sexta-feira, 16 de setembro de 2022

Coisas de Almada e da Gente Que Viveu e Vive Almada


Anúncio em 1968 da antiga pastelaria "Dragão Vermelho" que existiu na Praça da Renovação ao lado do Café Central  e que tal como este no Verão, desde que o estado do tempo permitisse, dia ou noite tinha sempre a esplanada cheia  de clientes.
No primeiro andar deste estabelecimento realizaram-se nos anos 60 importantes eventos culturais organizados por almadenses.
Foi também uma referência de Almada entre o final dos anos 50 e a década de 70.


quinta-feira, 18 de agosto de 2022

Gente de Almada, Gente Que Viveu Almada


 Faleceu há poucos meses o almadense Carlos Portela, companheiro de uma Tertúlia que se reunia, antes da "incursão Covid-19", quase diariamente na esplanada do Rifera, na Praça do M.F.A. ( antiga Praça da Renovação), onde geralmente também estavam presentes Carlos Durão, Mestre Zé, António Alberto Lourenço, "Nisa" (agente da PSP reformado) e Jorge Coelho da Silva, para além de outros almadenses.
 Residia em Cacilhas.

domingo, 26 de junho de 2022

Coisas de Almada e da Gente Que Viveu e Vive Almada


 Imagem da Rua de Alvalade na Ramalha, em final de 2005 princípio de 2006,  antes da implantação dos carris para a passagem da linha 2 do comboio apelidado Metro Sul do Tejo (MST).
A fotografia foi feita de poente para nascente.

quarta-feira, 22 de junho de 2022

Coisas de Almada e de Gente que Viveu e Vive Almada


Aproxima-se o dia 24 de Junho, dia de S. João Baptista, o dia de Almada segundo a tradição, também designado pelos almadenses dia de S. João da Ramalha, porque neste dia o Santo sai da Capela da Ramalha regressando à Igreja Matriz - a Igreja de Santiago - junto ao Jardim do Castelo.
É ainda dia feriado municipal.
Em tempos passados e relativamente recentes o 24 de Junho em Almada e no concelho foi sempre um dia muito especial para o povo deste concelho. Por todo o concelho havia festas, bailes, arraiais com ou sem fogueiras e piqueniques familiares ou não. Estes tinham o seu ponto alto nas quintas junto à Capela da Ramalha partilhando os farnéis, de onde saíam ao fim da tarde marchas improvisadas pelos participantes, depois de "bem comidos e bebidos", cantarolando, cujos arcos eram feitos por duas canas verdes enlaçadas no topo  dirigindo-se ao centro da vila, normalmente à Rua Direita, actual Rua Capitão Leitão.
O desaparecimento de naturais do concelho aliado à urbanização, a migração de gente sem raízes no concelho e "a visão" de outras gentes, levaram ao "esquecimento" de tradições e manifestações que eram património deste povo.
Actualmente até a procissão não só perdeu a participação de pessoas acompanhantes como também  de elementos sociais/públicos que se desligaram do povo e de colectividades que então participavam nesta genuína festa do povo. 
A imagem é de 24 de Junho de 2004 na preparação para o início da procissão à saída da Capela da Ramalha.

sábado, 11 de junho de 2022

Coisas de Almada e de Gente Que Não é de Almada



 O estado de degradação do espaço público a que esta autarquia tem votado Almada e o concelho é de um grande desprezo. 
Almada virou lixeira "ecológica".  Para além do lixo nas ruas e no que resta de avenidas, a sujidade de muros, paredes, edifícios públicos e privados com grafitagens, as ruas e zonas residenciais estão ficando cada vez mais "verdes".

É um novo conceito de progresso, "o progressismo", desta "esquerda" que domina Almada, desprezando Almada e o concelho com militante falta de respeito pelos munícipes.
Sim, porque não cuidar da limpeza urbana do concelho é isso mesmo.

Os munícipes elegeram autarcas para gerirem e cuidarem do Concelho. 

