quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Coisas de Almada e da Gente Que Viveu e Vive Almada

Um passado recente e longínquo da principal praça pública de Almada, a ex-Praça da Renovação, criada na segunda metade do século passado, em imagem deste século na foto, quando Almada ainda tinha vestígios de cidade e possuía alguma actividade comercial e vida pública, liquidadas depois definitivamente, quando os autarcas a resgaram para introduzir no meio das suas principais avenidas uma dupla via férrea por onde se arrasta um comboio denominado MST, que diziam ser o Futuro.
Esse Futuro revelou ser um desastre ambiental para a cidade e para as pessoas.
Foi a desertificação e a morte de Almada.
Até almadenses dela fugiram por já não reconhecerem a sua terra.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Coisas de Almada e de Gente Que Viveu e Vive Almada

Início da Estrada Nova, depois denominada Av. Alfredo da Silva, que ligava Cacilhas à Cova da Piedade. Cacilhas começava então um pouco antes das instalações dos Estaleiros  H. Parry & Son, vendo-se  precisamente na foto a placa indicadora do início do território denominado Cacilhas (que ainda não era freguesia).
À direita na imagem vê-se um pouco da Fragata D. Fernando II e Glória fundeada no Tejo como navio-escola.

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Coisas de Almada e da Gente Que Viveu e Vive Almada

Costa da Caparica, as Terras da Costa e a parte final da Via Rápida aqui numa imagem dos anos 70 do século XX.
Vemos as Terras da Costa à esquerda e à direita da Via Rápida, então organizadamente cultivadas. De notar que à esquerda ainda não existia o vergonhoso "bairro da lata", que actualmente lá está, erguido por geração espontânea após Abril de 1974, sobre a existência do qual, várias entidades e os autarcas lavam as mãos, como se da sua construção barraco a barraco, existência e crescimento ninguém seja responsável ou possa ser responsabilizado.
Uma originalidade da democracia, da gestão democrática e do socialismo à portuguesa.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Coisas de Almada e de Gente Que Viveu e Vive Almada


A Adega das Andorinhas, propriedade de José Maria Borges, mais conhecido entre os almadenses por Zé das Andorinhas, estava localizada no Largo das Andorinhas, daí a designação, ocupando o edifício da Ermida de S.Sebastião, apelidada pelo povo almadense "igreja das Andorinhas". 
Era, pois, nesta "igreja" que existia a adega ou taberna do Zé das Andorinhas, no termo ou cabo da Vila, para a época um pouco afastada do centro da Vila de Almada, daí o apelo a um passeio.
O anúncio é da primeira metade do Séc. XX. 

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Coisas de Almada e de Gente Que Viveu e Vive Almada

Anúncio de Junho 1970, de conhecidas casas comerciais ao tempo existentes na Rua dos Pescadores, Costa da Caparica.
Já pertencem ao passado, tal como "o formigueiro" das pessoas passeando, para cima e para baixo na Rua dos Pescadores, nas tardes e noites quentes de Verão.
Foi a Costa da Caparica que já não é, porque a destruíram.

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Coisas de Almada e de Gente Que Viveu Almada

O concelho de Almada durante as últimas décadas do séc. XIX e mais de metade do séc. XX foi terra de muitos migrantes de várias regiões de Portugal que vinham à conquista de melhores condições de vida, em parte devido à proximidade da capital. Muitos deles empregaram-se em tarefas árduas, como descarregadores das fragatas que faziam transportes e transbordos no Rio Tejo. A indústria corticeira, as actividades agrícolas, o pequeno comércio, as muitas  actividades marítimas no Tejo, a venda porta-a-porta, a panificação, a actividade naval e o alistamento na Marinha de Guerra, depois da instalação da Base Naval de Lisboa no Alfeite, bem como a reparação e construção naval, mais recentemente na última metade do Séc. XX, foram ancoradouro de muitos portugueses  do  Portugal rural existente para lá das grandes cidades. 
Muitos, neste concelho criaram raízes por cá ficaram e deixaram descendentes. Eles e estes, foram quem muito contribuíram para o crescimento e desenvolvimento do concelho, que agora se encontra num impasse preocupante.
Na imagem, o cartão nos anos 40 do Séc. XX de um trabalhador sócio da Caixa de Previdência do Pessoal da Indústria Corticeira.

