa da L.U.A,R. (Liga de União e Acção Revolucionária) e com o apoio e empurrão do povo, o palácio de António José Gomes, na Cova da Piedade, foi tomado. No desabitado e inútil palácio foi instalada uma clínica comunitária materno-infantil ao serviço  das massas trabalhadoras mais desfavorecidas.

Estas instalações estão hoje entregues pela Câmara Municipal, segundo cremos, a uma colectividade do designado "associativismo popular" almadense da Cova da Piedade, e ao serviço de outras massas trabalhadoras, possivelmente menos desfavorecidas ou mais favorecidas.
Mudaram-se os tempos... mudaram-se as intenções e provavelmente os propósitos e proventos!

Segundo a mesma notícia "O recheio, revelador ainda de uma opulência ali vivida, está devidamente inventariado e guardado em salas fechadas."

Passados 36 anos, uma pergunta se impõe: que foi feito do riquíssimo recheio deste palácio?
Foi levado pelo povo, por alguém do povo, por alguém a coberto do povo ou entregue aos herdeiros?

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Coisas de Almada e da Gente Que Viveu e Vive Almada

O Canecão, restaurante e cervejaria,que já foi e já não é.
Este restaurante viveu tempos áureos nos tempos da Lisnave e foi referência em Almada.
O anúncio é de Maio 1970 no Jornal de Almada. 

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Gente de Almada, Gente Que Viveu e Vive Almada



Mais uma foto da juventude dos anos 50, uma turma (1955-1956) da Escola Conde Ferreira de Almada, com a sua mestre, a Professora Maldonado.
A Escola Conde de Ferreira faz parte da memória de Almada e de suas gentes, daqueles que por lá aprenderam as primeiras letras, a tabuada e de lá sairam a saber ler e fazer contas.Uns ficaram por aqui na aprendizagem, outros prosseguiram para escolas secundárias.
Quando se fala na preservação da memória dos povos e das gentes, ocorre-nos que em Almada a Câmara Comunista tem apostado em destruir ou deixar cair em todo o concelho edifícios que deveriam ser devidamente preservados.
Foi isto que aconteceu com o edifico da Escola Feminina "do Campo", obra do Estado Novo, que esta Câmara abandonou (talvez por isso) e mandou deitar abaixo, para depois no local mandar construir outra, com um parque de estacionamento para automóveis por baixo. Foi o betonar  intensivo e extensivo de todo o terreno que integrava a Escola. 
Lamentável!

domingo, 18 de setembro de 2011

Coisas de Almada e da Gente Que Viveu e Vive Almada

A "Taberna do Pancão", de José Pancão, como era conhecido pela população este estabelecimento comercial de Almada, deixou fortes recordações ainda, entre os almadenses mais velhos. Ficava na Rua Capitão Leitão ao início da Rua Dr. Julião de Campos, às Andorinhas frente à taberna do "Zé das Andorinhas".Era o último edifício do lado direito da Rua Capitão Leitão, no cabo da vila.
Este estabelecimento tinha no 1º andar um "retiro ao ar livre" onde se cantava Fado. Era o grande atractivo desta casa, principalmente aos fins de semana, sendo local de romaria de muitos almadenses e forasteiros para apreciar os petiscos, beber bom vinho e ouvir  guitarradas e fados interpretados muitas vezes por ocasionais clientes.
"A casa do Pancão" foi referência de Almada no final dos anos 40 e na década de 50 do século XX.
Este anúncio é do Jornal "o Íncrivel" de 1948.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Coisas de Almada e de Gente Que Viveu e Vive Almada

O Café Lusitano foi uma referência para muitos almadenses e famílias e, local de convivência social nos anos 50 do séc XX.
Ficava na Praça do Comércio (Mercado de Almada), no local onde hoje está o Banco Santander Totta.
Fechou para dar lugar à abertura de um banco ( cremos que ainda o Totta Aliança )
A imagem é de anúncio no Jornal Voz do Tejo 16-06-1956.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Gente de Almada, Gente Que Viveu e Vive Almada


Foto de 1942/43 de pessoal da firma José Pinto Gonçalves (armazéns de mercearias e vinhos), acompanhados de alguns familiares e amigos, participantes numa partida amigável de futebol.
O 2º a contar da direita (em pé) na foto é o Dr. José Carlos Pinto Gonçalves (advogado), filho do Sr. José Pinto Gonçalves.
A última localização destes armazéns (géneros de mercearias) foi na antiga Av. D. Afonso Henriques, onde funcionou "o Baratão".

