sábado, 9 de fevereiro de 2013

Coisas de Almada e de Gente Que Viveu Almada

Notícia publicada no Jornal de Almada - Semanário Regionalista - Nº 595 Ano XII de 15 de Maio de 1966, cujo preço de venda era  1$00 (um escudo).
Na data era Director do Jornal de Almada o seu fundador, Padre Manuel Marques e o Administrador era João Narciso Martins.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Coisas de Almada e de Gente Que Viveu e Vive Almada

Postal da Praia da Costa da Caparica (centro), provavelmente de finais dos anos 60 do século XX, já com parte do paredão construído, mas ainda sem os esporões.
Vêem-se da esquerda para a direita os banheiros (estabelecimentos de banhos) Paraíso, Tarquínio e o Evandro. O Evandro viria a ser desactivado. Na zona onde está a começar a ser construído um esporão, vê-se o antigo restaurante "O Bento".
No areal atrás dos banheiros é visível a linha do Transpraia e os locais demarcados para banhos de sol. No canto inferior esquerdo da foto temos a típica embarcação de pesca da Costa da Caparica.
À direita na foto para além das casas de madeira, está um "carrousel" para crianças.
Para a direita de "O Bento" estavam os banheiros "Primoroso",  "Marcelino", "Vitória" com restaurante (na praia) e ficavam as designadas praias de S.António e S. João da Caparica até ao "bico da areia" - Cova do Vapor.
Os banhistas chegavam aos estabelecimento de banho e ao mar caminhando sobre passadeiras de madeira ao longo das quais  e lateralmente, existiam  postes de madeira com tamanho médio,  onde eram afixados pequenos painéis publicitários.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Coisas de Almada e da Gente Que Viveu e Vive Almada

Almada em postal de um passado muito recente, finais do Séc. XX,  em imagem da antiga Praça de Gil Vicente, com aspecto urbano, moderno, onde o verde e a água faziam parte da paisagem e da vida desta cidade no local.
O contraste com a imagem actual da mesma Praça, depois da designada "requalificação urbana" desencadeada pela Câmara Municipal é brutal e para pior. Hoje neste mesmo lugar de Almada passa um comboio inútil e despesista e, predomina a pedra na paisagem associada a postes que sustentam a catenária. Perdeu-se a beleza da Praça, o verde, as flores, as árvores, o movimento das pessoas e Almada ficou cheia de pedras
Almada andou para trás na primeira década deste Séc. XXI. Desertificaram-na. Tiraram-lhe vida urbana e a vivência  humana no quotidiano.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Gente de Almada, Gente Que Vive Almada

 
Fernando Paiva Moura, à esquerda na foto com Edgar Rodrigues, nasceu em Almada  a 3 de Dezembro de 1925, fez o curso Industrial na Escola Fonseca Benevides e aos 16 anos começou a trabalhar no Arsenal do Alfeite como Ajudante de 3ª Classe,  onde se reformou  como Contra-Mestre de 1ª.
Aos 16 anos  iniciou-se no movimento cooperativista na Sociedade Cooperativa Almadense como associado, tendo passado por vários cargos nos corpos gerentes. No âmbito das  actividades cooperativistas com José Correia Pires, outro cooperativista e anarquista, criaram  a Cooperativa de Panificação SulCoop, (associação de outras cooperativas da Margem Sul) para abastecer de pão as associadas.
Fernando Moura esteve sempre ligado aos destinos da Sociedade Cooperativa Almadense, na qual foi um acérrimo defensor dos ideais cooperativistas e libertários.
Quando a PluriCoop tentou nos anos 1976-1977 tomar conta das Cooperativas e do movimento cooperativista, Fernando Moura e outros, tal como Leonel Guerreiro Andrade e  Gouveia Mendes Martins, estiveram na primeira linha de oposição a essa tentativa. Foram  defensores dos ideais do movimento e do património que aos sócios pertencia, tendo travado dura luta que levou a que esta cooperativa tivesse sobrevivido à anexação e à destruição do  património dos sócios
O património que era dos sócios, aos sócios continuou a pertencer.
Vítima do "progresso" económico-social que pôs fim às actividades tradicionais do movimento cooperativista, a  Sociedade Cooperativa Almadense por vontade dos sócios foi convertida em Cooperativa Almadense de Solidariedade Social, através de um projecto de importância sócio-comunitário, virado para a área da Saúde com  cuidados médicos primários e continuados  de apoio aos sócios  e à comunidade, mercê do espírito cooperativista e valores humanistas dos seus associados,  que permitiram a disponibilidade do património para fins socialmente dignos.
É uma obra que está sendo erguida graças à resistência de Fernando Moura e de seus companheiros, contra as tentativas de totalitarismos, na defesa de valores humanistas e da liberdade de pensamento e expressão do ser humano, livre de qualquer opressão, seja da dita esquerda ou da dita direita. 
 
