terça-feira, 13 de março de 2012

Gente de Almada, Gente Que Vive Almada

 FRANCISCO BRONZE
EXPOSIÇÃO INDIVIDUAL 
CASA DA CERCA - ALMADA
Inauguração: 17 de MARÇO de 2012 às 17h 30m
Francisco Bronze nasceu em 1936 em Ferragudo, concelho de Lagoa, Algarve. Reside em Almada há mais de 50 anos. Frequentou aulas de desenho e pintura de modelo nu na Sociedade Nacional de Belas Artes (SNBA), sob orientação do Pintor Domingos Rebêlo. Em 1965 frequentou a secção teórica do Curso de Formação Artística da SNBA. Fez crítica de Arte  na revista "Colóquio" e em vários jornais. Foi membro da Associação Internacional de Críticos de Arte (AICA).
Subsidiado pela Fundação Calouste Gulbenkian fez uma viagem de Estudo a Paris para ver e estudar a obra de Picasso.
Francisco Bronze é sócio  fundador da IMARGEM - Associação de Artistas Plásticos de Almada , tendo integrado por várias vezes os corpos gerentes.
Realizou várias exposições individuais e participou em dezenas de exposições colectivas. Em 1958 - na Sociedade Filarmónica Incrível Almadense -  iniciou a participação em exposições colectivas e em 1960 realizou a sua primeira exposição individual  ( Cooperativa dos Trabalhadores de Portugal).
É o autor do monumento ao Pescador, em Ferragudo.

sexta-feira, 9 de março de 2012

Coisas de Almada e de Gente Que Viveu e Vive Almada



Integrado no Programa das Festas em Honra de S. João Baptista realizou-se em Almada, no dia 21 de Junho de 1970,  o Cortejo de Almada "O TEJO DA NASCENTE  ATÉ À FOZ ".
Trancreve-se  o preâmbulo do folheto/publicação alusiva com 16 páginas, cuja capa se mostra.
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s 22 horas passa nesta vila um desfile de 1.000 figurantes, glorificando o maior Rio da Ibéria, que é uma dádiva de Deus às suas gentes ribeirinhas, através duma bacia hidrográfica de 800 quilómetros, onde se desenvolve o trabalho dos dois Povos Peninsulares para o seu destino de glória.

O percurso tem o seu ponto de partida na Avenida de Nuno Álvares Pereira seguindo pela Praça da Renovação, Avenida de D. Afonso Henriques, reverenciando as entidades oficiais instaladas na Praça de Gil Vicente e seguindo até final pela Avenida de Frederico Ulrich.
A iniciativa teve o patrocínio da Secretaria de Estado de Informação e Turismo, Embaixada de Espanha, Governo Civil de Setúbal, Câmara Municipal de Lisboa, Governo Militar de Lisboa, Fundação Nacional para a Alegria no Trabalho, Junta Distrital de Setúbal, Câmara Municipal de Almada, e a colaboração da Junta Distrital de Castelo Branco, Junta Distrital de Santarém, Câmara Municipal de Santarém, Câmara Municipal de Abrantes,  Câmara Municipal de Nisa, Câmara Municipal de Alcochete, Câmara Municipal de Montijo, Câmara Municipal da Moita, Câmara Municipal de Barreiro, Câmara Municipal de Seixal, Câmara Municipal de Vila Franca de Xira e Junta de Freguesia de Tramagal."
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Era Presidente da Câmara Municipal de Almada o Dr. Serafim de Jesus Silveira Júnior.
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Presentemente é impossível fazer algo de semelhante no mesmo local, porque o actual elenco municipal ao destruir e descaracterizar as anteriores Avenidas onde se realizou o Cortejo "O TEJO DA NASCENTE ATÉ À FOZ" implantando aí uma canal ferroviário, criou uma barreira que dividiu Almada e  as antigas Avenidas ao meio. Almada deixou de ter Avenidas.
Quando muito, hoje, seria possível no mesmo local um mísero  cortejo ferroviário, que nem seria capaz de conseguir a participação e colaboração da Câmara Municipal de Entroncamento.