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Coisas de Almada e da Gente Que Viveu e Vive Almada

Praça da Renovação, início da década de 50 em foto obtida do espaço onde se encontram as instalações da Caixa Geral de Depósitos, local onde existiu o edifício dos serviços do antigo IANT (Instituto de Assistência Nacional aos Tuberculosos) conhecido por Assistência Nacional aos Tuberculosos. Estes serviços foram dirigidos durante alguns anos pelo médico Dr. Henrique Barbeitos.
Vê-se à  direita um automóvel antigo e chapéus de sol da esplanada do Café-Pastelaria Dragão Vermelho.
Nesta data já funcionavam no local a Papelaria do Alberto (entre o Gazcidla e o "Manolo") e ao lado da antiga Padaria (da recente Socopal), a Livraria Nova Almada, que marcou a vida de muitos estudantes de Almada, por ser aí que se compravam os livros escolares, como também na Papelaria do Alberto.
Nota-se ao fundo da Rua Fernão Lopes parte do espaço do antigo Jardim  Sá Linhares, depois de 1974 degradado pela Câmara Municipal de Almada.
Repare-se no primeiro ornamento existente na placa central da Praça da Renovação, um poste de madeira para suporte de fios eléctricos ou de telefones.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Coisas de Almada e de Gente Que Viveu e Vive Almada

Almoço de confraternização na Floresta do Ginjal, de um numeroso grupo de pessoas, (alguns almadenses e a maioria gente de Lisboa e arredores) que trabalhavam na capital e escolheram o Ginjal para o encontro de convívio.
Este almoço realizou-se no início da década de cinquenta do séc. XX.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Coisas de Almada e da Gente Que Viveu e Vive Almada

"Zé das Andorinhas", era assim que era conhecida a afamada taberna de José Maria Borges, (o Zé das Andorinhas para os almadenses) "Adega das Andorinhas" nos anos 50, ali no fim da vila, ao início da actual Rua dos Espatários e fim da Rua Capitão Leitão - a Rua Direita - no edifício da Igreja, hoje reconstruída como Ermida de S. Sebastião.
Junto ao "Zé da Andorinhas", lado direito da taberna, entroncava a Rua Dr. Oliveira Salazar com a Rua Capitão Leitão. Através destas se realizava a antiga carreira das camionetas Cacilhas - Pombal (Bairro) - Cacilhas, da Empresa Piedense.

domingo, 17 de julho de 2011

Coisas de Almada e de Gente Que Viveu e Vive Almada


Praia dos antigos banheiros Tarquínio e Paraíso, na Costa da Caparica em 1977. É uma imagem que deixa algumas recordações a quem conheceu e viveu a Costa da Caparica há mais de 30 anos, com as investidas periódicas do mar no Inverno.
Em fundo temos o Restaurante "O Bento" e à esquerda deste o Restaurante "O Barbas" , ambos devorados, tal como todos os banheiros e restaurantes da frente de "praias urbanas", pelo Polis, para dar lugar aos monótonos barracões de linha de montagem soviete.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Gente de Almada, Gente Que Viveu e Vive Almada

Um grupo excursionista almadense de amigos e parentes num lugar deste Portugal em foto do início dos anos 50 do séc XX.
Identificaram-nos na foto: na segunda fila, em pé , Joaquim Brito, à sua esquerda seu primo Alexandre com o filho mais novo ao colo, ao lado a mulher deste e na sua frente a filha do casal, O penúltimo desta fila parece ser o Ernesto "da Mafalda" como era conhecido entre os amigos.
Na primeira fila, de cócoras, o primeiro parece ser o "Zé da Laura", também conhecido por "Zé da mota" ( porque tinha uma potente mota ), de nome José Nunes Mousaco.
O "Zé da Laura" trabalhava na Companhia Portuguesa de Pescas, no Olho-de-Boi. O Joaquim Brito era empregado nos armazéns da firma Theotónio Pereira, no Ginjal,
Sentados no muro, o primeiro rapaz a contar da esquerda parece ser Alexandre, filho mais velho de Alexandre.
Sentado no muro e de chapéu na cabeça está Amaro da Costa Joaquim, primo de Joaquim Brito e Alexandre.

