quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Gente de Almada, Gente Que Viveu Almada

 
Faleceu esta madrugada vítima de doença implacável o almadense Afonso Morgado com 65 anos de idade, amigo e antigo companheiro na Escola Primária  Conde Ferreira de Almada.
Sempre revelando boa disposição, camaradagem  e prazer de conviver com amigos, deixa entre estes um grande pesar ao partir  tão violentamente do seu circulo de amizades.
À mulher, filhos e restante família, sentidas condolências.

Imagem de foto do blog da Associação de Antigos Alunos da Escola Emídio Navarro.

sábado, 19 de janeiro de 2013

Gente de Almada, Gente Que Viveu Almada

O Dr. Marcelino António Orrico Horta, no topo da imagem  à direita, foi professor  de Ciências Naturais - Botânica, Zoologia, Geologia, Mineralogia  - e Biologia no Externato Frei Luís de Sousa.
Pelas suas qualidades pedagógicas,  pessoais e formação humana, grangeou entre os alunos elevada estima e uma consideração muito especial porque mantinha uma relação de proximidade e camaradagem com seus alunos, que por isso mesmo o respeitavam e  recordam com  amizade, não esquecendo o mestre.
O Dr. Marcelino Horta fazia  trabalho de investigação  na Direcção-Geral dos Serviços Florestais e Aquícolas do então Ministério da Agricultura.
De manhã dava aulas no Frei Luís de Sousa e à tarde era investigador na área de Entomologia (estudo dos insectos) na citada Direcção-Geral. Era pois Entomologista.
A foto que apresentamos foi retirada  de http://www.lusosnadiaspora.net, um sítio de Vancouver, cidade do Canadá, para onde o Dr. Marcelino Horta emigrou na segunda metade dos anos 60.
Esta foto é de alunos e professores da Escola Portuguesa de Nossa Senhora de Fátima fundada em 1968, onde o nosso Professor Dr. Marcelino Horta e o  outro Professor na imagem, foram os primeiros professores a leccionarem a língua portuguesa naquela cidade.
Ficámos a saber que o Dr. Marcelino, já com mais de 80 anos, reside em Vancouver.
 
Agradecimentos ao Sr. Belarmino Batista, de Vancouver.

domingo, 13 de janeiro de 2013

Gente de Almada, Gente Que Viveu Almada

 
O Padre João Soares Cabeçadas, foi o primeiro Director do Externato Frei Luís de Sousa, Almada, tendo exercido  estas funções de 1956 a 1959.
Era uma pessoa de vincada personalidade, que não deixou indiferentes os alunos e quem com ele conviveu no Frei Luís de Sousa. Por isso mesmo é muito lembrado entre os alunos do seu tempo.
Sucedeu-lhe no cargo o Cónego António Gonçalves Pedro.
 
O Padre João Cabeçadas nasceu em 28 de Janeiro de 1921. Era também Capelão da Marinha Portuguesa, onde se alistou em 14 de Novembro de 1945.
Integrou a Direcção da Revista da Armada, fundada em 1971, cujo primeiro número foi publicado em 1 de Julho de 1971.
Em Outubro de 1971 foi destacado para o desempenho do cargo de Delegado da Capelania-Mór das Forças Armadas junto do Comando-Chefe de Moçambique.
Foi Capelão-Chefe da Armada, tendo passado à Reserva em 26 de Agosto de 1975 no posto de Capitão-de-Fragata, deixando o serviço activo.
 