sábado, 11 de janeiro de 2014

Coisas de Almada e de Gente Que Viveu Almada

Entrada da casa onde viveu e morreu o poeta Raimundo António de Bulhão Pato, no Largo da Torre, Monte de Caparica - Almada.
A placa sobre a porta foi uma homenagem da Câmara Municipal de Almada em 1948 ao poeta.
No dia 20 de Novembro de 2012, ano centenário da sua morte, foi apresentado no Auditório da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova no Monte  de Caparica, o livro "Bulhão Pato na Outra Banda" da autoria de Alexandre Magno Flores.

domingo, 5 de janeiro de 2014

Gente de Almada, Gente Que Viveu Almada

Foto, possivelmente com cerca de 72 anos, de um grupo de democratas almadenses, que marcaram a vida política e social almadense muitos anos, durante o Governo do Dr. Oliveira Salazar.
Da esquerda para a direita temos, sentados:  Manuel Avelar- um dos irmãos Avelar;  ( ? ) - um amigo do Dr. Henrique Barbeitos; o médico Dr.Henrique Barbeitos; Dr. José Carlos Pinto Gonçalves - advogado (filho de José Pinto Gonçalves); Horácio Coelho, dono de uma "Fábrica" de Cortiça na Cova da Piedade - irmão do maestro da Incrível Almadense Joaquim Coelho (Fevereiro 1941- Julho 1946).
De pé e pela mesma ordem: Américo Carvalho Santos ?; Felizardo Sanches Artur - jornalista, director de "o almadense", "Notícias de Almada", "A Margem Sul"  e depois dono da Casa Artur com representação da Lusalite; Dr. Viriato Gomes - advogado Chefe da Secretaria do Tribunal de Almada;  ( ? ) ; um irmão do Miguel Cantinho Lopes; Mário Fernandes.

domingo, 22 de dezembro de 2013

Coisas de Almada e de Gente Que Viveu e Vive Almada

Cerimónia do hastear a bandeira, quando da inauguração do Externato Frei Luís de Sousa em 2 de Dezembro de 1956.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Coisas de Almada e de Gente Que Viveu e Vive Almada

Cartaz da autoria do Pintor almadense Louro Artur, alusivo à I Exposição de Poesia Ilustrada realizada no antigo  Dragão Vermelho - Café e Pastelaria - em Almada de 17 a 27 de Janeiro de 1960.

sábado, 23 de novembro de 2013

Gente de Almada, Gente Que Viveu e Vive Almada

Tem 50 anos esta fotografia parcial da Turma do 6º Ano do Externato Frei Luís de Sousa - ano lectivo 1963-1964 - com o Professor de Biologia Dr. Marcelino António Orrico Horta.
Estão na foto 16 dos 27 alunos da turma, que eram (pelo número de turma): Álvaro Gonzalez Baptista;  Carlos Fonseca Martins; Eduardo Lima Valente de Almeida; Eurico António da Conceição Marques; Gracelina Martins dos Santos; Hermenegildo Ascenso Lopes; José Carlos Gouveia Pereira; José Domingos Mendonça de Sousa; José Júlio Leitão Dinis; Luísa Emília P. Almeida Botas; Luís Fernando Pereira Medeiros; Luís Filipe Marques Pereira dos Santos; Luís Martinho Alves Pacheco; Manuel Henrique Patrício Coelho; Maria João Moreira de Lemos Correia; Maria de Lourdes Rosa Poeira; Maria Luísa Ataíde Sagreira; Maria Madalena Mira Brás; Maria Teresa Matos Ferreira de Paiva; Raúl Agostinho Monteiro da Silva Santos; Rui Olavo Claro Nunes da Mota; Victor Jorge Marques Rosa y Alberty; Victor Santos Neves; Eduardo Dias Costa; António Alberto Rodrigues Vidinha; Adriano Sérgio António Maria Bragança Van Uden; José Zuzarte de Mendonça.