Afinal temos autarcas ou administradores-delegados que desconhecem os seus deveres e obrigações?

sábado, 21 de maio de 2022

Coisas de Almada e de Gente Que Não é de Almada

Imagens significativas de um dos muitos subúrbios dentro da cidade Almada, as quais são representativas e traduzem bem o cuidado com que a limpeza urbana no concelho é assumida pela Câmara Municipal de Almada.
Imagens que impressionam quem as vê uma vez e que são de espaço público presumivelmente usado (deveria ser) por seres humanos.
Será que se está a enveredar por uma desumanização dos espaços públicos devolvendo-os ao estado de vida selvagem?
Aqui se caldeia em revoltante promiscuidade (para quem sabe que uma cidade, vila ou aldeia devem ser devidamente cuidadas pelos eleitos)   lixo, ervas secas, espaços verdes(?) e árvores por cuidar, muros sujos e excrementos de animais, com o desleixo/ausência de responsabilidade autárquica...logo, espaços impróprios para serem frequentados e usufruídos  por seres humanos numa urbe.
Almada e o concelho não devem ser só música, folclore político, nem festivais de "Sol da Caparica".
Para Almada ser "Território de Muitos", os moradores e os seres humanos não podem nem devem ser ostracizados e tratados assim.













Mais palavras ou imagens para quê?
Basta circular a pé por Almada e o concelho, com os olhos abertos e não vendados, sem lentes selectivas ou de conveniência. 

terça-feira, 8 de março de 2022

Coisas de Almada e de Gente Que Viveu e Vive Almada


Acesso a Almada a partir do Centro Sul  - o que foi designado depois por Av. Bento Gonçalves - até à Av. D. Nuno Álvares Pereira. Estávamos na primeira metade da década de 70 do Séc. XX.

Fotografia:  J.Santos

 

quinta-feira, 3 de março de 2022

Gente de Almada, Gente Que Viveu Almada


Faleceu hoje com 92 anos o  Senhor Carlos Alberto Pinto Durão.
Ilustre cidadão e Almadense, grande conhecedor da vida e vivências de Almada dedicou parte da sua vida a esta sua terra, quer através da sua actividade comercial, quer  da participação no Ginásio Clube do Sul, em associações culturais e na Santa Casa da Misericórdia de Almada onde integrou os  primeiros primeiros Corpos Gerentes  pós 25 de Abril de 1974.
Mercê dos seus conhecimentos, suas vivências, relações e contactos sociais e de sua extraordinária memória, foi para muitos de nós uma pessoa fundamental para ficarmos a conhecer mais e melhor boa parte do passado e vida de Almada, do concelho e suas gentes. Por isso mesmo, seu nome ficou registado em alguns livros e publicações como fonte,  onde quem  escreveu foi buscar informação.
Obrigado Senhor Carlos Durão.
Até sempre.

O corpo encontra-se na Igreja de Nossa Senhora de Fátima (a nova Igreja da Cova da Piedade - Rua Amélia Rey Colaço 2810-268  Laranjeiro) de onde o funeral sairá às 15.00 horas de sábado, precedido de missa às 14h 30m, para o Cemitério de Almada, no Campo de S. Paulo.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2022

Coisas de Almada e de Gente Que Viveu e Vive Almada

Anúncio do ano 1968 de uma casa comercial que já não existe. Muito provavelmente até a sua localização ou numeração de então (embora o prédio lá esteja) já não corresponda à designação actual, uma vez que em 1968 não havia rotunda nem a Praça Comandante José Bráz. 
A Rua Cabo da Boa Esperança começava mais próximo da então Rua Dr. Oliveira Salazar renomeada após Abril de 1974, Rua da Liberdade.
Duas curiosidades deste anúncio:
- "Bebidas frescas no Poço". Era mesmo isso. As garrafas de bebidas eram colocadas num cesto de verga que descia por uma corda através de uma roldana ao fundo do poço e aí permaneciam durante algum tempo até refrescarem. Uma frescura natural...na falta de frigorífico.
- "1ª Paragem do Bairro", Refere-se à paragem à entrada Bairro de Nossa Senhora da Piedade, também apelidado de Bairro da Piedade da carreira da Beira-Rio  Cacilhas-Bairro-Cacilhas via Cova da Piedade
(havia também a carreira Cacilhas-Bairro-Cacilhas via Almada efectuada pela Piedense). As duas carreiras tinham como destino final no Bairro a Praceta frente à Igreja do Bairro, uma de cada lado da dita praceta.