domingo, 4 de março de 2012

Coisas de Almada e da Gente Que Viveu e Vive Almada

 
Imagem da Costa da Caparica ainda ecológica quando da construção das Torres Europa a crescerem, em fundo na foto, no início da década de 70 do passado séc. XX.
Vê-se à esquerda o primeiro grande bloco de apartamentos construído na frente praia, ao centro "minúsculas" casas de pescadores comparadas com aquele e a tradicional  embarcação de pesca local. À direita o edifício do Restaurante Tricana, no areal.
O Transpraia, que passava frente ao Tricana, também ainda era atracção turística na Praia do Sol, a designação igualmente usada para a praia da Vila da Costa da Caparica
De salientar que naquele tempo não havia inteligências e progressitas defensores do ambiente que mandassem atapetar intensa e irracionalmente,  a areia com madeira ou outro material.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Gente de Almada, Gente Que Viveu Almada

JAIME FEIO
Centenário do seu Nascimento
1912 - 2012
HOMENAGEM CÍVICA
Um grupo de amigos, com familiares, promovem no próximo dia 3 de Março de 2012, pelas 17h 30m em Cacilhas - de onde era natural - no antigo Quartel dos Bombeiros Voluntários de Cacilhas, uma singela cerimónia de Homenagem Cívica ao ilustre Almadense que foi Jaime Francisco Couceiro Feio de Almeida, nascido em 3 de Março de 1912 e que faleceu em 18 de Maio de 1998.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Gente de Almada, Gente Que Viveu e Vive Almada


Foto do passeio em 1951 (?) do pessoal e amigos da casa José Pinto Gonçalves, Lda - Armazém de Mercearias, Cereais, Legumes, Azeites e Vinhos com sede na antiga Av. D.Afonso Henriques, 15 B  Almada.
A fotografia foi tirada na Anadia junto à casa do Prof. Rodrigues Lapa em visita que o grupo lhe fez, de quem o Dr. José Carlos Pinto Gonçalves, Advogado, filho de José Pinto Gonçalves, era muito amigo.
Recorda-se alguns dos fotografados da esquerda para a direita de cima para baixo: Manuel Lopes; Benedito; ? ; Jaime (filho do Cunha guarda-livros) João Pina; José Leal; Manuel Alexandre; David (filho do Salvador Jesus); ? ;  Marcelino; Joaquim Sarroeiro (condutor da galera); César (Motorista); José Segundo (Cocheiro); Adolfo (Motorista); Henrique Marchante (Henrique da bomba); ? (Ajudante de Motorista;  Edmundo (filho do Amândio); ? ; Amândio; Albino; Ferreira; Cunha; Prof. Rodrigues Lapa; José Durão; Dr. José Carlos Pinto Gonçalves; Salvador Jesus; ? ; Luís Pina; Arnaldo Sanguinho; Carlos Alberto Durão; mestre Amaro Sanguinho; Gouveia; Armando Sanguinho; António Pais; Xico Estevão; António Marques; Cândido (Tanoeiro).

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Coisas de Almada e da Gente Que Viveu e Vive Almada

Vista do Pragal,a partir da Auto-Estrada A2 no final dos anos 60. Muito terreno para desbravar pelo betão e ainda as construções antigas à direita, existentes na zona da Ramalha, próximo dos acessos de Almada à Ponte Salazar.
A meio, na foto, vislumbra-se em opacidade o Monumento a Cristo-Rei.
O movimento na auto-estrada muito mais tranquilo, nada comparável ao actual e dos últimos anos.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Coisas de Almada e de Gente Que Viveu e Vive Almada