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Coisas de Almada e de Gente Que Viveu e Vive Almada

Cacilhas em mais uma foto - onde se destacam os guindastes - de Setembro de 1979 ainda nos seus tempos dos estaleiros da Lisnave e da H. Parry & Son,, Lda (já na posse do Grupo C.U.F.) com a indústria naval e metalomecânica a garantir empregos, estabilidade económica e bom nível de vida  a muitas famílias desta margem sul e não só.

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Coisas de Almada e de Gente Que Viveu e Vive Almada

Os três primeiros edifícios à direita neste postal antigo, são sobejamente conhecidos de muito boa gente que vive actualmente Almada e de outra que se diz interessar pela "nossa terra", que não é a sua.
O que é desagradável é como a democracia e as amplas liberdades democráticas nas mãos de supostos  autarcas ditos democratas e, responsáveis "cidadãos exemplares",  só por serem ou se dizerem do suposto partido dos trabalhadores, do povo e dos explorados, permitiram se apossarem dos edifícios  - património particular e agora dito do povo, depois da usurpação - para os deixarem degradar até à derrocada presente de um deles.
São os maléficos custos de uma democracia em mãos erradas, para prejuízo dos cidadãos.
Contra a prepotência e escandalosa violência  no abuso do poder para fins eleitoralistas, seja de direita ou de esquerda, não há suposto associativismo cívico que prevaleça ou nos valha.

sábado, 2 de novembro de 2013

Coisas de Almada e de Gente Que Viveu e Vive Almada

Na noite de 8 de Junho de 1967, o Coro da Academia de Amadores de Música, dirigido por Fernando Lopes Graça, apresentou-se na Academia de Instrução e Recreio Familiar Almadense  num espectáculo onde interpretou dezoito canções regionais portuguesas harmonizadas pelo maestro, dez na primeira parte e oito na terceira parte. Na segunda parte Maria Barroso disse seis poemas de Poetas Portugueses.
A lotação da Academia (sala antiga) esgotou nessa noite.
Na imagem está o programa bem como a capa e contra-capa. 

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Coisas de Almada e da Gente Que Viveu e Vive Almada

Programa da Festa do Corpo de Bombeiros da Associação dos Bombeiros Voluntários de Cacilhas, realizada no dia 1 de Novembro de 1977 por ocasião do "baptismo de duas novas ambulâncias e entrega ao serviço das três viaturas recuperadas".
Integrada na Festa, à tarde pelas 15 horas, realizou-se a Procissão da Padroeira de Cacilhas, Senhora do Bom Sucesso.
Em cima temos por ordem, a capa do Programa, as páginas 1, 4, 2 e 3. 

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Coisas de Almada e de Gente Que Viveu e Vive Almada

O colorido das típicas e populares casas de madeira das praias da Costa da Caparica antes do miserável e triste Polis, aqui na zona urbana com as torres Europa atrás.
Estávamos em 1977.

sábado, 19 de outubro de 2013

Coisas de Almada e de Gente Que Viveu Almada

Programa de uma festa organizada em 25 de Novembro de 1922 pelo Ginásio Club do Sul - Cacilhas - para angariação de fundos para melhoramentos no Ginásio, na qual participou o Grupo Dramático de Oeiras.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Gente de Almada, Gente Que Viveu Almada

O Senhor Cardeal Patriarca de Lisboa, D. Manuel Gonçalves Cerejeira, chega ao Externato Frei Luís de Sousa em 2 de Dezembro de 1956 para a sessão solene de inauguração deste estabelecimento de ensino, então propriedade do Patriarcado de Lisboa.
É recebido pelo Director do Externato, à sua direita na foto, o Padre João Cabeçadas.