Nota: A foto foi tirada em Almada, na Praça da Renovação, a 24 de Maio de 2004, por ocasião da visita de Edgar Rodrigues a Portugal, quando veio a Almada na tentativa de conseguir encontrar ainda alguns velhos anarquistas aqui  residentes, José Correia Pires, Jorge Quaresma, Sebastião de Almeida.
Edgar Rodrigues, pseudónimo de António Francisco Correia, anarquista, nasceu a 12 de Março de 1921 em Angeiras, Freguesia de Lavra, Matosinhos, Portugal, faleceu a 14 de Maio de 2009 no Rio de Janeiro. Emigrou para o Brasil em 1951 por perseguição do regime Salazarista. 
Realizou um excelente trabalho de biografias e historial do movimento sindicalista e anarquista em Portugal e no Brasil de que tem publicadas mais de 60 obras.

 

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Coisas de Almada e da Gente Que Viveu e Vive Almada

"Cidade de Almada" foi um jornal cuja  publicação teve início no mês de Setembro de 1978, do qual divulgamos o cabeçalho de seu nº 1.
O jornal tinha como Director  o seu proprietário Juvêncio Pires e sede na Rua Luís António Verney, 19 - 1º Dtº,  Cova da Piedade.
O Chefe de Redacção era José Salvador  e a composição, montagem e impressão fazia-se na União Gráfica, Rua de Santa Marta, 48  Lisboa.
A Direcção Artística era de Paulo Jorge, assistido por Juvêncio Pires.
Era intenção da Direcção transformá-lo num jornal só para assinantes, conforme se escrevia na 2ª página.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Gente de Almada, Gente Que Viveu Almada

 
Faleceu esta madrugada vítima de doença implacável o almadense Afonso Morgado com 65 anos de idade, amigo e antigo companheiro na Escola Primária  Conde Ferreira de Almada.
Sempre revelando boa disposição, camaradagem  e prazer de conviver com amigos, deixa entre estes um grande pesar ao partir  tão violentamente do seu circulo de amizades.
À mulher, filhos e restante família, sentidas condolências.

Imagem de foto do blog da Associação de Antigos Alunos da Escola Emídio Navarro.

sábado, 19 de janeiro de 2013

Gente de Almada, Gente Que Viveu Almada

O Dr. Marcelino António Orrico Horta, no topo da imagem  à direita, foi professor  de Ciências Naturais - Botânica, Zoologia, Geologia, Mineralogia  - e Biologia no Externato Frei Luís de Sousa.
Pelas suas qualidades pedagógicas,  pessoais e formação humana, grangeou entre os alunos elevada estima e uma consideração muito especial porque mantinha uma relação de proximidade e camaradagem com seus alunos, que por isso mesmo o respeitavam e  recordam com  amizade, não esquecendo o mestre.
O Dr. Marcelino Horta fazia  trabalho de investigação  na Direcção-Geral dos Serviços Florestais e Aquícolas do então Ministério da Agricultura.
De manhã dava aulas no Frei Luís de Sousa e à tarde era investigador na área de Entomologia (estudo dos insectos) na citada Direcção-Geral. Era pois Entomologista.
A foto que apresentamos foi retirada  de http://www.lusosnadiaspora.net, um sítio de Vancouver, cidade do Canadá, para onde o Dr. Marcelino Horta emigrou na segunda metade dos anos 60.
Esta foto é de alunos e professores da Escola Portuguesa de Nossa Senhora de Fátima fundada em 1968, onde o nosso Professor Dr. Marcelino Horta e o  outro Professor na imagem, foram os primeiros professores a leccionarem a língua portuguesa naquela cidade.
Ficámos a saber que o Dr. Marcelino, já com mais de 80 anos, reside em Vancouver.
 