A Electro Globo foi uma das principais loja de electrodomésticos dos tempos da "renovação" de Almada nos inícios da segunda metade do século XX, no coração da "cidade nova" em redor da Praça da Renovação.
Após o encerramento, surgiu no mesmo local uma loja da "Tocapiano" também comércio de electrodomésticos, depois uma loja de almoços e petiscos e presentemente o ramo de actividade instalado é  vestuário.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Coisas de Almada e da Gente Que Viveu Almada

A Revista da Armada, (Publicação Oficial da Marinha) no seu nº 459 Ano XLI de Janeiro 2012, em crónica "Vigia da História" da autoria de Com. E. Gomes, divulga a existência em Almada no  Séc. XVIII de um Hospital destinado à Marinha de Guerra Inglesa, referindo depois, princípios do Séc. XIX,  a venda em leilão de material do Hospital da Marinha Britânica, sito no lugar de Cacilhas.
Em Nota desta crónica, o autor refere que já em 1551 existia em Cacilhas um hospital inglês.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Coisas de Almada e de Gente Que Viveu e Vive Almada

Para ler clique sobre o documento
Interior do catálogo do "post" anterior, onde consta o nome dos artistas e exposições participadas anteriormente, cujas obras foram objecto da exposição em Almada, tal como o preçário.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Coisas de Almada e de Gente Que Viveu e Vive Almada


Capa e contracapa do Catálogo  de uma Exposição de Artes Plásticas patrocinada pela Câmara Municipal de Almada, realizada em Almada entre 14 e 26 de Junho de 1970, com trabalhos de Escultura de: Carlos Soares e Luís Filipe e Pintura de: Erick, Henry Mourato, Maria Emília, Martins Lopes e Vitor Ferreira.

domingo, 29 de janeiro de 2012

Coisas de Almada e de Gente Que Viveu e Vive Almada


Costa da Caparica numa vista parcial obtida em 1948, provavelmente do alto do edifício do Hotel Praia do Sol, na Rua dos Pescadores, hotel que ainda existe.
A meio da foto temos a Rua Capitão Ribeiro da Cruz. Alguns dos edifícios  que se observam na foto ainda persistem bem conservados, enquanto outros se encontram infelizmente em estado de abandono e/ou em ruínas.
Na perpendicular do primeiro edifico à direita nesta rua, descortina-se ao fundo a antiga Igreja da Costa da Caparica, que ainda permanece no local. 
É a presente "cidade" Costa da Caparica na década de 40.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Coisas de Almada e da Gente Que Viveu e Vive Almada

Um trecho da antiga Avenida Frederico Ulrich  nos seus primórdios em Almada, com o Rio Tejo ao fundo.
 É visível o grande contraste entre o passeio então existente e a reduzida dimensão a que   ultimamente foi confinado este espaço público destinado a peões.
Esta avenida já não existe. Apesar de ter outro nome e lhe ser aplicado ainda o termo "avenida", aquilo agora, é um mais, um canal ferroviário que uma grande via de circulação de cidade.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Gente de Almada, Gente Que Viveu Almada

José Maria da Silva Parada, autor do Manual Prático  "O Pneu e a Segurança na Estrada" editado em 13 de Junho de 1961 já  referido em tema no blogue, numa das muitas palestras em que participou expondo as suas ideias sobre a mudança de pneus e segurança na condução em estrada.

sábado, 14 de janeiro de 2012

Coisas de Almada e de Gente Que Viveu Almada

Móveis Saul Lopes, foi uma casa comercial que pontificou na vila de Almada durante muitos anos e foi referência na sua área de actividade.
O anúncio aqui divulgado saiu numa edição do Jornal de Almada em Abril de 1977. O número de telefone 2750019 de início era somente o 19 de Almada.