Em fundo na foto pode ver-se um autocarro da  empresa de transportes Piedense, parado na paragem que existia naquele passeio da Praça da Renovação. Vemos igualmente em fundo a Rua Fernão Lopes que partia desta praça em direcção ao Largo Comandante Sá Linhares, onde existia o jardim público com o mesmo nome e o antigo Tribunal Judicial de Almada.
O Comandante Sá Linhares havia sido Presidente da Câmara Municipal de Almada anterior ao Dr. Aquiles Monteverde.

sábado, 5 de outubro de 2013

Coisas de Almada e da Gente Que Viveu e Vive Almada

Duas das actuais três Torres Europa, então em construção na Costa da Caparica. Ainda não havia o destruidor programa Polis, fruto da desencantada democracia, que amesquinhou esta bela praia de Portugal, uma das 10 melhores praias urbanas do Mundo, fruto da natureza, que os autarcas auto-intitulados democratas, nunca souberam preservar e defender, para bem da Costa da Caparica, do concelho de Almada e do País.
Vêem-se na foto algumas das típicas casas de veraneio em madeira, que à época integravam e ornamentavam a faixa litorânea entre as dunas e o areal/mar.
Ainda era a Costa da Caparica com multidões de gente e algum turismo de qualidade.

sábado, 21 de setembro de 2013

Coisas de Almada e de Gente Que Viveu e Vive Almada

Cacilhas, o Largo Costa Pinto no ano de 1979, quando Cacilhas era ainda um grande porto fluvial, lugar de passagem, de encontro, de embarque e desembarque e porta de entrada para Sul de quem vinha de Lisboa, como também  de entrada para Lisboa, margem norte, para quem vinha do Sul.
De Cacilhas partiam carreiras de autocarros das empresas (antes da nacionalização) João Cândido Belo - Setúbal e Sul -, Covas e Filhos - Sesimbra -, Empresa de Viação Algarve (EVA) - Algarve -, Beira Rio - Cova da Piedade e Seixal - e, Piedense - Almada, Trafaria e Costa da Caparica (a Praia do Sol).
Era a grande Cacilhas com suas gentes locais e as gentes de passagem.
Era ainda a grande Cacilhas, com Ginjal e seus afamados restaurantes e marisqueiras que atraíam gente da capital.
Ainda se via alguma dignidade em Cacilhas e Ginjal. Hoje há muitas ruínas por aqui, após ditos e demagogos 39 anos de poder local "democrático", que levaram muitos cidadãos a discernir que foram enganados por oportunistas de ocasião, auto intitulados de democratas.
Hoje Cacilhas nem é uma sombra do seu glorioso passado. É uma triste penumbra.
A pseudo-democracia associada à partidarite e falta de visão de intitulados donos da democracia destruíram -na, porque nunca souberam gerir o espaço público, nem souberam respeitar o exercício da cidadania e a  opinião dos munícipes.

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Coisas de Almada e da Gente Que Viveu e Vive Almada

No local onde esta loja de electrodomésticos  dos anos 50 e 60 do século passado esteve aberta, funciona actualmente a agência de uma seguradora.
Era então o primeiro prédio da antiga Avenida D.Nuno Álvares Pereira, recentemente destruída com a implantação de uma via férrea, que muitos problemas trouxe a Almada.

sábado, 14 de setembro de 2013

Coisas de Almada e da Gente Que Viveu e Vive Almada

Aspecto do prédio onde esteve instalada a agência do antigo Banco Pinto & Sotto Mayor em Almada, Av. D.Afonso Henriques/Praça de Gil Vicente, nos anos 50/60 do séc. XX.
Actualmente este prédio tem outro aspecto exterior no piso térreo e as instalações daquele banco deram lugar à agência de outro banco comercial.