sábado, 9 de julho de 2011

Coisas de Almada e da Gente Que Viveu e Vive Almada

Anúncio no Jornal de Almada - edição de 10 de Abril de 1964 - do "Grande Restaurante Floresta do Ginjal", vulgarmente designado entre os conhecedores por "a Floresta" ou "a Floresta do Ginjal", localizado no início do cais do Ginjal em Cacilhas por cima do armazém de vinhos da firma José Pinto Gonçalves,Lda ocupando o 1º e 2º andar do prédio, ainda existente.
Este afamado restaurante nos anos 50 a 70, da "Outra Banda" para os alfacinhas, que gozava de enraizadas tradições gastronómicas entre a clientela, era uma atracção turística de Cacilhas e motivo para atravessar o rio Tejo para muitos lisboetas e turistas só para vir almoçar, principalmente, ou jantar no Ginjal.
Havia quem trabalhasse em Lisboa e atravessasse o rio para almoçar no Ginjal, regressando depois à capital para retornar ao emprego.
Das suas varandas desfrutava-se um extraordinário panorama sobre Lisboa e o rio Tejo com o movimento de navios, fragatas e o vai-e-vem dos cacilheiros e ferries entre as duas margens.
Constituía ex-líbris deste restaurante a sua escada de acesso decorada com conchas e um recepcionista/porteiro devidamente uniformizado e chapéu na cabeça, para receber e saudar os clientes.
A Floresta do Ginjal tal como todo o Cais do Ginjal pereceram à investida dos "democratas" que afundaram Cacilhas e o concelho de Almada.
Há mais de três dezenas de anos que as ruínas têm progredido na zona.
Foi este o progresso que esses "democratas" trouxeram ao Ginjal e a Cacilhas.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Coisas de Almada e de Gente Que Viveu e Vive Almada

Horário Geral das carreiras da Emprêsa de Camionetes Piedense, Lda, em Fevereiro de 1958, vendo-se na imagem o respeitante à carreira Cacilhas-Almada-Cacilhas, na época.
Esta empresa com sua rede de carreiras, garantia à população: "seja qual for o local da sua habitação tem o seu transporte assegurado para fazer a sua vida com normalidade", dizia no horário.
Uma coisa que o comboio "plantado" forçadamente no séc. XXI em Almada pela Câmara Municipal, não garante.

sábado, 2 de julho de 2011

Gente de Almada, Gente Que Viveu Almada

Em Março de 1964, o Presidente da Câmara Municipal de Almada, Dr. José Valeriano da Glória Pacheco (de chapéu na cabeça e óculos) e o Engº Macieira Dias ladeiam o Ministro das Obras Públicas, Engº Arantes e Oliveira que se deslocou ao Porto Brandão, acompanhado por técnicos do Laboratório de Engenharia Civil para ver in locu os aluimentos de terras que afectaram algumas moradias. Também se encontrava presente o Governador Civil de Setúbal, Miguel de Pádua Rodrigues Bastos.
O Dr. Glória Pachecho antes de ser empossdo na presidência da Câmara, era Conservador do Registo Civil de Almada o qual funcionava no rés-do-chão do edifício do antigo Tribunal da Comarca de Almada no Largo Cavaleiro de Ferreira.

domingo, 26 de junho de 2011

Coisas de Almada e da Gente Que Viveu e Vive Almada

para ler clique sobre a notícia

Notícia jornalistica do jornal "Voz do Tejo" em 09/06/1956 da inauguração do antigo Café Central, (na Praça da Renovação), de importantes tradições populares e culturais no meio almadense.

Este "Café" feito pelos almadenses e por todas as pessoas que o frequentavam, com a sua grande esplanada que se enchia de gente nas tardes e noites quentes da Primavera e Verão, foi uma referência e identidade de Almada. Foi ponto de encontro de vivências, das mais diversas que possamos imaginar para a época, na vida de uma vila e cidade.

Os empregados que serviam à mesa eram pessoas com alguma qualificação profissional, devidamente vestidos e uniformizados. Era uma questão de qualidade e identidade de serviço que distiguia a casa e os clientes, sem discrimanações de qualquer espécie, desde que quem a frequentava respeitasse o ambiente em que se inseria.

Foi ícone de Almada no século passado até princípios de década de 80.

Hoje o Café Central já não existe. O que lá está no mesmo local - ex-café Central - uma padaria que vende pão, café e "bolos" já não é referência nem identidade para Almada. Nem esplanada digna tem.