sábado, 16 de outubro de 2021

Coisas de Almada



No Teatro Municipal de Almada Joaquim Benite, realizou-se hoje pelas 17h 30m a cerimónia de Instalação da Assembleia Municipal e da Câmara Municipal de Almada para 2021-2025, em consequência das eleicões autárquicas do passado dia 26 de Setembro 2021
Presidente da Câmara Municipal de Almada : Inês de Medeiros (PS)
Realizou-se depois a primeira Assembleia Municipal de Almada para eleger a Mesa da Assembleia por voto secreto. Só o PS submeteu lista à votação. Esta lista foi eleita por 21 votos dos 38 possíveis. Votaram em branco 17.
Foi eleito Presidente da Mesa da Assembleia Municipal José Joaquim Courinha Leitão (PS).

quinta-feira, 23 de setembro de 2021

Coisas desta politicada Almada


Esta de um "Grupo de Campistas da Caparica" é  das melhores/Piores coisas que poderiam acontecer nesta inerte e escorregadia política local pela qual Almada vai passando.
Afinal que grupo é este, que não se identifica? Onde residem?
Que tipo de Campismo fazem?
Campistas da Caparica nada diz sobre suas personalidades, cidadania, civismo, objetivos sociais e políticos, idoneidade, isenção ou opção política, etc, etc.
Com esta mensagem em carta endereçada pessoalmente, sem remetente, querem convencer, sensibilizar quem? Mudar ou orientar o sentido de voto de quem?
Não acham que cada cidadão deve pensar por si e decidir. Na URSS todos tinham de pensar pela mesma cartilha e optar pelo partido único. Liberdade de pensamento, de decisão e  de expressão não eram  permitidas.
Não sabem estas personalidades, estão a ignorar, já esqueceram ou nunca souberam, que a Câmara Municipal de Almada PCP/CDU quando do Programa Polis para a Costa da Caparica quis retirar os Parques de Campismo da parte sul (Campo da Bola) para outro local?
Constituirão uma das células camufladas do PCP?
Estão a atirar poeira para os olhos de quem?
Ou é o desespero da candidatura da CDU a quem se entregaram ou aceitaram para servir de muleta em troca de quê?
Já se esqueceram o quanto foi negativo o tal Polis da unicidade dos restaurantes/bares contentores, das "dunas" - construídas na zona centro das praias (as urbanas) - cheias de lixo (pedras, vidros, ferros, madeira, cartão, papéis, pedaços de tijolo, etc), tudo isto agora escondido nessas dunas artificiais, nas madeiras (que se degradaram) a fazer tapetes sobre a areia, para a Costa da Caparica?

Isto só foi possível porque a fiscalização fechou os olhos e foi no tempo da anterior Presidente da Câmara - um pormenor de Trabalho, Honestidade e Competência - (e da Junta de Freguesia PSD) que integrava os órgãos do Polis.
Quem permitiu retirar o Transpraia do final da Rua dos Pescadores, com as consequências negativas que teve e tem? Não foi a Câmara Municipal de Almada do PCP/CDU?
E o estado em que se encontrava o piso da Rua dos Pescadores?

Também já se esqueceram disto, ocorrido em Maio 2010?

" Correio da Manhã de 06Maio2010 noticiou (foto e texto):

" Almada: Insultos, empurrões e ânimos exaltados na Costa de Caparica Tomam terras à força Insultos, ânimos exaltados, empurrões e muita emoção. Poucos minutos passavam das 09h00, quando Américo Alves viu ontem um forte contingente de 35 homens da GNR e técnicos da Câmara Municipal de Almada entrarem nos terrenos que cultiva com a sua família há gerações, na Costa de Caparica. Terrenos adquiridos pela Câmara em 1972, mas cujos arrendatários lutam há anos em tribunal, com os processos ainda a decorrer. Apesar de não haver sentença, foi ordenada a tomada dos terrenos agrícolas, com nervos à mistura. 0h30 'Isto é uma vergonha, estes terrenos são nossos', gritavam algumas das pessoas que ganham o sustento com aquelas terras agrícolas ao mesmo tempo que tentavam impedir que os militares da GNR entrassem no terreno e que os funcionários camarários arrancassem os equipamentos de rega. 'Entraram aqui e não apresentaram um único papel, além de que existem processos em tribunal e uma providência cautelar. Notificaram-me para sair até 28 de Abril, mas não podem fazer isto, pois ainda não há nenhuma sentença e eu pago uma renda todos os meses. Isto é a minha vida e o meu ganha pão', disse ao CM Américo Alves, de 66 anos, que explora o terreno, ao mesmo tempo que mostrava os papéis do tribunal. 'Esta é uma guerra antiga e a senhora presidente da Câmara está a roubar-nos. Ela só faz isto para ganhar dinheiro. Somos pessoas honestas e de trabalho.' "


(para ler tudo também pode fazer copy  paste)

Segundo a notícia, quem ordenou isto, quem foi?