Agradecimentos ao Sr. Belarmino Batista, de Vancouver.

domingo, 13 de janeiro de 2013

Gente de Almada, Gente Que Viveu Almada

 
O Padre João Soares Cabeçadas, foi o primeiro Director do Externato Frei Luís de Sousa, Almada, tendo exercido  estas funções de 1956 a 1959.
Era uma pessoa de vincada personalidade, que não deixou indiferentes os alunos e quem com ele conviveu no Frei Luís de Sousa. Por isso mesmo é muito lembrado entre os alunos do seu tempo.
Sucedeu-lhe no cargo o Cónego António Gonçalves Pedro.
 
O Padre João Cabeçadas nasceu em 28 de Janeiro de 1921. Era também Capelão da Marinha Portuguesa, onde se alistou em 14 de Novembro de 1945.
Integrou a Direcção da Revista da Armada, fundada em 1971, cujo primeiro número foi publicado em 1 de Julho de 1971.
Em Outubro de 1971 foi destacado para o desempenho do cargo de Delegado da Capelania-Mór das Forças Armadas junto do Comando-Chefe de Moçambique.
Foi Capelão-Chefe da Armada, tendo passado à Reserva em 26 de Agosto de 1975 no posto de Capitão-de-Fragata, deixando o serviço activo.
 
No seu tempo de Director, o Externato tinha um Gabinete Médico constituído por dois clínicos, um médico para o sector masculino e uma médica para  o sector feminino.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Coisas de Almada e de Gente Que Viveu e Vive Almada

A Trafaria num postal com alguns anos (segunda metade do séc. XX) do Largo da República, com a Igreja Paroquial de S. Pedro à esquerda, local ainda perfeitamente reconhecível nos tempos actuais.
Apesar de tudo há uma diferença notável. Na data da foto ainda por lá circulavam viaturas e o movimento de pessoas era maior do que actualmente.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Gente de Almada, Gente Que Vive Almada

Fernando Miranda Barão, almadense nascido em Cacilhas, completou 89 anos no passado dia 2 de Janeiro de 2013.
Em Novembro de 1974 o boletim "O Incrível", da Sociedade Filarmónica Incrível Almadense, em seu nº 6, fez ao então associado nº 514 a pergunta "Como vê a Incrível no momento político actual?", de que se reproduz a foto e texto.

domingo, 23 de dezembro de 2012

Coisas de Almada e de Gente Que Viveu e Vive Almada

A 6 de Agosto de 1966 foi inaugurada a Ponte Salazar depois "baptizada" impropriamente, (porque a construção é anterior à data  25 de Abril de 1974) Ponte 25 de Abril.
A cerimónia da inauguração decorreu na Praça das Portagens (naquele tempo  havia duas portagens, uma para cada sentido do tráfego)  na margem sul - Almada - e foi presidida pelo Presidente da República. Estiveram presentes o Doutor Oliveira Salazar, Presidente do Conselho de Ministros e o Cardeal Patriarca de Lisboa, D. Manuel Cerejeira. 
Na imagem, após a cerimónia, a viatura do venerando (como por vezes se dizia) Chefe de Estado, Américo de Deus Rodrigues Tomás, abandona o local dirigindo-se para o tabuleiro da Ponte, de regresso a Lisboa.
Os veículos utilizados, a maioria veículos pesados, na prova/ensaios de carga (ou grande parte deles) que atravessaram a "Ponte sobre o Tejo" uns dias antes da inauguração, fizeram uma passagem pelas avenidas do centro de Almada, antes de regressarem às origens. Foi um dia de grande movimento rodoviário nas avenidas D. Nuno Álvares Pereira, D. Afonso Henriques e Frederico Ulrich, que deixou muita gente surpreendida a ver o "cortejo" passar. Foi como o anunciar  à população de Almada a proximidade da data ou  uma prévia da  "grande festa".

