quarta-feira, 13 de abril de 2016

Coisas de Almada e da Gente Que Viveu e Vive Almada

Quando a frente urbana de praias da Costa da Caparica era colorida, natural e não tinha uma paisagem monótona clonada de contentores.
Era a praia das pessoas onde a unicidade de construção não poluía a paisagem nem a mente.
Estávamos  em 1977, quando ainda muitos cidadãos acreditavam em algumas virtudes vendidas por  subinteligências .

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Coisas de Almada e de Gente Que Viveu e Vive Almada


Não deixa de ser uma curiosidade intrigante a diferença entre as fotografias feitas em 1978 à esquerda e 2016 à direita. O local é o mesmo , nº da porta é o mesmo, a entrada do Pátio do Prior  está lá, mas algumas coisas mudaram. Isto é, há coisas que não são as mesmas. A côr da porta é o menos importante, a beneficiação em  torno dos azulejos também não é importante, os cabos de energia eléctrica ou de outra coisa qualquer também não.
O que sobressai é que os azulejos não são os mesmos!
Quem foi o (a) interessado (a) ou zelador (a) pelo património que tomou a decisão de fazer substituir o original por uma má réplica/cópia?
Onde foi parar o original?
Não deixa de ser intrigante como em plena (?) democracia haja quem cuide assim do que é de todos, quando havia muitos anos que aqueles lá estavam.
Terá sido porque os ladrões aumentaram com a democracia? e então ..há que guardar o que  antes nunca tinha sido roubado? Que democracia?
Disseram-nos que após 25 de Abril de 1974 alguém ou um poder democrático de Abril quis tirar de lá os azulejos sem dar cavaco ao proprietário do imóvel. Este avisado fez esse alguém/poder democrático voltar atrás e repor o conjunto que não lhe pertencia? Foi assim? O remate de corte em torno parece sugerir isso.
Não afirmo nada. Digo parece, questiono, faço perguntas, mas isto passa despercebido a muita gente, não existisse/tenhamos visto esta foto de 1978 divulgada agora.
Com as duas fotos lado a lado, 1978-2016, é possível que as diferenças encontradas sejam mais do que sete.
No século passado o vespertino Diário Popular publicava um passatempo com dois desenhos que pareciam iguais, para os leitores descobrirem as sete diferenças entre eles.
Aqui, não há sete, parece ser mais. Será?
Quais terão sido as motivações?

domingo, 3 de abril de 2016

Coisas de Almada e da Gente Que Viveu e Vive Almada

Entrada do Pátio do Prior do Crato, o Pátio da Boca do Vento como foi e é conhecido este local pelos naturais de Almada mais idosos, em fotografia de 1978.

segunda-feira, 28 de março de 2016

Coisas de Almada e da Gente Que Viveu e Vive Almada

Na Costa da Caparica o estabelecimento de banhos Paraíso, na versão pouco tempo antes das obras do famoso, polémico e inteligente programa Polis.

terça-feira, 22 de março de 2016

Coisas de Almada e de Gente Que Viveu e Vive Almada

 
 
No final dos anos 60 a Cervejaria Crisógono, na Cova da Piedade, foi ponto de encontro e referência de muita gente do concelho de Almada para refeições e convívio pela noite dentro, a pretexto de beber umas imperiais a acompanhar bitoques, cachorros, pregos, um bife ou mariscos.
Dispunha de um salão no primeiro andar, o salão de banquetes e casamentos, onde em datas carnavalescas ou de fim de ano, eram por vezes organizados bailes e festas por convites entre clientes e amigos.
Encerrou posteriormente a 1974 para dar lugar a uma agência bancária ( União de Bancos ? ) e depois passou a sediar os rituais de uma igreja.
Este anúncio é dos últimos anos da década de 60.