Triste ideia e iniciativa deste Grupo de Campistas. 
Para quem não se esqueceu, não esquece e não ignora o passado, a missiva enviada pelo "Grupo de Campistas da Costa"   terá muito provavelmente um efeito oposto. É capaz de sair o tiro pela culatra ao Grupo, de esclarecidos moralistas políticos,  Campistas da Caparica, "detentores da verdade", no caso.

E isto para não falar nos danos que a tal Câmara Municipal  CDU/PCP de Maria Emília de Sousa provocou a Almada, ao comércio local, à vida urbana  e aos moradores ao longo do canal ferroviário com a implantação do comboio MST.
A Costa da Caparica é o que é e não evoluiu como merecia pelas suas naturais e excelentes condições da praia  porque a gestão camarária PCP/CDU durante 40 sempre a desprezou e nunca promoveu as suas potencialidades turísticas. Cultivou sempre um "turismo" de baixa qualidade,
Será que desprezou e ignorou a Costa da Caparica porque não era Junta de Freguesia sua?

Este Grupo de Campistas da Caparica afirma...os informados não acreditam no que estes afirmam...os sábios duvidam das certezas deste Grupo  e os  sensatos reflectem sobre as intenções deste Grupo.

O concelho de Almada  desenvolver-se-á quando:

- deixar de ser utilizado politicamente por oportunistas sedentos de poder e de realização das suas egoístas e prepotentes ambições pessoais e/ou ao serviço de grupos ou dos partidos políticos, como aconteceu no passado recente de domínio PCP/CDU, em que os interesses dos almadenses e residentes foram sempre menosprezados em nome da superior e exaustiva tríade de moralidade dos mandantes: "Trabalho, Honestidade, Competência".
Em nome desta tríade faziam e fizeram tudo  o que queriam nas costas dos munícipes, usando estes  como capacho, muitas vezes com a colaboração velada de alguma oposição ou de alguns elementos desta, uma e outros sem escrúpulos, que se entregavam no seu regaço

- os autarcas eleitos se dedicarem à causa pública:

SERVIR AS PESSOAS.

quarta-feira, 15 de setembro de 2021

Coisas "d´outra Almada" Parte I


A propósito de actuais profetas, videntes ou gente com "visão futurista" anunciarem ou reivindicarem o prolongamento da linha  do comboio MST até à Costa da Caparica ( que não estava prevista na 1ª fase do Metropolitano Ligeiro do Sul do Tejo - Programa Operacional da Região de Lisboa e Vale do Tejo - Acessibilidades e Transportes - Novembro 2002), convém recordar algumas passagens proféticas e muito elucidativas que constavam naquele Programa (do Ministério das Obras Públicas, Transportes e Habitação) com intuito muito provável de justificar a razão de ser da obra, convencer cépticos ou negacionistas, como hoje se diz, da  utilidade do MST e tentarem não deixar qualquer margem para dúvidas aos fiéis, sobre o altíssimo interesse de realizar a façanha. Eis:

1."MODELO DE GESTÃO
A gestão da infra-estrutura após o início da exploração da rede MST será da total responsabilidade da sociedade concessionária, a qual será igualmente responsável pela sua conservação e manutenção tendo como obrigação a entrega da infra-estrutura de volta ao Estado Português no final da Concessão em perfeitas condições de utilização."

Recorde-se o ruído que o combóio fazia e faz ! 
Alguém foi responsabilizado até à data por isso e pelos danos causados e que causa às pessoas que residem ao longo do espaço canal, bem como pelos danos causados nos edifícios e suas estruturas com a trepidação provocada pela circulação do dito?