sábado, 31 de dezembro de 2011

Coisas de Almada e da Gente Que Viveu e Vive Almada


Entrada de antigamente na Praia do Sol, isto é na Praia da Costa da Caparica, que em tempos foi designada por Praia do Sol. Até os autocarros da "Piedense" ostentavam a designação "Praia do Sol" na frente dos mesmos para identificar a carreira para a Costa da Caparica.
Na imagem vemos as entradas de praia, através das passadeiras de madeira, que davam acesso aos estabelecimentos de banhos (os banheiros) mais centrais. 
À esquerda, na fotografia, temos a entrada do "TARQUÍNIO" - Antigo Banheiro Idóneo O Mais Central - e à direita "EVANDRO" - O Mais Antigo Banheiro Desta Praia -.
Para a esquerda do Tarquínio, portanto para Sul tinhamos por ordem, os banheiros "PARAÍSO", DRAGÃO VERMELHO", "BEXIGA" e "PRAIA NOVA".
Para a direita (Norte) do Evandro estavam "PRIMOROSO", "ESTRELA DO MAR", "ESTRELA DO NORTE" e "VITÓRIA".
Era a Costa da Caparica e sua boa praia. Actualmente o progresso implantado por democratas, com as suas negociatas POLIS, matou esta zona balnear e a localidade.
É o resultado do trabalho de incompetentes e analfabetos políticos, embora oportunistas, à frente do País e da autarquia.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Coisas de Almada e da Gente Que Viveu e Vive Almada

Primeira metade da década de 60 do século XX, construção da Ponte Salazar sobre o Rio Tejo, sendo visível em primeiro plano a intervenção no local correspondente à Praça da Portagem e ao designado "garrafão"(espaço entre as portagens (para quem se dirige a Lisboa) e a entrada no tabuleiro da ponte).
Quando desta foto, o tabuleiro ainda não atingia a margem sul.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Coisas de Almada e de Gente Que Viveu e Vive Almada

O "Canecão", restaurante, cervejaria  e snack-bar na Av. Frederico Ulrich em Almada, nos seus tempos áureos, final dos anos  60 início dos anos 70, quando os estaleiros da Lisnave laboravam na sua pujança.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Gente de Almada, Gente Que Viveu Almada

No Inverno de 1963/64 o mar avançou sobre o litoral da Costa da Caparica e destruindo tudo o que encontrou pela frente, lançou o pânico na população. Banheiros, casas de madeira e outras construções próximas do mar foram destruídas enquanto outras  inundadas ou danificadas.
O Governo tomou medidas, mandando reforçar o dique construído e esporões, o paredão ainda existente, para defesa da povoação e da população.
O Ministro das Obras Públicas EngºArantes e Oliveira deslocou-se à Costa da Caparica para observar  a progressão dos trabalhos e contactar com a população e lesados.
Na imagem temos o Ministro a conversar com  os donos do  Restaurante "Carolina do Aires" (José Aires Ferreira e a mulher Carolina), que  a forte e violenta ondulação destruíu.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Coisas de Almada e da Gente Que Viveu e Vive Almada

Anúncio na imprensa escrita em 1970, da Cooperativa Agrícola dos Produtores de Leite dos Concelhos de Almada e Seixal - CAPLAS - cuja loja principal de venda ao público  na vila de Almada, ficava junto ao Tribunal  Judicial na Avenida D. João I. Para quem se dirigia da Rua Fernão Lopes para  aquela avenida, a loja ficava no primeiro prédio à direita (prédio de gaveto).
Nos cafés e leitarias de Almada também se vendia leite engarrafado "leite CAPLAS".
Tempos em que o concelho de Almada ainda tinha explorações agrícolas não só dentro das freguesias de Almada e Cova da Piedade como também para lá do termo destas freguesias.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Coisas de Almada e de Gente Que Viveu e Vive Almada