No seu tempo de Director, o Externato tinha um Gabinete Médico constituído por dois clínicos, um médico para o sector masculino e uma médica para  o sector feminino.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Coisas de Almada e de Gente Que Viveu e Vive Almada

A Trafaria num postal com alguns anos (segunda metade do séc. XX) do Largo da República, com a Igreja Paroquial de S. Pedro à esquerda, local ainda perfeitamente reconhecível nos tempos actuais.
Apesar de tudo há uma diferença notável. Na data da foto ainda por lá circulavam viaturas e o movimento de pessoas era maior do que actualmente.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Gente de Almada, Gente Que Vive Almada

Fernando Miranda Barão, almadense nascido em Cacilhas, completou 89 anos no passado dia 2 de Janeiro de 2013.
Em Novembro de 1974 o boletim "O Incrível", da Sociedade Filarmónica Incrível Almadense, em seu nº 6, fez ao então associado nº 514 a pergunta "Como vê a Incrível no momento político actual?", de que se reproduz a foto e texto.

domingo, 23 de dezembro de 2012

Coisas de Almada e de Gente Que Viveu e Vive Almada

A 6 de Agosto de 1966 foi inaugurada a Ponte Salazar depois "baptizada" impropriamente, (porque a construção é anterior à data  25 de Abril de 1974) Ponte 25 de Abril.
A cerimónia da inauguração decorreu na Praça das Portagens (naquele tempo  havia duas portagens, uma para cada sentido do tráfego)  na margem sul - Almada - e foi presidida pelo Presidente da República. Estiveram presentes o Doutor Oliveira Salazar, Presidente do Conselho de Ministros e o Cardeal Patriarca de Lisboa, D. Manuel Cerejeira. 
Na imagem, após a cerimónia, a viatura do venerando (como por vezes se dizia) Chefe de Estado, Américo de Deus Rodrigues Tomás, abandona o local dirigindo-se para o tabuleiro da Ponte, de regresso a Lisboa.
Os veículos utilizados, a maioria veículos pesados, na prova/ensaios de carga (ou grande parte deles) que atravessaram a "Ponte sobre o Tejo" uns dias antes da inauguração, fizeram uma passagem pelas avenidas do centro de Almada, antes de regressarem às origens. Foi um dia de grande movimento rodoviário nas avenidas D. Nuno Álvares Pereira, D. Afonso Henriques e Frederico Ulrich, que deixou muita gente surpreendida a ver o "cortejo" passar. Foi como o anunciar  à população de Almada a proximidade da data ou  uma prévia da  "grande festa".

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Gente de Almada, Gente Que Viveu e Vive Almada

Alunos/ex-alunos do Externato Frei Luís de Sousa, Almada, em foto de 1967* por ocasião da  Festa das comemorações do 10º Aniversário deste estabelecimento de ensino.
O 2º elemento a contar da direita é o Rodolfo Gerardo Henriques, falecido em comissão de serviço militar na Guiné a 3 de Março de 1969.
Esta foto foi feita no recreio das alunas. Naqueles anos,  no ensino secundário havia turmas e recreios separados. Só os 6º e 7º anos, o designado 3º ciclo liceal, tinham turmas mistas.

* Esta data foi corrigida. Anteriormente estava aqui citada sendo de 1966, mas encontrado o programa da Festa, verifica-se que deve ter sido em 1967.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Coisas de Almada e de Gente Que Viveu e Vive Almada

Muita gente ainda se lembra do comboio urbano da Costa da Caparica, puxado por um tractor, que fazia passeios turísticos ao fim das tardes e à noite pelas artérias da povoação no Verão (em roteiro definido), uma legenda turística da então agradável povoação.
Na imagem, anterior a 1975, vemos esse comboio com as cores da "Transul", empresa de transportes constituída em 1 de Janeiro de 1968 pela fusão da "Transportes Beira-Rio" de Rodrigo Zagalo e Melo (falecido a 10 de Agosto de 2012 com 87 anos) com sede na Cova da Piedade  e  a "Empresa de Camionetes Piedense",  de José Sousa Silva e Fernando Sobral, com sede na Trafaria.
Este comboio funcionava anteriormente à fusão, com as cores da "Piedense" -  cinza prata e azul - a concessionária dos transportes públicos rodoviários no concelho de Almada para a Costa da Caparica - "Praia do Sol".
No postal, "o comboio" está na Av. da República. À esquerda ficava o "Costa Nova" café e restaurante, à direita o "Papo-Seco", que tinha uma agradável esplanada no início da Rua dos Pescadores (designada então popularmente por "o picadeiro" ou "passerelle") também à direita. Em frente o Largo Comandante Sá Linhares.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Coisas de Almada e de Gente que Viveu e Vive Almada