2."PRINCIPAIS BENEFICIÁRIOS
Nesta primeira fase, a população dos concelhos de Almada e Seixal, bem como todos os agentes económicos locais, são os principais beneficiários do projecto.
A população destes dois concelhos é de cerca de 280 mil habitantes (em 2002). Os  maiores quantitativos populacionais verificam-se num eixo ao longo da EN 10 que abrange as freguesias destes dois concelhos, precisamente na zona da implantação do MST. Estima-se que em 2005 o conjunto das populações dos dois concelhos atinja os 336 mil habitantes, um crescimento de 20% que evidencia novos desafios de mobilidade, aos quais o empreendimento será a primeira resposta.
A franca melhoria dos níveis de acessibilidade provocada pelo novo transporte público de passageiros (MST) e pela sua articulação com os restantes modos de transporte, terá impactes significativos no âmbito do desenvolvimento do território e do dinamismo das actividades económicas em toda a área"

A profecia quanto aos beneficiários (e aumento da população) dos  dois concelho não se concretizou no tempo adiantado pelos profetas.
O Censos 2011 diz-nos que o apuramento verificado indica para os dois concelhos um total de 332.299 (Almada 174.030 e Seixal 158.269), portanto inferior à estimativa para 2005.
Só posteriormente a 2011 a estimativa do MOPTH para 2005 foi ultrapassada. 
O Censos 2021 diz-nos que a população dos dois concelho é 344.097 (Almada 177.400 e Seixal  166.697). 

3."A franca melhoria dos níveis de acessibilidade provocada pelo novo transporte público de passageiros (MST) e pela  sua articulação com os restantes modos de transporte, terá impactes significativos no âmbito do desenvolvimento do território e do dinamismo das actividades económicas em toda a área."

Estas profecias também não se concretizaram.

Sabe-se o que aconteceu a Almada.

A actividade comercial caiu estrondosamente, muitas lojas fecharam, outras perderam muitos clientes, o espaço público degradou-se, a qualidade de serviço de algumas lojas caiu. as acessibilidades e mobilidade dentro de Almada ficaram piores, os almadenses deixaram de partilhar o espaço público, a vida social  e os contactos entre pessoas perderam intensidade.
A população residente em Almada, Cacilhas e Pragal tem vindo a diminuir, com muitas pessoas a deixarem de residir nestas ex-freguesias.
O Ginjal e os terrenos da Margueira há quanto tempo estão à espera de um figurino novo?
Quanto dinheiro já não foi gasto em projectos e palpites técnicos infrutíferos?
Almada não cresceu nem evoluiu em consonância com as suas potencialidade e o que merecem as suas gentes. Em grande parte afundou-se com e por causa do comboio MST, embora existam ainda outras causas que não têm a ver com o comboio.

4."RESULTADOS ESPERADOS
O investimento nesta 1ª fase, logo que concluído, permitirá de imediato oferecer um serviço de metro de superfície com as caraterísticas indicadas no quadro seguinte:
Tal significará uma melhoria quantitativa e qualitativa da oferta do transporte colectivo de passageiros de onde resultarão em consequência, um grande número de passageiros transportados logo no 1º Ano de exploração do MST, cuja estimativa se apresenta no quadro seguinte:

"

Logo para o 1º Ano de circulação, a profecia ditava 28 milhões de passageiros  a utilizar o MST !
                                      ( um cenário animador, irrealista ou irresponsável ?)

Estas previsões dos profetas também ficaram pelo caminho e já passaram 12 anos desde que o inútil e glutão pelo dinheiro dos contribuintes começou a circular em pleno, correspondente à totalidade da 1ª fase.
O MST transportou em 2020 pouco mais de metade do número de passageiros adiantados pela profecia para o primeiro ano de funcionamento!

Só quem não teve de pagar do seu bolso os prejuízos que causou com irresponsáveis previsões ou profecias e quem não pode ser responsabilizado por continuar a utilizar o dinheiro dos contribuintes para colmatar despesas sem retorno é que poderá defender este elefante branco e continuar, mesmo assim, a contribuir para aumentar a dívida pública dos portugueses.
Outras pessoas defendem esta "expansão" só por palpites ou porque acham que sim que deve ser feita.
Porquê? Porque sim! Dizem.
Um exemplo chocante (ruinoso) das PPP  ( Parcerias Público Privadas ).