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Gente de Almada, Gente Que Viveu e Vive Almada

Alunos/ex-alunos do Externato Frei Luís de Sousa, Almada, em foto de 1967* por ocasião da  Festa das comemorações do 10º Aniversário deste estabelecimento de ensino.
O 2º elemento a contar da direita é o Rodolfo Gerardo Henriques, falecido em comissão de serviço militar na Guiné a 3 de Março de 1969.
Esta foto foi feita no recreio das alunas. Naqueles anos,  no ensino secundário havia turmas e recreios separados. Só os 6º e 7º anos, o designado 3º ciclo liceal, tinham turmas mistas.

* Esta data foi corrigida. Anteriormente estava aqui citada sendo de 1966, mas encontrado o programa da Festa, verifica-se que deve ter sido em 1967.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Coisas de Almada e de Gente Que Viveu e Vive Almada

Muita gente ainda se lembra do comboio urbano da Costa da Caparica, puxado por um tractor, que fazia passeios turísticos ao fim das tardes e à noite pelas artérias da povoação no Verão (em roteiro definido), uma legenda turística da então agradável povoação.
Na imagem, anterior a 1975, vemos esse comboio com as cores da "Transul", empresa de transportes constituída em 1 de Janeiro de 1968 pela fusão da "Transportes Beira-Rio" de Rodrigo Zagalo e Melo (falecido a 10 de Agosto de 2012 com 87 anos) com sede na Cova da Piedade  e  a "Empresa de Camionetes Piedense",  de José Sousa Silva e Fernando Sobral, com sede na Trafaria.
Este comboio funcionava anteriormente à fusão, com as cores da "Piedense" -  cinza prata e azul - a concessionária dos transportes públicos rodoviários no concelho de Almada para a Costa da Caparica - "Praia do Sol".
No postal, "o comboio" está na Av. da República. À esquerda ficava o "Costa Nova" café e restaurante, à direita o "Papo-Seco", que tinha uma agradável esplanada no início da Rua dos Pescadores (designada então popularmente por "o picadeiro" ou "passerelle") também à direita. Em frente o Largo Comandante Sá Linhares.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Coisas de Almada e de Gente que Viveu e Vive Almada

O Café Central de Almada, o antigo, não o actual, era o café de Portugal que tinha "o único Pasteleiro do País condecorado pelo Chefe de Estado".
Estávamos em 1970 quando foi publicado este anúncio. Naquele tempo muita gente em Almada sabia que "o Central"  tinha no seu staff um excelente pasteleiro chefe, que havia sido condecorado pelo Chefe de Estado.
A pastelaria do então "Central" de Almada era deliciosa e afamada  e os bolos de noiva que saíam das mãos do pasteleiro eram "obras de arte" na pastelaria portuguesa.

sábado, 1 de dezembro de 2012

Coisas de Almada e de Gente Que Viveu e Vive Almada

 
Foto do início da década de 70 onde ficaram registados os primórdios da construção de imóveis na zona  que  veio a ser denominada Avenida Rainha D. Leonor.
À esquerda temos parcialmente o edifício da futura Escola Preparatória D. António da Costa. Em fundo é visível parte dos estaleiros da Lisnave e o Mar da Palha.