O Café Central de Almada, o antigo, não o actual, era o café de Portugal que tinha "o único Pasteleiro do País condecorado pelo Chefe de Estado".
Estávamos em 1970 quando foi publicado este anúncio. Naquele tempo muita gente em Almada sabia que "o Central"  tinha no seu staff um excelente pasteleiro chefe, que havia sido condecorado pelo Chefe de Estado.
A pastelaria do então "Central" de Almada era deliciosa e afamada  e os bolos de noiva que saíam das mãos do pasteleiro eram "obras de arte" na pastelaria portuguesa.

sábado, 1 de dezembro de 2012

Coisas de Almada e de Gente Que Viveu e Vive Almada

 
Foto do início da década de 70 onde ficaram registados os primórdios da construção de imóveis na zona  que  veio a ser denominada Avenida Rainha D. Leonor.
À esquerda temos parcialmente o edifício da futura Escola Preparatória D. António da Costa. Em fundo é visível parte dos estaleiros da Lisnave e o Mar da Palha.

PS. Retomo  a operacionalidade do blog.

terça-feira, 17 de julho de 2012

Coisas de Almada

É chegado o tempo em que é comum dizermos "há falta" de tempo.
Muitas vezes  passamos pelo tempo sem o viver e depois dizemos que não temos tempo. Uma desculpa, muitas vezes, esfarrapada.
O tempo é padrão para viver e ser vivido na passagem  de um ser vivo por este planeta. Para fazermos ou vivermos o que deveriamos fazer e viver, uma vez inseridos num colectivo a partilhar harmoniosamente com os restantes elementos.
"A falta" de tempo leva a que este blog encerre suas actividades por tempo indeterminado - "sine die".
O futuro o dirá, já que o presente é sempre vivido e construído por um passado que o habita e por um futuro que antecipa.
Material para o blog não faltou, nem falta. Visitantes também foram frequentes.
Daí um nosso agradecimento a todos quantos por aqui passaram e aos amigos que nos forneceram abundante material e informação para postagens.
A estes amigos pedimos desculpa por não termos divulgado  tudo o que nos forneceram ou disponibilizaram, sem qualquer contrapartida, a não ser a sã amizade que sempre partilhámos e uma vivência comum: Almada.
Fica aqui um grande abraço, traduzido nos braços abertos de Cristo Redentor (universal), Monumento Cristo-Rei, Almada, para todos amigos e visitantes, independentemente  de suas opções religiosas ou políticas.

Agradecimento
almaDalmada

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Coisas de Almada e de Gente que Viveu e Vive Almada

Uma imagem da Almada nos anos 50. Aqui, a Rua D. Sancho I no sentido Mutela para a Praça Gil Vicente.
Ao fundo  descortina-se o edifício do estabelecimento de ensino do Dr. Dâmaso da Silva (Dr. Dâmaso), o Externato Liceal de Almada,  conhecido popularmente por " O Gato",  "Externato do Gato" ou Externato  "o Gato",  por ter numa janela das suas águas furtadas  pintada a imagem de um gato preto.
Por detrás de "o Gato" ainda não havia as construções que hoje lá estão. Ainda tudo era terreno rural.

sábado, 14 de julho de 2012

Coisas de Almada e de Gente Que Viveu Almada

"VOZ ANARQUISTA" jornal quinzenário, propriedade do Grupo Libertário de Almada, em seu Nº 1 - 22 de Janeiro de 1975.
Neste número são publicadas biografias de  Dr. Gregório Nazianzeno Moreira de Queiroz e Vasconcelos (Neno Vasco); Miguel Bakunine; François Noel Babeuf e Pedro Kropotkine.
O falecimento de Jaime Rebelo, um anarquista setubalense ligado a Almada, falecido em 7 de Janeiro de 1975 é noticiada com uma breve resenha da sua vida e ideal libertário.
Adriano Botelho escreve um artigo intitulado "O Anarquismo". José Correia Pires escreve-nos  "O Sentido da Vida" e Jorge Quaresma, "Sempre a História".