domingo, 20 de março de 2016

Gente de Almada Gente Que Viveu Almada

 
Orlando Avelar faleceu ontem com 94 anos. Seu corpo encontra-se na Igreja de Almada e o funeral realiza-se amanhã pelas 10.00 h.
Orlando Avelar  nasceu em Almada no dia 26 de Julho de 1921. Nesta sua terra foi um distinto desportista no atletismo e no andebol. Foi ainda treinador de andebol no Ginásio Clube do Sul e no Clube Desportivo da Cova da Piedade. Também praticou natação e basquetebol.
No atletismo representou o União Sport Clube Almadense e o Sporting Clube de Portugal. Foi um dos iniciadores da prática de andebol em Almada, representando o Almada Atlético Clube, tendo representado a selecção de andebol de Lisboa e vestido duas vezes a camisola da selecção nacional de andebol em jogos com a Espanha e a Suíça.
Depois de deixar a actividade desportiva, em Novembro de 1957 emigrou para os Estados Unidos da América do Norte, onde foi funcionário da Embaixada de Portugal em Washington. Aqui e com amigos fundou o Clube Português de Washington.
Orlando Avelar era um cidadão de excelentes e naturais qualidades pessoais, admirado e respeitado por todos os que com ele conviviam quer quando praticou desporto, quer nas relações sociais ao longo da sua vida, cultivando sempre e naturalmente a moderação e a modéstia.

sábado, 19 de março de 2016

Coisas de Almada e de Gente Que Viveu e Vive Almada

Rua D. José de Mascarenhas, a rua do "velho" Hospital de Almada na primeira metade do Séc. xx. À esquerda as três primeiras janelas com grades são do edifício dos actuais Paços do Concelho. Neste edifício funcionou o Tribunal de Almada, anterior ao edifício que posteriormente foi construído no então denominado Largo Comandante Sá Linhares (actual Largo Gabriel Pedro).
Também no edifício  dos Paços do Concelho, onde funcionou o Tribunal, a prisão de Almada ocupava o rés-do-chão, correspondendo na fotografia ao piso das janelas com grades à esquerda. Os presos penduravam, através das grades com um cordel, latas que se podem observar na fotografia, a pedirem aos passantes uma moedinha.

terça-feira, 15 de março de 2016

Coisas de Almada e Gente Que Viveu e Vive Almada

As famílias de Cacilhas, Feio e Fernandes assistindo do prédio onde residiam à passagem da  tradicional procissão em honra de Nossa Senhora do Bom Sucesso, no dia 1 de Novembro de 1968.
Este edifício já não existe. Situava-se no local do prédio onde posteriormente funcionou uma loja-oficina de venda e montagem de pneus.

sábado, 12 de março de 2016

Coisas de Almada e de Gente Que Viveu e Vive Almada

Passeio pedonal junto à praia na Costa da Caparica pouco antes do assalto Programa Polis, com as instalações do restaurante "Delícias da Praia" ainda a funcionarem, em primeiro plano.
Ao fundo e à direita vê-se as instalações do antigo banheiro Bexiga e mais atrás o edifício do bar  e restaurante Belo Horizonte.
Foi em Março de 2007.

quarta-feira, 2 de março de 2016

Coisas de Almada e de Gente Que Viveu e Vive Almada

Boletim de Voto da Lista A - candidatos a Deputados pelo Círculo Eleitoral de Setúbal - proposta pela  Acção Nacional Popular às eleições legislativas de 1973 que se realizaram no dia 28 de Outubro desse ano. Foram as últimas realizadas durante a vigência da   Constituição de 1933.
Nestas eleições foram eleitos 150 deputados para a Assembleia Nacional, todos da Acção Nacional Popular.  A Oposição Democrática desistiu por considerar que não existiam condições para a realização de eleições livres.

sábado, 27 de fevereiro de 2016

Coisas de Almada e da Gente Que Viveu e Vive Almada

No princípio dos anos 70 era este o aspecto da parte superior do portão da entrada que dava acesso às construções antigas anexas à Capela da Ramalha.
Posteriormente deixaram cair alguns destes azulejos, de vez em quando...

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Coisas de Almada e de Gente Que Viveu e Vive Almada

Modelo de bilhete de identidade de estudante, no ano lectivo 1965-1966, utilizado  pela Empresa de Camionetes Piedense, Lda  (privada) para conceder  um bónus de 50% nas suas carreiras dos dias úteis.
Os estudantes usufruíam do desconto em todas as carreira da empresa e percursos.
Este bónus era concedido a estudantes de qualquer grau de ensino e independente da situação económica.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Coisas de Almada e de Gente Que Viveu e Vive Almada

Almada e Cova da Piedade. Para cá do veículo de carga estacionado é Almada, para lá é Cova da Piedade. A fotografia mostra uma parte da Av. Prof. Egas Moniz. As construções antigas à esquerda de que se vêem os telhados já não existem. Eram edifícios de uma quinta pertencente a António Joaquim, um beirão natural de Sorgaçosa, concelho de Arganil, que nos primeiros anos  do séc. XX migrou para Almada.
A fotografia é de Julho 1977.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Coisas de Almada e de Gente Que Viveu e Vive Almada