PS. Retomo  a operacionalidade do blog.

terça-feira, 17 de julho de 2012

Coisas de Almada

É chegado o tempo em que é comum dizermos "há falta" de tempo.
Muitas vezes  passamos pelo tempo sem o viver e depois dizemos que não temos tempo. Uma desculpa, muitas vezes, esfarrapada.
O tempo é padrão para viver e ser vivido na passagem  de um ser vivo por este planeta. Para fazermos ou vivermos o que deveriamos fazer e viver, uma vez inseridos num colectivo a partilhar harmoniosamente com os restantes elementos.
"A falta" de tempo leva a que este blog encerre suas actividades por tempo indeterminado - "sine die".
O futuro o dirá, já que o presente é sempre vivido e construído por um passado que o habita e por um futuro que antecipa.
Material para o blog não faltou, nem falta. Visitantes também foram frequentes.
Daí um nosso agradecimento a todos quantos por aqui passaram e aos amigos que nos forneceram abundante material e informação para postagens.
A estes amigos pedimos desculpa por não termos divulgado  tudo o que nos forneceram ou disponibilizaram, sem qualquer contrapartida, a não ser a sã amizade que sempre partilhámos e uma vivência comum: Almada.
Fica aqui um grande abraço, traduzido nos braços abertos de Cristo Redentor (universal), Monumento Cristo-Rei, Almada, para todos amigos e visitantes, independentemente  de suas opções religiosas ou políticas.

Agradecimento
almaDalmada

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Coisas de Almada e de Gente que Viveu e Vive Almada

Uma imagem da Almada nos anos 50. Aqui, a Rua D. Sancho I no sentido Mutela para a Praça Gil Vicente.
Ao fundo  descortina-se o edifício do estabelecimento de ensino do Dr. Dâmaso da Silva (Dr. Dâmaso), o Externato Liceal de Almada,  conhecido popularmente por " O Gato",  "Externato do Gato" ou Externato  "o Gato",  por ter numa janela das suas águas furtadas  pintada a imagem de um gato preto.
Por detrás de "o Gato" ainda não havia as construções que hoje lá estão. Ainda tudo era terreno rural.

sábado, 14 de julho de 2012

Coisas de Almada e de Gente Que Viveu Almada

"VOZ ANARQUISTA" jornal quinzenário, propriedade do Grupo Libertário de Almada, em seu Nº 1 - 22 de Janeiro de 1975.
Neste número são publicadas biografias de  Dr. Gregório Nazianzeno Moreira de Queiroz e Vasconcelos (Neno Vasco); Miguel Bakunine; François Noel Babeuf e Pedro Kropotkine.
O falecimento de Jaime Rebelo, um anarquista setubalense ligado a Almada, falecido em 7 de Janeiro de 1975 é noticiada com uma breve resenha da sua vida e ideal libertário.
Adriano Botelho escreve um artigo intitulado "O Anarquismo". José Correia Pires escreve-nos  "O Sentido da Vida" e Jorge Quaresma, "Sempre a História".

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Coisas de Almada e da Gente Que Viveu e Vive Almada

Vista parcial de Almada antiga, final da década de 50/início 60 (?) com o Jardim Cte Sá Linhares em 1º plano e o edifício do antigo Tribunal da Comarca à direita.
Em fundo no plano superior é visível a torre do edifício da Câmara, o Castelo de Almada   e  o campanário da Igreja de Sant'Iago.

sábado, 7 de julho de 2012

Gente de Almada, Gente Que Viveu Almada

O almadense João Paulo Castro Queiroz Serra deixou o convívio de seus amigos e Almada  no dia 22 de Março de 2012, onde faleceu.
Era natural de Lisboa. Nasceu a 29 de Setembro de 1956, na freguesia de S. Sebastião da Pedreira, mas viveu sempre em Almada, onde granjeou uma vasto grupo de amigos que o admiravam pela sua franca personalidade e  sociabilidade.
O João Paulo Serra tinha o prazer de conviver e saber conviver com todos. Seus cumprimentos e saudações eram sempre acompanhadas por um natural sorriso de sã camaradagem.