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Coisas de Almada e da Gente Que Viveu e Vive Almada

Vista parcial de Almada antiga, final da década de 50/início 60 (?) com o Jardim Cte Sá Linhares em 1º plano e o edifício do antigo Tribunal da Comarca à direita.
Em fundo no plano superior é visível a torre do edifício da Câmara, o Castelo de Almada   e  o campanário da Igreja de Sant'Iago.

sábado, 7 de julho de 2012

Gente de Almada, Gente Que Viveu Almada

O almadense João Paulo Castro Queiroz Serra deixou o convívio de seus amigos e Almada  no dia 22 de Março de 2012, onde faleceu.
Era natural de Lisboa. Nasceu a 29 de Setembro de 1956, na freguesia de S. Sebastião da Pedreira, mas viveu sempre em Almada, onde granjeou uma vasto grupo de amigos que o admiravam pela sua franca personalidade e  sociabilidade.
O João Paulo Serra tinha o prazer de conviver e saber conviver com todos. Seus cumprimentos e saudações eram sempre acompanhadas por um natural sorriso de sã camaradagem.

"Era bem disposto e afável com todos. Muito prestável e amigo de seu amigo gostava de conversar e era querido por todos os que com ele conviviam. Deixa em toda a sua família e amigos uma enorme saudade".
"Um amigo que ao longo da sua vida, soube sempre partilhar connosco, momentos agradáveis de amizade, bonomia e altruísmo".

Aqui deixamos uma sentida homenagem ao almadense amigo que viveu Almada.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Gente de Almada, Gente Que Viveu e Vive Almada

Na segunda metade da década de 60 do Século XX, os estudantes de Almada, de diversas áreas do ensino superior estudavam pelos Cafés da Vila, nomeadamente no Café Central e depois no Café Repuxo e por aí confraternizavam nos intervalos do estudo.
Aos fins de semana ou em períodos de férias organizavam idas ao teatro a Lisboa, ao cinema, visitas a exposições, museus e festas. Uma vez por outra organizavam passeios de autocarro. Quotizavam-se, alugavam um autocarro e iam em grupo excursionista num dia, confraternizar até uma vila ou cidade de Portugal.
É de um desses passeios a foto exibida. Da esquerda para a direita estão: Minderico, Joaquina, Santos Silva, Rodolfo e Maria José. 

domingo, 1 de julho de 2012

Coisas de Almada e de Gente Que Viveu e Vive Almada

Imagem de uma Prova Popular  de Atletismo organizada pelo Solar dos Leões de Almada em 1977.
Estamos na antiga Avenida de D. Afonso Henriques em Almada, em frente à sede do Solar dos Leões, onde estava instalada a Meta. Cremos que do Júri fazia parte Henrique Mota (pai), que se vê no palanque de óculos escuros, ao centro, em fundo na fotografia. Nesta prova participou um antigo atleta (veterano) de renome, ( Armando Aldegalega ? ) do Sporting Clube de Portugal (SCP).
O Solar dos Leões de Almada é o mais antigo Núcleo do Sporting Clube de Portugal. Foi fundado em 23 de Julho de 1969.
Julgamos que o sócio nº 1 do Solar dos Leões era então um antigo campeão nacional e ibérico de atletismo do SCP, o almadense Francisco Bastos (falecido).