Um aspecto parcial da Feira Popular em honra de S. João Baptista realizada em Almada nos meses de Junho no final dos anos 50 e nos anos 60.
O local era nos terrenos junto à Praça da Renovação ao longo e para sul da então Avenida D. Nuno Álvares Pereira.
 O terreno em causa esteve alugado ou subalugado durante algum tempo para parque de estacionamento, durante a manhã, das carroças que vinham vender ou descarregar produtos hortícolas ao Mercado de Almada.Quem explorava o parqueamento era o cidadão almadense Manuel Ribeiro.
A foto mostra a entrada da Feira, parte do seu interior e as barracas montadas exteriormente, alinhadas ao longo da citada avenida.Estas tinham por objecto do negócio essencialmente artigos de loiça regional e artesanato. 
Geralmente à entrada ficavam algumas barracas de comidas e farturas. Vê-se em primeiro plano à direita o topo de um dos antigos candeeiros que iluminavam a Praça da Renovação e o arco alegórico da entrada no recinto.
Na foto vêem-se quatro pontos luminosos do Monumento a Cristo-Rei por cima do telhado de um  dos prédios.
De destacar na foto o movimento de viaturas, sobretudo autocarros e  a multidão de pessoas quer dentro do recinto, quer fora. Um movimento que Almada hoje não tem, nem por sombra, nem sequer no mês de Junho. Este era o panorama que se via e vivia em Almada nos dias de festa durante a noite, nesta zona da vila (nos anos 60 Almada ainda não tinha sido elevada a cidade).
Nos início dos anos 50 a Feira Popular realizava-se nos terrenos onde foi construído o Externato Frei Luís de Sousa.

sábado, 26 de novembro de 2011

Coisas de Almada e da Gente Que Viveu e Vive Almada

Uma imagem com certamente 50 anos ou um pouco mais, da Rua de Olivença, também conhecida pela rua do Mercado, que muitos almadenses sobreviventes não esquecem.
Aqui se abasteciam de combustível muitas viaturas. Com a abertura da estação de serviço de combustíveis da Sacor, na Av. D. Nuno Álvares Pereira, onde hoje está a designada oficina da cultura municipal, este ponto de abastecimento de combustível auto foi depois encerrado. 
A "bomba de gasolina" da Sonap, em frente ao Leão das Chaves, propriedade da  Garagem Renovação "Estação de Serviço", cujo anúncio e entrada vemos na foto. Este local da garagem já passou por ser instalação de alguns serviços, após o inicial. Ali funcionou pelo menos, um Supermercado ("Renovação"), um Banco, uma Farmácia e actualmente uma loja de roupa.
No rés-do-chão do  prédio ainda lá permanecem as antigas lojas: o Leão das Chaves, a Drogaria e a Barbearia que foi do Braizinha.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Coisas de Almada e de Gente Que Viveu e Vive Almada

Anos 60, trabalhos para a construção da Ponte sobre o Rio Tejo a ligar Almada, a partir do Pragal, a Lisboa (Alcântara). Esta ponte, que viria a ser inaugurada a 6 de Agosto de 1966 pelo então Presidente da República Portuguesa, Almirante Américo Tomás, na presença do Presidente do Conselho de Ministros, Dr. António de Oliveira Salazar e do Cardeal Patriarca de Lisboa, Manuel Gonçalves Cerejeira, foi baptizada com o nome Ponte Salazar.
A seguir ao golpe militar de 25 de Abril de 1974, "as forças populares e democráticas", arrancaram aquele nome dos locais onde estava inscrito e  substituíram-no por  Ponte 25 de Abril, designação que se mantém até ao presente, embora a construção e inauguração da ponte tenha sido muito anterior à apelidada "Revolução dos Cravos".