"Era bem disposto e afável com todos. Muito prestável e amigo de seu amigo gostava de conversar e era querido por todos os que com ele conviviam. Deixa em toda a sua família e amigos uma enorme saudade".
"Um amigo que ao longo da sua vida, soube sempre partilhar connosco, momentos agradáveis de amizade, bonomia e altruísmo".

Aqui deixamos uma sentida homenagem ao almadense amigo que viveu Almada.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Gente de Almada, Gente Que Viveu e Vive Almada

Na segunda metade da década de 60 do Século XX, os estudantes de Almada, de diversas áreas do ensino superior estudavam pelos Cafés da Vila, nomeadamente no Café Central e depois no Café Repuxo e por aí confraternizavam nos intervalos do estudo.
Aos fins de semana ou em períodos de férias organizavam idas ao teatro a Lisboa, ao cinema, visitas a exposições, museus e festas. Uma vez por outra organizavam passeios de autocarro. Quotizavam-se, alugavam um autocarro e iam em grupo excursionista num dia, confraternizar até uma vila ou cidade de Portugal.
É de um desses passeios a foto exibida. Da esquerda para a direita estão: Minderico, Joaquina, Santos Silva, Rodolfo e Maria José. 

domingo, 1 de julho de 2012

Coisas de Almada e de Gente Que Viveu e Vive Almada

Imagem de uma Prova Popular  de Atletismo organizada pelo Solar dos Leões de Almada em 1977.
Estamos na antiga Avenida de D. Afonso Henriques em Almada, em frente à sede do Solar dos Leões, onde estava instalada a Meta. Cremos que do Júri fazia parte Henrique Mota (pai), que se vê no palanque de óculos escuros, ao centro, em fundo na fotografia. Nesta prova participou um antigo atleta (veterano) de renome, ( Armando Aldegalega ? ) do Sporting Clube de Portugal (SCP).
O Solar dos Leões de Almada é o mais antigo Núcleo do Sporting Clube de Portugal. Foi fundado em 23 de Julho de 1969.
Julgamos que o sócio nº 1 do Solar dos Leões era então um antigo campeão nacional e ibérico de atletismo do SCP, o almadense Francisco Bastos (falecido).

domingo, 24 de junho de 2012

Coisas de Almada e da Gente Que Viveu e Vive Almada


Capa e contracapa do Programa das Festas  em Honra de S. João Baptista, realizadas em Almada no ano de 1963, de 22 a 30 de Junho.
Um vasto programa onde cultura e tradições se uniam para enaltecer o concelho e suas gentes.
Um programa despido de interesses partidários e pessoais, em oposição ao que actualmente se passa.
Era uma festa para o povo e do povo, que atraía multidões e honrava o concelho.
Nos últimos anos os autarcas com seus objectivos político-eleitoralistas têm tido o propósito de minimizar e esquecer as tradições concelhias, procurando modelá-las segundo  interesses pessoais ( e partidário) para irem apagando da memória dos almadenses valores, usos, costumes e tradições seculares, associados aos festejos em Honra de S.João Baptista.
As festividades ( o pouco que fazem ) desapareceram do centro de Almada, quando antes as Avenidas D. Nuno Álvares Pereira, Afonso Henriques, a Praça da Renovação e as esplanadas de cafés e cervejarias pela cidade se enchiam de almadenses e forasteiros, principalmente nas noites de 23 e 24 de Junho, sem que outras zonas da cidade e concelho não tivessem as suas realizações locais. Estas constituíam motivo de atracção e romaria para que muitas pessoas deambulassem por esses locais para conviver, se distrair, comer uma sardinha ou uma fêvera e beber um copo ou uma cerveja.
Hoje aquelas que foram avenidas e a Praça da Renovação estão vazias de pessoas, de vida citadina e festiva. Foram dilaceradas por um inútil e retrógrado caminho de ferro .
Vivia-se então Almada.