domingo, 24 de junho de 2012

Coisas de Almada e da Gente Que Viveu e Vive Almada


Capa e contracapa do Programa das Festas  em Honra de S. João Baptista, realizadas em Almada no ano de 1963, de 22 a 30 de Junho.
Um vasto programa onde cultura e tradições se uniam para enaltecer o concelho e suas gentes.
Um programa despido de interesses partidários e pessoais, em oposição ao que actualmente se passa.
Era uma festa para o povo e do povo, que atraía multidões e honrava o concelho.
Nos últimos anos os autarcas com seus objectivos político-eleitoralistas têm tido o propósito de minimizar e esquecer as tradições concelhias, procurando modelá-las segundo  interesses pessoais ( e partidário) para irem apagando da memória dos almadenses valores, usos, costumes e tradições seculares, associados aos festejos em Honra de S.João Baptista.
As festividades ( o pouco que fazem ) desapareceram do centro de Almada, quando antes as Avenidas D. Nuno Álvares Pereira, Afonso Henriques, a Praça da Renovação e as esplanadas de cafés e cervejarias pela cidade se enchiam de almadenses e forasteiros, principalmente nas noites de 23 e 24 de Junho, sem que outras zonas da cidade e concelho não tivessem as suas realizações locais. Estas constituíam motivo de atracção e romaria para que muitas pessoas deambulassem por esses locais para conviver, se distrair, comer uma sardinha ou uma fêvera e beber um copo ou uma cerveja.
Hoje aquelas que foram avenidas e a Praça da Renovação estão vazias de pessoas, de vida citadina e festiva. Foram dilaceradas por um inútil e retrógrado caminho de ferro .
Vivia-se então Almada.

Para ler o Programa das Festas de 1963 basta clicar na imagem seguinte (caso não consiga aumentar suficientemente, volte atrás e clique com o botão direito do rato sobre esta imagem, abra-a clicando "Abrir hiperligação "e depois clique novamente sobre a imagem aberta):

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Coisas de Almada e de Gente que Viveu e Vive Almada

A nossa Costa da Caparica  de outrora, a Costa da Caparica de muito antes do Polis e da podre e corrupta democracia que a destruiu, aqui numa imagem  da zona de banhos do antigo banheiro "Dragão Vermelho".
Uma real zona balnear. Uma imagem que contrasta com o miserável estado actual da mesma área sem estruturas condignas e abandonada pela autarquia.
Era a Costa da Caparica que atraía  multidões e sem barracões uniformizados ao estilo de ditadura  falso socialismo.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Coisas de Almada e de Gente Que Viveu Almada


clique na imagem para aumentar
Um poema, muito actual ainda na mensagem, de Silvino Neto, um almadense sobejamente conhecido  que viveu Almada em seu tempo partilhado com amigos, como ele desejou e quis.
A ilustração julgamos ser de António Lobo.
Este poema foi publicado no primeiro número de «FUTURO» - Boletim do Interact Club de Almada, em Dezembro de 1965.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Gente de Almada, Gente Que Viveu e Vive Almada

Antigos alunos do Externato Frei Luís de Sousa ( o Frei ) numa fotografia  por ocasião da excursão de Finalistas (7º Ano Liceal),  de 19 a 23 de Março de 1964, em Sevilha.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Coisas de Almada e de Gente Que Viveu e Vive Almada

Almada, segunda metade dos anos 70, por ocasião das primeiras eleições pós Abril de 1974, para a Constituinte, os almadenses formaram desde cedo grandes filas para votar.
Na foto temos a Escola Secundária (ciclo prepatório) D. António da Costa, onde funcionaram secções de voto e ainda muito terreno ( Quintas do Aires Coelho e do  José Lourenço)  que depois foi objecto de construção imobiliária.
Em primeiro plano destacam-se construções antigas  ao centro e à esquerda pertencentes a Aires Coelho e o terreno por detrás da casa à direita em parte pertencente a Elvira Feiteira.
Cremos que a construção antiga, à direita, também era propriedade de Elvira Feiteira.
No local destas construções antigas e terreno de Elvira Feiteira está construído o  Teatro Municipal.