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Coisas de Almada e da Gente Que Viveu e Vive Almada


"Tempo da vida barata " vivido nos idos anos 50 do século passado é a mensagem que nos deixa este anúncio  da "Lanal", uma casa de comércio de roupa, muito conhecida em Almada nesses tempos.
Um fato feito (!) por 180$00 (cento e oitenta escudos), o equivalente a 0,90€ (noventa cêntimos) !
Dá para recordar aquela canção do António Mourão - "Oh tempo volta p´ra trás".
Também já se falava  em mercado, só que o mercado era outro e não fazia mal às populações, como estes mercados de que falam hoje os donos do dinheiro que exploram os povos até ao tutano.

domingo, 13 de novembro de 2011

Coisas de Almada e da Gente Que Viveu e Vive Almada


Anúncio  das Farmácias Central e Nuno Álvares, em publicação do Jornal de Almada, de Maio de 1959,  quando da inauguração do Monumento a Cristo Rei.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Coisas de Almada e de Gente Que Viveu e Vive Almada

Uma imagem de Almada dos anos 60 do Séc XX com um autocarro da "Piedense" misto, (passageiros sentados e de pé), na Praça da Renovação.
Por trás do autocarro vê-se a esplanada da antiga Cervejaria, Café, Snack-bar e Mariscos "A Calhandra", dos irmãos Paixão, no nº 7-A da Praça da Renovação, ponto de encontro de uma certa elite almadense de então, onde pontificava pessoal amante do automobilismo e de outras actividades, como por exemplo letras, artes, viagens espaciais, comerciantes, construtores civis e lazer. Lembramos  José Dionísio Neto, Álvaro Martins (mais conhecido entre o pessoal por "o cavalo", Silvino Vieira Neto, já falecido (conhecido entre os amigos por  o Neto "maluco ", Humberto Queiroz, (falecido) oficial da Marinha Mercante, Jacques "o estripador"- como era conhecido - (falecido), Eurico da Fonseca (falecido), fez a locução na RTP da chegada do 1º homem à Lua, Fausto Lucas Martins, (Governador Civil de Évora  08/06/1978 - 21/02/1980 pelo PS) e muitos outros.
Por cima da cobertura da esplanada, no 1º andar D do prédio nº7 está uma placa do escritório de Augusto Sant´Ana d´Araújo, que se dedicava a negócios imobiliários, almadense que fora ourives emigrado no Rio de Janeiro e escreveu o livro "Adorável Almada".
De notar também as instalações da 1ª agência do Banco Português do Atlântico em Almada, no prédio partilhando a Praça da Renovação e a Av. D. Nuno Álvares Pereira, no local onde hoje está a Portugal Telecom (PT).
Este Banco passou depois para o prédio e local onde se encontra o Millennium-BCP.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Coisas de Almada e de Gente Que Viveu Almada

Capa da Publicação Técnica  sobre o  tema "O Pneu e a Segurança na Estrada" manual prático, editada em 13 de Junho de 1961 (10.000 exemplares) pelo seu autor José Maria da Silva Parada, que viveu em Almada com residência  na Av. Heliodoro Salgado, 5 r/c .
A ilustrar a capa ao volante do "bólide", está o automobilista norte-americano Jim Hurtubise.

sábado, 29 de outubro de 2011

Coisas de Almada e de Gente Que Viveu e Vive Almada

Costa da Caparica, anos 50 do século passado com  passadeiras em madeira  sobre a areia que davam acesso aos banheiros. A passadeira central era provavelmente a que leva os banhistas até ao estabelecimento de banhos "Tarquínio".
Nesta foto vêem-se duas construções ainda existentes: Hotel Praia do Sol e uma vivenda.
Os anúncios comercias ao longo das passadeiras faziam parte do visual de quem entrava na zona do areal e se dirigia para a beira-mar..
De notar a presença de um veículo motorizado - tractor com atrelado - que fazia transporte de banhistas ao longo da areia, evitando estes uma longa caminhada  até chegar à zona dos banheiros/toldos e barracas.
Nesta época ainda não havia o paredão, nem os actuais barrotes (caríssimos) sobre a areia.
Vêem-se na imagem algumas pequenas dunas e sua vegetação natural.
Tudo isto  "o progresso" levou e até afastou as pessoas da Costa da Caparica.