Para ler o Programa das Festas de 1963 basta clicar na imagem seguinte (caso não consiga aumentar suficientemente, volte atrás e clique com o botão direito do rato sobre esta imagem, abra-a clicando "Abrir hiperligação "e depois clique novamente sobre a imagem aberta):

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Coisas de Almada e de Gente que Viveu e Vive Almada

A nossa Costa da Caparica  de outrora, a Costa da Caparica de muito antes do Polis e da podre e corrupta democracia que a destruiu, aqui numa imagem  da zona de banhos do antigo banheiro "Dragão Vermelho".
Uma real zona balnear. Uma imagem que contrasta com o miserável estado actual da mesma área sem estruturas condignas e abandonada pela autarquia.
Era a Costa da Caparica que atraía  multidões e sem barracões uniformizados ao estilo de ditadura  falso socialismo.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Coisas de Almada e de Gente Que Viveu Almada


clique na imagem para aumentar
Um poema, muito actual ainda na mensagem, de Silvino Neto, um almadense sobejamente conhecido  que viveu Almada em seu tempo partilhado com amigos, como ele desejou e quis.
A ilustração julgamos ser de António Lobo.
Este poema foi publicado no primeiro número de «FUTURO» - Boletim do Interact Club de Almada, em Dezembro de 1965.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Gente de Almada, Gente Que Viveu e Vive Almada

Antigos alunos do Externato Frei Luís de Sousa ( o Frei ) numa fotografia  por ocasião da excursão de Finalistas (7º Ano Liceal),  de 19 a 23 de Março de 1964, em Sevilha.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Coisas de Almada e de Gente Que Viveu e Vive Almada

Almada, segunda metade dos anos 70, por ocasião das primeiras eleições pós Abril de 1974, para a Constituinte, os almadenses formaram desde cedo grandes filas para votar.
Na foto temos a Escola Secundária (ciclo prepatório) D. António da Costa, onde funcionaram secções de voto e ainda muito terreno ( Quintas do Aires Coelho e do  José Lourenço)  que depois foi objecto de construção imobiliária.
Em primeiro plano destacam-se construções antigas  ao centro e à esquerda pertencentes a Aires Coelho e o terreno por detrás da casa à direita em parte pertencente a Elvira Feiteira.
Cremos que a construção antiga, à direita, também era propriedade de Elvira Feiteira.
No local destas construções antigas e terreno de Elvira Feiteira está construído o  Teatro Municipal.

sábado, 12 de maio de 2012

Gente de Almada, Gente Que Vive Almada


Nos próximos dias 24 e 25 de Maio de 2012, às 18h 00m,  os almadenses Luís Filipe Bayó Veiga e Modesto Viegas apresentam no Auditório da FNAC do Chiado, em Lisboa, o seu excelente trabalho Multimédia “Passeando à volta do Chiado”.
Uma oportunidade a não perder, para quem quiser "visitar" uma Lisboa desaparecida, em que as imagens e texto desfilam primorosamente acompanhados com o fado, na voz de intérpretes que muitos de nós ainda recordamos.
Uma agradável sessão onde um pouco da rica história de Lisboa desde o Séc. XVI nos é apresentada e são recordadas  pessoas que viveram e fizeram Lisboa.
Uns bons  minutos de cultura, que não nos deixam indiferentes aos tempos de outra Lisboa, muito bem apresentados por estes dois almadenses.
Em ante estreia este trabalho foi apresentado a amigos e convidados na noite de 3 de Maio de 2012, no salão do Dragão Vermelho em Almada.
Modesto Viegas, embora não viva actualmente em Almada, aqui estudou e viveu, residindo na então Avenida D. Afonso Henriques.