sábado, 12 de maio de 2012

Gente de Almada, Gente Que Vive Almada


Nos próximos dias 24 e 25 de Maio de 2012, às 18h 00m,  os almadenses Luís Filipe Bayó Veiga e Modesto Viegas apresentam no Auditório da FNAC do Chiado, em Lisboa, o seu excelente trabalho Multimédia “Passeando à volta do Chiado”.
Uma oportunidade a não perder, para quem quiser "visitar" uma Lisboa desaparecida, em que as imagens e texto desfilam primorosamente acompanhados com o fado, na voz de intérpretes que muitos de nós ainda recordamos.
Uma agradável sessão onde um pouco da rica história de Lisboa desde o Séc. XVI nos é apresentada e são recordadas  pessoas que viveram e fizeram Lisboa.
Uns bons  minutos de cultura, que não nos deixam indiferentes aos tempos de outra Lisboa, muito bem apresentados por estes dois almadenses.
Em ante estreia este trabalho foi apresentado a amigos e convidados na noite de 3 de Maio de 2012, no salão do Dragão Vermelho em Almada.
Modesto Viegas, embora não viva actualmente em Almada, aqui estudou e viveu, residindo na então Avenida D. Afonso Henriques.

Luís Filipe  Bayó Veiga  reside em Almada e sua família está ligada a actividade cultural em Cacilhas no início do Séc. XX através do avô Ramon Bayó, um dos fundadores do Ginásio Clube do Sul. 

terça-feira, 8 de maio de 2012

Coisas de Almada e de Gente Que Viveu e Vive Almada

Nº 1 - Dezembro de 1965 do boletim "Futuro"  do Interact Club de Almada, sendo  "Interact" a organização criada pelo Rotary Internacional dedicada à juventude.
Integraram o Interact Club  de Almada entre outros, Inácio Gonçalves, João de Carvalho, João Sentieiro, Rebelo Guinote, Rodrigo Zagallo, Rodolfo Gerardo, Rodolfo Henriques, Rui Pedrosa e Segorbe Luís.
Colaboraram neste nº 1 de "Futuro": A. Lobo (gravura), Almeida Martins, Duarte Grilo, Silvino Neto, Políbio Mascarenhas, Joaquim Sommer Ribeiro, Rodolfo Gerardo Henriques, Rebelo Guinote, Óscar Mascarenhas, Rui Pedrosa e Cáceres Monteiro.
A gravura da capa é da autoria  de Albano C. Pereira.
O Fim  e os Objectivos do "INTERACT" vinham definidos no boletim:
1 - Reconhecer e desenvolver o espírito de direcção construtiva e a responsabilidade humana.
2 - Encorajar e praticar a solicitude em relação ao próximo e o desejo de ser útil.
3 - Despertar a consciência da importância do homem e da família.
4 - Incitar o respeito aos direitos dos outros, baseado no reconhecimento do valor da cada indivíduo.
5 - Encorajar a aceitação da responsabilidade individual como base dos sucessos pessoais; melhorar o espírito da comunidade e do êxito do grupo.
6 - Reconhecer a dignidade e o valor de toda a ocupação útil como fontes de oportunidade para servir a comunidade.
7 - Procurar as possibilidades de aumentar o conhecimento e a compreensão da comunidade nacional e internacional.
8 - Abrir avenidas à acção pessoal e ao grupo, favorecendo a compreensão internacional e a boa vontade em relação a todos os povos.

Director do boletim: Rebelo Guinote; Editor: Victor Péon.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Coisas de Almada e de Gente Que Viveu Almada


Diploma de inscrição de sócio na Associação de Socorros Mútuos 1º DE DEZEMBRO, de Francisco Luiz Soares d´Almeida, pai de Jaime Couceiro Feio de Almeida, em 1 de Março de 1912, com o número 678.
Um número significativo de associados para 1912 relativamente à população, sabendo-se que  a Villa de Almada é referida em 1924 ter 11.582 habitantes (Guia de Portugal, de Raúl Proença 1º Volume, 1ª edição da Biblioteca Nacional de Lisboa em 1924)
Transcreve-se o teor do Diploma:
                                           Associação de Socorros Mutuos
                                                 1º DE DEZEMBRO
                                                Da Villa de Almada
                                     Fundada em 22 de Novembro de 1883
                                                    Diploma nº 678
              Tendo  sido   apresentado   á   Direcção  d´esta   associação uma  proposta  para
              socio sob o número  mencionado e  em que V. Exª é proposto, a  mesma  direcção
              depois de ter cumprido com o que lhe é determinado nos estatutos, resolveu inscre-
              vel-o  como  socio         efectivo             no  referido Livro de matricula  visto  que
              em V. Exª se  dão os requisitos  exigidos nos  estatutos.  E  para que  possa  gosar
              das  honras  concedidas aos socios se  lhe passa o presente diploma que  vai  assi-
              gnado  pelo  presidente e  secretários da direcção.