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Coisas de Almada e da Gente Que Viveu e Vive Almada

Anúncio nos anos 50 da casa do fotógrafo Paixão, - na Rua Bernardo Francisco da Costa, quase em frente à antiga Sapataria Madeira - como era conhecida no meio almadense nesse tempo.
Juntamente com a Fotal (Fotalmada) do Faustino, na Praça do Comércio, foram à época talvez as mais conhecidas e importantes "casas de fotografia" de Almada.
A "a. paixão Estúdio" já fechou há alguns bons anos. A Fotalmada ainda se mantém aberta, embora com outra gerência.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Gente de Almada, Gente Que Viveu Almada

Manuel Alves Pereira, o Manuel Pereira para os amigos, deixou Almada e os amigos. Faleceu com 90 anos no passado dia 23 de Agosto. Não era natural de Almada, mas era um grande e sentido Almadense. Residia na Cova da Piedade.
O Sr. Manuel Pereira viveu e vivia Almada intensamente. Nasceu na freguesia de Lanheses, concelho de Viana do Castelo a 3 de Fevereiro de 1923. Aos dez anos veio viver para Almada e aqui construiu a sua vida e granjeou a simpatia e amizade das pessoas com quem contactava quer nos locais de trabalho, quer nas relações sociocomunitárias. Era um grande conhecedor da vida e vivências dos almadenses. Tinha uma memória viva, espontânea  e apurada de factos, ocorrências, pessoas, estórias e de muitas famílias de Almada por conhecimento pessoal.
O Sr. Manuel Pereira em conversas sobre a "sua Almada", surpreendia muitas vezes quem o conhecia e sobretudo quem o ouvia pela primeira vez  nas suas narrativas da vida almadense ou vivências profissionais, como tivemos oportunidade de observar.
Apesar dos seus 90 anos, com vida independente e ainda ágil na sua mobilidade, era um "jovem", fluente na conversação, causando alguma surpresa a quem desconhecia  sua avançada idade.
Trabalhou em Almada  na Companhia Portuguesa de Pesca, na Parry & Son  e no Arsenal do Alfeite.
Emigrou para a Holanda  na década de sessenta onde trabalhou na Indústria Naval. A sua paixão profissional era as máquinas e maquinismos a que se dedicou com empenho e espírito empreendedor que o levaram a ser um inventor. Em resultado desta sua dedicação à criatividade pessoal profissional, tem alguns registos e patentes.
O Sr. Manuel Pereira foi músico e dirigente na Academia Almadense, onde integrou também o coro. Quando regressou da Holanda e volta a Almada, dedicou-se a serviço comunitário colaborando em várias escolas primárias sensibilizando crianças sobre normas de trânsito e circulação pedonal.
Manuel Alves Pereira realizou aos 90 anos um sonho da sua vida: publicou com o apoio da Junta de Freguesia da Cova da Piedade o livro "Algumas Memórias de Almada e de Outros Lugares", apresentado  no dia 3 de Agosto de 2013 no Clube Recreativo Piedense.
Quem  conheceu, viveu e vive Almada ainda a partir dos anos 30, encontra neste pequeno e simples livro do Manuel Pereira - um pequeno manual de vivências, referências a colectividades, locais, factos, ocorrências, famílias e pessoas que marcaram, são parte da história e da vida comunitária, fizeram e são património de Almada.
Particularmente significativas no livro, as "Recordações da Rua Direita em Almada" - Rua Capitão Leitão - com referências a pessoas que aí viviam ou tinham a sua actividade: João da Sola, o barbeiro José Pratas, o Zé da Macaca, o Artur barbeiro, o Joãozinho da Capelista, o João das Máquinas, o Zé Menino, Joaquim dos Panos e o Roldão, entre outros.
Manuel Alves Pereira era membro da SCALA - Sociedade Cultural de Artes e Letras de Almada.
Quem o conhecia e com ele conviveu, sentiu a perda de um amigo.
 
Fica a homenagem a um cidadão almadense com 90 anos, que vivia a vida e a sua idade com  alegria de viver.

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Coisas de Almada e de Gente Que Viveu e Vive Almada


Mais uma imagem de Maio 1979, junto ao antigo supermercado Pão de Açúcar, então localizado na Quinta do Galo, Cova Piedade.
O pequeno trecho de piso no canto inferior à direita na foto é da Rua Conceição Sameiro Antunes.
Note-se as construções de habitações antigas que havia nas proximidades.
A foto refere-se a uma intervenção da Guarda Nacional Republicana, com cães e cavalos, realizada num sábado à tarde neste estabelecimento comercial, para proteger dos piquetes de sindicalistas os trabalhadores que decidiram trabalhar nos sábados de tarde.
Veja-se na foto à direita cavalos da GNR  a pastarem na erva, com os guardas junto deles e também a rede de protecção a um depósito de gás canalizado que abastecia os prédios locais, existentes para a direita da fotografia.
Um pormenor na foto: no poste do candeeiro de iluminação está escrito "PATO". Octávio Pato do PCP havia sido candidato às Presidenciais em 1976, vencidas por Ramalho Eanes.