O local hoje, pelas incaracterísticas de vivência e identidade está em sintonia com o que a Câmara Municipal de Almada fez, pela negativa, da Praça da Renovação e de Almada - um vazio, uma terra forçosa e naturalmente abandonada pelos almadenses.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Coisas de Almada e de Gente Que Viveu e Vive Almada

Capa do Programa das Festas em Honra de São João Baptista, padroeiro de Almada, que se realizaram em 1970 de 13 a 26 de Junho. Um vasto programa cultural e religioso dirigido ao povo de Almada, à sua população e aos forasteiros que nos visitavam.
Um Programa que honrava Almada, as suas tradições, as suas Escolas, as suas colectividades, os seus clubes, as suas gentes, os seus artistas plásticos, onde actuaram ranchos folclóricos, Checo e Eslovaco. Onde actuaram também as Bandas da Marinha de Guerra Portuguesa, da Força Aérea, da Guarda Nacional Republicana, onde houve uma Noite Cigana e um Cortejo Histórico e Etnográfico "Da Nascente à Foz do Tejo", com 1.000 figurantes, sem conotações políticas, com único fim de recordar e enaltecer as virtudes e realizações das populações que viveram e vivem ao longo do Rio Tejo.
Um programa de fazer inveja aos demagogos que agora dominam a Câmara Municipal de Almada, que nos vêm com realizações " folclóricas" tipo bajulação soviete disfarçada, de homenagem à nomenclatura, como sendo coisas excepcionais que só a sua "superioridade democrática do poder autárquico", soviete, do pós 25 de Abril seja capaz de oferecer ao povo explorado.
Na imagem vemos um cravo, um cravo português vermelho, não é o cravo que os comunistas monopolizaram como símbolo da liberdade deles, mentindo, para matreiramente enganarem e dominarem o povo, arvorando-se defensores de liberdades democráticas (falsas) e o explorarem mais facilmente.

sábado, 11 de junho de 2011

Coisas de Almada e de Gente Que Viveu e Vive Almada


Anúncio do ano 1970 ao Mini (Austin), havia também o Morris, protagonizado por uma (então) jovem almadense que residia na Cova da Piedade e fora aluna do Externato Frei Luís de Sousa.
O Mini foi um carro de sucesso na margem sul do Tejo, principalmente nas décadas de 60 e 70 do século passado, não só por ser uma atracção para os jovens (cujos pais dispunham de orçamento folgado) mas também porque pagava só 10$00 ( dez escudos) de portagem na Ponte Salazar ( a ponte sobre o Rio Tejo) em cada sentido da viagem, enquanto os carros maiores pagavam 20$00 (vinte escudos).
Quando um litro de gasolina custava pouco mais do que 5$00, a diferença de custo na portagem - em relação a um carro maior - para quem tinha um Mini e o utilizava diariamente na travessia da ponte, fazia uma diferença notável a ter em consideração no orçamento mensal das despesas.
O Mini era um carro muito simples na versão sem extras, de quatro lugares, duas portas e um pequeno porta-bagagem.
Ainda se vêem alguns modelos antigos dos Minis, em circulação...relíquias de uma época!
O agente dos Minis Austin no concelho de Almada, era também agente do "Gazcidla" - gás butano em botija (designada vulgarmente por "garrafa de gás") para uso doméstico.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Coisas de Almada e de Gente Que Viveu e Vive Almada

Em 1969, a oposição democrática promovia vários espectáculos e manifestações culturais cujo objectivo era mobilizar os cidadãos a participarem no acto eleitoral que se avizinhava para a Assembleia Nacional - as eleições legislativas de 26 de Outubro de 1969 - votando na oposição, a CDE (Comissão Democrática Eleitoral).
Este foi um entre outros acontecimentos "políticos" levados a efeito no concelho de Almada para juntar pessoas e fazer passar "a mensagem".
O Dr. José Malheiro da Silva, médico estomatologista residente no Laranjeiro, como oposicionista teve um papel fundamental no concelho de Almada neste período eleitoral em que o regime então vigente permitia uma abertura política. Estava-se em pleno período marcelista.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Coisas de Almada e de Gente Que Viveu e Vive Almada

para ler clik sobre a imagem
Sob o tema "A Escola e a Cultura", em 1968 já se fazia em Almada a Semana Cultural Comemorativa da Abertura do Ano Lectivo, englobando o Seminário de S. Paulo (Almada), a Escola Industrial e Comercial Emídio Navarro, a Escola Preparatória para o Ensino Secundário D. António da Costa, a Secção do Liceu D. João de Castro e o Externato Frei Luís de Sousa, com um rico Programa em que participavam pessoas importantes ligadas à Cultura no panorama nacional e que marcaram a formação de muitos jovens, seus alunos, ao longo dos anos.
De entre os participantes, citamos o Prof. Francisco d´Orey que dirigiu o Orfeão Universitário de Lisboa entre 1966 e 1968 e que antes fora Professor de Música no Externato Frei Luís de Sousa, onde também dirigiu o Orfeão do "Frei".
O evento teve o patrocínio do Exmo Senhor Presidente da Câmara Municipal de Almada.