              Almada e Sala das sessões da direcção, em  1  de   Março 
              de 1912    
                                                                          O Presidente
                                                      João Pedro Rodrigues d´Paiva

                                         O 1º Secretário                               O 2º Secretário
                                José Carlos  (    ?        )             João Baptista Pinto de Almeida
        Diploma  offerecido  ao  Exmº Sr Francisco  Luiz Soares
        d´Almeida  de  29    annos,  estado   Casado
        profissão empregado residente em Cacilhas
       nomeado socio desta associação, em  1 de Março de 1912

Nota: Foi respeitada a ortografia do texto no diploma

sábado, 28 de abril de 2012

Coisas de Almada e de Gente Que Viveu e Vive Almada


Cartão/Bilhete de Identidade de estudante (com foto) perante um operador privado de transportes públicos  no rio Tejo,  nos tempos anteriores à democracia.
Este é da Sociedade Marítima de Transportes, Lda (Parceria) e permitia ao portador a aquisição do bilhete de ida e volta nas carreiras diurnas com um bónus de 50% na tarifa normal.
Naquele tempo era assim. A qualquer estudante da margem sul, ensino primário, secundário ou universitário, o operador de transportes públicos privado concedia o bónus de 50% na tarifa, um alívio para as despesas familiares. Presentemente ser estudante não é considerado valor social potencialmente útil ao País e à Nação. Ser estudante é mais um contribuinte a explorar.  Estudante e família, para os  políticos, são considerados  fonte de receita para pagar gastos irresponsáveis dos governantes e autarcas.
Queres estudar? Pagas e bem! 
Hoje as empresas de transportes públicos privados, apesar dos lucros que têm, ainda recebem democraticamente subsídios do Estado/Governos.
A concessão de bónus era feita por todas as operadoras de transportes no Tejo, além da acima citada, Sociedade Nacional de Motonaves, Lda; Jerónimo Rodrigues Durão Herd, Lda;  Empresa de Transportes Tejo, Lda; bem como pelas empresas rodoviárias privadas Beira Rio e Piedense.

domingo, 22 de abril de 2012

Coisas de Almada e de Gente Que Viveu e Vive Almada

Da publicação alusiva ao CORTEJO DE ALMADA  "Da Nascente à Foz do Tejo", integrado nas Festas em Honra de S. João Baptista, realizado nesta Vila no dia 21 de Junho de 1970, divulga-se acima  a relação de figurantes, participantes e representações  no evento histórico, etnográfico e social.
A propósito, lia-se na publicação:
Esta parada alegórica inspira-se na tradição secular das auras públicas da vila. Pinho Leal, no seu "Portugal Antigo e Moderno" regista a Festa de Almada nestes termos: "Era famosíssima até 1834 a Festa de S. João Baptista em Almada. Despovoava-se Lisboa e outras terras do Alentejo e Estremadura para a irem ver. Era curiosa pela singularidade de alguns dos costumes antigos que apareciam na procissão e nas cavalhadas. Quase sempre havia corrida de Touros."
Assim o Cortejo "Da Nascente à Foz do Tejo" será um rejuvenescimento do programa da Festa de S.João Baptista e um enaltecimento do rio, como motivo primacial da Vila de Almada, dando-o a conhecer à assistência de hoje numa visão histórica, etnográfica e social.

Nota: a capa desta publicação foi divulgada aqui em "post" de 9 de Março de 2012

terça-feira, 17 de abril de 2012

Coisas de Almada e de Gente Que Viveu e Vive Almada.