Folheto, frente e verso, de uma realização da Comissão Cultural da Academia de Instrução e Recreio Familiar Almadense em Fevereiro de 1968.
No caso, tratava-se de uma mostra fotográfica de Eduardo Gageiro.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Coisas de Almada e de Gente Que Viveu e Vive Almada


Capa e contra-capa do programa do Carnaval de 1965 no Ginásio Clube do Sul.
Na contra-capa  já vem anunciado o dia do "Grandioso Baile da Pinhata", o grande e tradicional baile que se realizava depois do Carnaval. Tempos em que as colectividades de cultura e recreio do concelho de Almada se enchiam de foliões, fulionas e curiosos para festejar e viver os dias e sobretudo as noites carnavalescas.

sábado, 6 de fevereiro de 2016

Coisas de Almada e de Gente Que Viveu e Vive Almada

Loja do Ângelo, aqui lembrada num anúncio dos anos 60. Uma loja de lanifícios, confecções e pronto vestir que foi referência para muita gente na Rua Capitão Leitão, zona de Almada antiga.
Uma loja que ainda está na memória de muitos almadenses que viveram a  Almada que conhecemos com dinamismo comercial e social, onde os almadenses não se sentiam deslocados e estranhos.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Coisas de Almada e da Gente Que Viveu e Vive Almada

Imagem parcial das "Terras da Costa" e de edifícios da Costa da Caparica em Setembro 1979, já com as "torres Europa" erguidas.
Nesta data ainda estas terras não tinham sido "poluídas democraticamente" pelos vergonhosos "bairros residenciais" de barracas, nas barbas dos autarcas e governantes democratas, justos defensores do ambiente e promotores da dignidade das pessoas.  

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Gente de Almada, Gente Que Viveu e Vive Almada

Fotografia de 16 jovens almadenses em 1942, publicada no Memorial comemorativo da inauguração da sede social da Academia de Instrução e Recreio Familiar Almadense.
Gente que na data teria 9-10 anos de idade.
Haverá quem identifique alguém ou se reconheça?

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Coisas de Almada e da Gente Que Viveu e Vive Almada

Uma oportunidade a não perder, dia 27 de Janeiro de 2016 às 16 horas, por quem estiver interessado em conhecer a vida no Ginjal de outrora.
O Ginjal foi interessante local de Almada na margem esquerda do rio Tejo, muito visitado então por lisboetas, pelas suas atracções gastronómicas - bons restaurantes - complementadas com uma vista fabulosa do rio e de Lisboa.
No Ginjal, para trás ficaram também as suas indústrias, apetrechamento de navios e armazéns de exportação de vinhos e derivados, bem como de azeites.

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Coisas de Almada e de Gente Que Viveu e Vive Almada

Ginjal no Outono de 1979, na zona do Ponto Final, vendo-se no morro o miradouro  e acima deste o arvoredo  pertencente à Casa da Cerca.
Na data ainda não havia o elevador "elefante branco".

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Coisas de Almada e da Gente Que Viveu e Vive Almada

Cabeçalho do Boletim "Comunicado nº 11", publicado pela Academia Almadense em 27 de Março de 1958, por ocasião da comemoração dos 63 anos da colectividade.

sábado, 9 de janeiro de 2016

Coisas de Almada e de Gente Que Viveu e Vive Almada

Mostra parcial de papel de embrulho de uma casa comercial - Simões & Figueiredo "Tudo Para Vestir" - que existiu há alguns bons anos (provavelmente década de 50, início de 60  do séc XX), com os números de polícia 4B e 4C na antiga Avenida  D. Afonso Henriques.
O prédio a que corresponde o actual nº 4 não tem quaisquer espaço comercial. Poderá ter sido remodelado ou outra numeração prevalecia à época.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Gente de Almada, Gente Que Viveu Almada