sábado, 22 de outubro de 2011

Gente de Almada, Gente Que Viveu e Vive Almada

O Dr. Marques Açucena, clínico muito conhecido dos almadenses, que viveu e exerceu medicina em Almada onde teve o seu consultório particular na Praça da Renovação (anos 50) e posteriormente no Largo do Mercado (Praça do Comércio), assistindo em consulta pediátrica uma criança, na "Clínica do Povo" na Cova da Piedade em 1975.

domingo, 16 de outubro de 2011

Coisas de Almada e da Gente Que Viveu e Vive Almada

Foto da sala principal do ex-Café Central de Almada com o aspecto que tinha ainda no início da década de 70 e quando da ocupação levada a efeito por jovens estudantes e outros. Depois desta acção os proprietários do Café substituiram as mesas quadradas de madeira e as cadeiras por outras mesas redondas e mais pequenas para dificultar a utilização como mesas de estudo.
Havia três fiadas de mesas de cada lado, sendo que a mais interior, encostada à parede forrada a madeira, era de mesas só com duas cadeiras, enquanto todas as outras tinham quatro.
Esta sala tinha acesso directo pela Av. D.Afonso Henriques. Quem acedia ao Central pela Praça da Renovação, tinha de descer os quatro pequenos degraus visíveis na foto, para aceder à "sala de estudo"
Quem frequentou o Central nesse tempo, lembra-se desta sala e reconhecerá facilmente o balcão onde eram tiradas as bicas/cafés, as mesas que ficavam na parte superior a esta sala, "na varanda", que eram pontos privilegiados de observação e contemplação da "sala de estudo".
Na lateral esquerda desta área das bicas, que ainda se vê um pouco na foto, eram atendidos os clientes que tomavam a bica/café em pé.
Ao fundo vemos ao centro a entrada para a sala de bilhares, que também dava acesso aos matraquilhos na cave, por uma porta à direita na sala de bilhares.
À esquerda (na foto) desta porta  vê-se uma mesa com gavetas usadas pelos empregados, sobre a qual estavam as caixas registadoras onde os empregados faziam os registos dos pedidos e tiravam os talões de controle.
Lembramos alguns empregados de mesa desse tempo  do Central, de uniforme preto - calça e casaco - camisa branca e laço preto: o Esteves, o Zé, o Xico,o Miguel e o Pacheco.
O Estevão era o empregado que tomava conta dos bilhares.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Coisas de Almada e de Gente Que Viveu e Vive Almada

Entrada do Palácio de António José Gomes na Cova da Piedade, tomado pela L.U.A.R. (Liga de União e Acção Revolucionária) com o apoio e "empurrão da população trabalhadora, em 28 de Fevereiro de 1975 pelas 17 horas e 30 minutos, segundo o Século Ilustrado de 15-3-75.
Numa reportagem de Joaquim Gaio lê-se em título e sub-título:
PALÁCIO É A "CLÍNICA DO POVO"- Por iniciativa da L.U.A,R. (Liga de União e Acção Revolucionária) e com o apoio e empurrão do povo, o palácio de António José Gomes, na Cova da Piedade, foi tomado. No desabitado e inútil palácio foi instalada uma clínica comunitária materno-infantil ao serviço  das massas trabalhadoras mais desfavorecidas.

Estas instalações estão hoje entregues pela Câmara Municipal, segundo cremos, a uma colectividade do designado "associativismo popular" almadense da Cova da Piedade, e ao serviço de outras massas trabalhadoras, possivelmente menos desfavorecidas ou mais favorecidas.
Mudaram-se os tempos... mudaram-se as intenções e provavelmente os propósitos e proventos!

Segundo a mesma notícia "O recheio, revelador ainda de uma opulência ali vivida, está devidamente inventariado e guardado em salas fechadas."

Passados 36 anos, uma pergunta se impõe: que foi feito do riquíssimo recheio deste palácio?
Foi levado pelo povo, por alguém do povo, por alguém a coberto do povo ou entregue aos herdeiros?