Final da década de 50 do Séc XX, em primeiro plano o princípio da Av. D. Afonso Henriques, onde havia uma paragem de autocarros dos transportes públicos de um lado e outro. À Direita temos  um autocarro da Empresa "Piedense" no sentido de Cacilhas. À esquerda vêm-se pessoas aguardando transporte na paragem.
Vemos o espaço onde posteriormente foi implantada a Praça Gil Vicente, obviamente ainda sem a Fonte Luminosa (o Repuxo).  A Fonte Luminosa foi mandada construir pelo então Presidente da Câmara Dr. José Valeriano da Glória Pacheco.
Depois da Praça Gil Vicente temos a Av. Frederico Ulrich, sem os actuais prédios.
Ao fundo na foto descortina-se o morro de Cacilhas. 

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Coisas de Almada e de Gente Que Viveu e Vive Almada

Em 9 de Junho de 1989, Silvino Vieira Neto escrevia no jornal "A Tribuna de Almada" uma crónica sobre o Jantar do "partido",  "partido" que nada tinha a ver com política, nem a política era objecto de conversas nos jantares. A designação que provocava alguma suspeita em certas pessoas, nunca se tendo sabido se não teria havido algum "infiltrado"  ou "espião", próximo, quando dos jantares.
Tratava-se única e exclusivamente de um grupo de amigos almadenses, que no início, todos os anos se reunia na noite de São Martinho para um Jantar de Convívio, em restaurantes do concelho.
Com o correr dos anos chegaram a organizar encontros em  datas especiais para além da comemoração do São Martinho.
Como o texto refere, eram almadenses de várias profissões os elementos do "partido", sendo o Humberto Queiroz  o dinamizador e  aglutinador.
No passeio da Praça da Renovação, na área da estação dos CTT ainda se encontra inserida no solo uma pedra rectangular alusiva ao local onde Humberto Queiroz e outros almadenses se encontravam, nas sextas feiras à noite, para uma cavaqueira nocturna até altas horas, em redor de um banco público que ali existia.
Silvino Neto, o redactor desta crónica jornalística era muito conhecido no meio almadense e figura frequente dos cafés e "snacks" da Praça da Renovação, nomeadamente do Snack "Calhandra". Tinha por vezes, na roda de amigos, umas "saídas" inesperadas e insólitas, sendo por isso mais conhecido entre estes por  o Neto "maluco", para o distinguir de outro Neto, também almadense e frequentador do mesmo circulo.
Conta-se e é verdade, que o Silvino Neto, uma noite foi com amigos a uma sessão de cinema na Íncrivel Almadense. Ficaram sentados no  1º Balcão e quando o filme estava a decorrer, o Silvino Neto levanta-se, abeira-se  do varandim e grita para a plateia: " Eh pessoal, atenção que eu vou vomitar!"
Como é natural  provocou um reboliço e a debandada dos espectadores que estavam sentados a descoberto na plateia.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Gente de Almada, Gente Que Viveu Almada


O Padre Manuel Marques, foi pároco de Almada, após ter passado pelo Seminário de Almada como aluno. Enquanto pároco desta vila, fundou em 28 de Novembro de 1954 o Jornal de Almada - 2ª Série - de que foi Director, Semanário Regionalista que tinha por lema "Um pregão de ideal que levamos a todos", cuja Redacção e Administração era na  Rua D. João I, nº 9 - 1º Esq. - Almada.
O Jornal de Almada deixou de ser publicado já neste século, após tentativas de controlo político local, pouco tempo depois de completar 50 anos ao serviço do concelho e dos almadenses.
Apesar de ter desaparecido, este Jornal ainda é relembrado como uma referência de Almada, pelos valores que transmitia e defendia e, participação  social na vivência do concelho. Foi um jornal aberto à população. Era  um jornal dos almadenses. Por isso incomodava algumas pessoas, nos últimos anos.
O Padre Manuel Marques foi  também professor no Seminário de Almada e professor de Religião e Moral na Escola Comercial e Industrial Emídio Navarro (Almada). Integrou ainda  a capelania do Monumento a Cristo-Rei.
Foi Vigário-Geral da Diocese de Setúbal.
Nasceu na freguesia de Paialvo, Tomar em 23 de Abril de 1921 e faleceu em 22 de Fevereiro de 2007 com 85 anos.