- Que ganharam as antigas freguesias Almada, Cacilhas e Pragal em requalificação urbana com O MST?
 Viram muitos dos seus  residentes mudarem-se para longe do inferno.

- Que ganharam os residentes que permaneceram nestas freguesias com o MST?
  Os que vivem ao longo do espaço canal passaram a serem atormentados 21 horas por dia com o barulho e ruído infernais das composições do MST em circulação.
   Estes e os que não vivem ao logo do espaço canal ganharam ainda a desconfiguração urbana e a degradação do espaço público.
  
- Que ganhou Almada com o MST? 
   NADA! Perdeu muito em vivência social e económica.

Os autarcas de então alardeavam  aos quatro ventos: " Almada a um metro do futuro "
Que Futuro?

QUE GRANDE EMBUSTE!

domingo, 12 de setembro de 2021

Coisas de Almada e de Gente Que Viveu e Vive Almada


Fica  aqui o convite para a sessão de  apresentação do livro sobre a Vida de Henrique Mota, incluído nas comemorações do centenário do nascimento deste desportista, da autoria do cacilhense Luís Bayó Veiga, a qual terá lugar no dia 15 de Setembro  de 2021 pelas 16 horas na Sala Pablo Neruda - Fórum Romeu Correia - na R. Dom Francisco Xavier de Noronha, Almada (junto à Praça S. João Baptista).
 

sexta-feira, 27 de agosto de 2021

Coisas nesta Almada

Promessas dos candidatos a autarcas do PCP.
Cuidado! 
Não esqueçamos o que fizeram no passado e como deixaram Almada e o concelho ao fim de 40 anos com a arrogância e prepotência do seu trabalho, honestidade e competência.
Sempre com uma competência acima de todas as críticas construtivas dos almadenses e da população residente. 


Depois de o PCP ter estado à frente do município durante 40 anos mas de costas para o desenvolvimento do concelho e da cidade de Almada, é preciso não haver vergonha para os seus candidatos   afixarem agora  em campanha de propaganda autárquica, cartazes ou  painéis publicitários como este, prometendo obras, Popularmente dir-se-á ."é preciso ter uma grande lata"!
A candidata do PCP à Câmara Municipal até disse que " pretende lutar no sentido de retirar o metro de superfície do centro de Almada para que possa circular debaixo de terra", 

Quem o pôs a circular à superfície e defendeu sempre esta opção não foram os autarcas do PCP? 
Já se esqueceram?
- Foram os autarcas do PCP liderados pela "grande timoneira" do Município Almadense, da Margem Sul e das suas populações, Maria Emília de Sousa.

A Câmara Municipal de Almada/os autarcas do PCP, justificavam então e assim a implantação do metro à superfície:
"Porque é um transporte ligeiro de inserção e requalificação urbana. Porque a análise de viabilidade económica que equaciona o número de passageiros e o traçado define esta opção como a decisão  acertada. Além de que a análise de experiências de metros de superfície em cidades com características idênticas a Almada aponta igualmente  esta como a melhor opção".

A mudança agora de opinião pode-se justificar com aquela sábia expressão de homenagem aos burros, que algumas pessoas usam para revelarem a sua "douta sabedoria" : "Só os burros é que não mudam de opinião".
Não deixa contudo de ser uma traição à "grande timoneira", justificada porque para certa gente que está na política a ética nos seus actos e decisões, bem como a defesa do interesse público são o que menos lhes interessa

Disse também a actual candidata querer "acabar com as barracas",  " resolver os problemas da habitação e lançar medidas de apoio a idosos, famílias e crianças". ....lindo! 
Foi sempre com  retóricas como esta que foram conseguindo os votos de cidadãos mais carentes e vulneráveis.
Veja-se o número de barracas que floresceram à entrada da Costa da Caparica nas designadas "terras da Costa" durante a gerência do PCP no município.