"Mestre Zé" de seu nome José da Silva Pinho, faleceu no dia 30 de Dezembro de 2015 com 90 anos de idade, tendo-se realizado o funeral no dia 31 de Dezembro.
Devido à quadra natalícia/fim de ano e por ausência, seus antigos convivas de café e amigos não tiveram conhecimento da ocorrência.
Desde criança até à idade de reforma, em 1983 por invalidez, a vida de Mestre Zé foi vivida sobre as águas do Tejo.
Era um homem com uma paixão especial pelo rio Tejo e por barcos. Tinha numerosas fotografias e postais de embarcações de diversos tipos: barcos de guerra, paquetes, veleiros, iates, fragatas, faluas, varinos, lanchas, rebocadores, cargueiros, cacilheiros, etc... etc.  
Mestre Zé não se limitava às fotos das embarçações. Era também possuidor de livros sobre as mesmas e de vastos conhecimentos adquiridos, que disponibilizava a quem o abordava sobre a temática.
A publicação cacilhense "O Pharol" no seu nº 26  Ano 10, de Dezembro de 2014 publicou um artigo de homenagem a este simpático cidadão, da autoria de Luís Filipe Bayó Veiga:  "Mestre Zé - Uma Vida sulcando o Tejo entre fragatas, batelões e rebocadores...".
Este blogue dedicou a Mestre Zé um post em 23 de Fevereiro de 2013.
 
A fotografia acima, publicada em "O Pharol", é de Luís Filipe Bayó Veiga

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Coisas de Almada e de Gente Que Viveu e Vive Almada

O edifício mais alto na fotografia é a sede social da Academia de Instrução e Recreio Familiar Almadense na rua Capitão Leitão - o Cine-Teatro - inaugurado em 20 de Setembro de 1942. Os imóveis anexos para aquém deste foram adquiridos pela Academia para posteriormente ampliar as suas instalações, onde actualmente se encontra edificado o seu "cinema novo", inaugurado em 11 de Novembro de 1974.
A Academia Almadense foi fundada em 27 de Março de 1895 numa loja da rua Capitão Leitão.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

Coisas de Almada e da Gente Que Viveu e Vive Almada

Orla  parcial da Costa de Caparica num passado recente, Setembro de 2008, com o Restaurante  " Barbas" ainda em actividade por pouco tempo. À direta na fotografia e antes do "Barbas" vê-se o Snack-bar "Ondeando" com a sua pequena esplanada em funcionamento.
Nesta data já o Polis andava a alterar sem requalificar a frente de praias urbanas da Costa da Caparica.
Hoje vê-se o resultado dessa requalificação fiasco. 

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Coisas de Almada e de Gente Que Viveu e Vive Almada

Exemplar da capa para o programa da Festa de Natal de 1963 do Externato Frei Luís de Sousa, realizada no Salão de Festas da Sociedade Filarmónica Incrível Almadense.
As capas foram impressas na Gráfica Almadense Lda, a partir de uma gravura da autoria da Professora Ilda Maria da disciplina Geometria Descritiva.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Gente de Almada, Gente Que Viveu Almada

Realizou-se hoje para o cemitério de Almada o funeral de Aníbal Cardoso da Silva, "o Viola", que foi um grande desportista na sua juventude, ao serviço do Almada Atlético Clube na modalidade de andebol, quer de 11 quer de 7.
O Aníbal, foi Oficial da Marinha Mercante, era natural de Almada, nasceu a 24 de Janeiro de 1937 e aqui sempre residiu.
"Viola", como muita gente o conhecia e apelidava, foi herdado do pai, o José "Viola", trabalhador da Companhia Portuguesa de Pesca, no Olho de Boi - Almada.

Um abraço Aníbal.


terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Coisas de Almada e da Gente Que Viveu e Vive Almada

 
O coreto existente no Jardim da Cova da Piedade, numa fotografia dos anos 70.
Já se encontrava degradado. Agora depois de quatro décadas de designado poder local democrático a ausência de conservação persiste.
Assim se conserva o património edificado.

sábado, 12 de dezembro de 2015

Coisas de Almada e de Gente Que Vive Almada

A banda da Sociedade Filarmónica Incrível Almadense saiu hoje de manhã à rua para saudar as pessoas. Na Praça da Renovação interpretou canções de Natal e foi alvo da admiração de quem passava.
Na esplanada onde me encontrava, um sócio da Incrível com mais de oitenta anos de idade estava sentado, rodou a cadeira para ficar de frente para ver e ouvir a banda e com emotividade natural dizia: " sou o sócio nº....., toda a minha família era Incrível" e, não conteve as lágrimas. Depois disse: "sempre que vejo a banda da Incrível a tocar, choro".

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Coisas de Gente Que Viveu e Vive Almada

Esta foi a prova nacional da 1ªchamada da disciplina Organização Política e Administrativa da Nação que os alunos do então 7º ano liceal tiveram de fazer nos exames do ano de 1965, e que, como é lógico, os alunos de Almada que frequentavam os liceus ou colégios liceais também fizeram.
O antigo 7º ano liceal corresponde actualmente ao 11º ano.