sábado, 24 de agosto de 2013

Coisas de Almada e de Gente Que Viveu e Vive Almada


Paredão da praia da Costa da Caparica nos anos 70, fora da época balnear, com as "Torres Europa" à esquerda em construção. À  direita na imagem o suporte metálico da "Bola Nívea", referência para orientação na zona e "ponto de encontro" nos dias de praia.
Em plano anterior às "Torres Europa" a construção de madeira próximo das embarcações, será o antigo banheiro "Bexiga"?

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Coisas de Almada e de Gente Que Viveu Almada

Postal escrito pelo escritor almadense Romeu Correia ao seu amigo de sempre Jaime Couceiro Feio, com a notícia do matutino portuense "O Primeiro de Janeiro" a propósito da encenação  da farsa "O Vagabundo das Mãos de Ouro" pelo Teatro Experimental do Porto, a estrear nessa noite dia 31 de Julho de 1962 na cidade do Porto, onde o autor se encontrava para assistir à estreia.

domingo, 4 de agosto de 2013

Coisas de Almada e de Gente Que Viveu Almada

Anúncio de uma Corrida de Touros na Praça de S. Paulo. Localizava-se onde existiu a antiga Escola Primária Feminina de Almada (Escola do Campo - Campo de S. Paulo), escola esta, mandada destruir recentemente pela Câmara Municipal de Almada depois de a deixar degradar e utilizar o terreno circundante - o recreio dos alunos - para outros fins que não educativos.
A Praça de S. Paulo foi inaugurada em 1843 com bancadas e camarotes de madeira, tinha capacidade para cerca de 500 pessoas. As touradas mais importantes que nela ocorriam eram nas festas anuais em honra de S. João Baptista,  que à data atraiam a Almada muitos forasteiros.
Em 1904 sofreu um incêndio, sendo reconstruída pouco depois, mas já não conseguiu atrair com fulgor as pessoas para este espectáculo. Entrou em decadência tendo sido demolida nos anos 30 do século XX.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Coisas de Almada e de Gente Que Viveu Almada

Factura/Venda a Dinheiro de 1948 ( a pouco menos de 65 anos ) do então muito conhecido alfaiate da Cova da Piedade, Sebastião Costa (como as pessoas o conheciam).
Para lá da alfaiataria, teve posteriormente na Rua Dr. Oliveira Salazar, frente à então Cooperativa Piedense uma loja de venda de lãs - Lãs Labeth - ( denominação vinculada ao nome de sua filha Elizabeth ).

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Coisas de Almada e de Gente Que Viveu e Vive Almada

Quando a Costa da Caparica era ainda praia na segunda metade do Séc. XX. Depois veio o Polis e tudo descaracterizou e destruiu.
Actualmente  este local é caracterizado por um equívoco de progresso protagonizado pela Câmara Municipal de Almada e Governo, associados  a partidos políticos desta dissimulada democracia para onde os portugueses foram arrastados.
Na foto vemos em primeiro plano o telhado do restaurante "Carolina do Aires". No areal temos o terminal do antigo Transpraia que o Polis desvalorizou e destruiu, o banheiro Paraíso (construção azul ao centro) e à esquerda deste o restaurante "Tricana". À entrada do areal estão as passadeiras que levavam aos estabelecimentos de banhos Tarquínio e Paraíso.
 
Como nota significativa nesta imagem, o areal ainda não estava decorado inteligentemente pelo ecológico  "negócio" dos barrotes de madeira.
É reconfortante rever a Costa da Caparica antes de ser vandalizada democraticamente por dissimulados democratas, "antifascistas", progressistas e oportunistas.