Luís Filipe  Bayó Veiga  reside em Almada e sua família está ligada a actividade cultural em Cacilhas no início do Séc. XX através do avô Ramon Bayó, um dos fundadores do Ginásio Clube do Sul. 

terça-feira, 8 de maio de 2012

Coisas de Almada e de Gente Que Viveu e Vive Almada

Nº 1 - Dezembro de 1965 do boletim "Futuro"  do Interact Club de Almada, sendo  "Interact" a organização criada pelo Rotary Internacional dedicada à juventude.
Integraram o Interact Club  de Almada entre outros, Inácio Gonçalves, João de Carvalho, João Sentieiro, Rebelo Guinote, Rodrigo Zagallo, Rodolfo Gerardo, Rodolfo Henriques, Rui Pedrosa e Segorbe Luís.
Colaboraram neste nº 1 de "Futuro": A. Lobo (gravura), Almeida Martins, Duarte Grilo, Silvino Neto, Políbio Mascarenhas, Joaquim Sommer Ribeiro, Rodolfo Gerardo Henriques, Rebelo Guinote, Óscar Mascarenhas, Rui Pedrosa e Cáceres Monteiro.
A gravura da capa é da autoria  de Albano C. Pereira.
O Fim  e os Objectivos do "INTERACT" vinham definidos no boletim:
1 - Reconhecer e desenvolver o espírito de direcção construtiva e a responsabilidade humana.
2 - Encorajar e praticar a solicitude em relação ao próximo e o desejo de ser útil.
3 - Despertar a consciência da importância do homem e da família.
4 - Incitar o respeito aos direitos dos outros, baseado no reconhecimento do valor da cada indivíduo.
5 - Encorajar a aceitação da responsabilidade individual como base dos sucessos pessoais; melhorar o espírito da comunidade e do êxito do grupo.
6 - Reconhecer a dignidade e o valor de toda a ocupação útil como fontes de oportunidade para servir a comunidade.
7 - Procurar as possibilidades de aumentar o conhecimento e a compreensão da comunidade nacional e internacional.
8 - Abrir avenidas à acção pessoal e ao grupo, favorecendo a compreensão internacional e a boa vontade em relação a todos os povos.

Director do boletim: Rebelo Guinote; Editor: Victor Péon.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Coisas de Almada e de Gente Que Viveu Almada


Diploma de inscrição de sócio na Associação de Socorros Mútuos 1º DE DEZEMBRO, de Francisco Luiz Soares d´Almeida, pai de Jaime Couceiro Feio de Almeida, em 1 de Março de 1912, com o número 678.
Um número significativo de associados para 1912 relativamente à população, sabendo-se que  a Villa de Almada é referida em 1924 ter 11.582 habitantes (Guia de Portugal, de Raúl Proença 1º Volume, 1ª edição da Biblioteca Nacional de Lisboa em 1924)
Transcreve-se o teor do Diploma:
                                           Associação de Socorros Mutuos
                                                 1º DE DEZEMBRO
                                                Da Villa de Almada
                                     Fundada em 22 de Novembro de 1883
                                                    Diploma nº 678
              Tendo  sido   apresentado   á   Direcção  d´esta   associação uma  proposta  para
              socio sob o número  mencionado e  em que V. Exª é proposto, a  mesma  direcção
              depois de ter cumprido com o que lhe é determinado nos estatutos, resolveu inscre-
              vel-o  como  socio         efectivo             no  referido Livro de matricula  visto  que
              em V. Exª se  dão os requisitos  exigidos nos  estatutos.  E  para que  possa  gosar
              das  honras  concedidas aos socios se  lhe passa o presente diploma que  vai  assi-
              gnado  pelo  presidente e  secretários da direcção.


              Almada e Sala das sessões da direcção, em  1  de   Março 
              de 1912    
                                                                          O Presidente
                                                      João Pedro Rodrigues d´Paiva

                                         O 1º Secretário                               O 2º Secretário
                                José Carlos  (    ?        )             João Baptista Pinto de Almeida
        Diploma  offerecido  ao  Exmº Sr Francisco  Luiz Soares
        d´Almeida  de  29    annos,  estado   Casado
        profissão empregado residente em Cacilhas
       nomeado socio desta associação, em  1 de Março de 1912

Nota: Foi respeitada a ortografia do texto no diploma