Durante os anos que antecederam a implantação  do comboio que designam por MST (Metro Sul do Tejo) e mesmo durante a obras, nos designados Fórum MST e em Assembleias Municipais, muitos munícipes foram alertando a Presidente do Município, Vereadores e outros autarcas, também dos partidos da oposição, para os graves erros que estavam e iriam ser cometidos na mobilidade e no espaço público dentro de  Almada e no golpe de morte na vida social e na actividade comercial no centro de Almada e não só, com  consequências muito negativas na qualidade de vida e bem-estar das pessoas.
Os então autarcas camarários, por falta de qualidades pessoais e notória carência de humildade para avaliarem os avisos, menosprezaram tudo e todos. Eles é que estavam certos. Com a sua arrogância política, o seu desconhecimento ou desinteresse do que é a boa política para servir as populações e o seu autoritarismo básico, rejeitaram avisos e críticas construtivas de almadenses e residentes.

- Criaram ridículas zonas pedonais  onde o comboio tem prioridade sobre as pessoas sem haver semáforos nem passadeiras para peões.
- Destruíram o centro de Almada e as principais avenidas, dividindo Almada ao meio.
- Fecharam ruas ao trânsito de veículos, que posteriormente tiveram de abrir, algumas sem piso adequado para veículos.
- Obrigaram automobilistas a fazer grandes percursos para acederem a uma rua que estava ali ao lado.
- Estreitaram faixas de rodagem, criando condições para frequentes engarrafamentos de trânsito e agravar  a deslocação de viaturas dos bombeiros em emergência.
- Limitaram drasticamente os estacionamentos e criaram uma empresa para multar os automobilistas "mal" estacionados.
- Obrigaram os residentes ao longo das linhas do comboio a viver e dormir em permanência 24/24  horas com o insuportável ruído ferroviário e trepidação dos edifícios, cujas consequências na saúde mental e não só, só a médio e longo prazo serão notórias ou não se chegarão sequer a conhecer por falta de correlação causa/efeito .
- Obrigaram com o ruído do comboio e as piores condições de vida criadas no centro de Almada, muitas pessoas e famílias a deixarem a cidade.
- Ao fim de 14 anos a circular (iniciou em 30/04/2007) o número de passageiros transportados anualmente pelo comboio MST está em pouco mais de 50% dos 28 milhões anunciados pelos "peritos", Câmara Municipal, Maria Emília Neto de Sousa e seus acólitos. O Estado transfere anualmente para a Concessionária MTS (Metro Transportes do Sul)  alguns milhões de euros dos impostos pagos pelos contribuintes, como compensação de aquele número "previsto" ainda não ter sido atingido. Dinheiro este que muita falta faz na Saúde e na Educação.
- Além destes milhões que o Estado paga à Concessionária para a ressarcir, os municípios de Almada e Seixal de acordo com o Plano de Comparticipações para a 1ª Fase da Rede do MST vêm pagando anualmente ao Estado desde 2003 montantes crescentes até 2013, que de 2014 até 2029 são fixos, respectivamente 1.108.987,59 €  e  312.791,37 €. (Fonte: Protocolo para Cooperação Técnica e Financeira entre o Estado/Concedente e os Municípios de Almada e do Seixal para a Concretização da 1ª Fase do MST, celebrado em 30/07/2002 )
- Levaram com o seu progressismo tolo, muitas mesmo muitas lojas a fecharem e muita gente a ficar sem emprego e trabalho.
- Almada ficou sem vida urbana, sem alegria e com uma população cada vez mais mais idosa, porque os mais novos  procuraram outros locais para residir longe deste desolador quadro.
-Votaram ao abandono a Costa da Caparica não só como cidade mas também como a grande e melhor praia dos arredores de Lisboa e da Margem Sul.
As potencialidade turísticas de Almada ter o monumento a Cristo Rei no Pragal  nunca foram aproveitadas, a ponto de os turistas que vêm de Lisboa em autocarros e viaturas visitar o monumento nem sequer vistam Almada e os seus miradouros para Lisboa (Jardim do Castelo e Boca do Vento)
- Coincidindo com a implantação - obras e início da circulação do MST -  no principal eixo viário de Almada, entre 2001 e 2011 a população residente nas então freguesias de Almada e Cacilhas caiu respectivamente de 19.513 para 16.586 (15,01%)  e de 6.970 para 6017 (13,67% ), continuando a cair  até ao presente no somatório das 4 freguesias que constituem a actual União  Freguesias com Cova da Piedade e Pragal. 
- Com a gestão do PCP as 4 freguesias urbanas da União vieram sempre a perder residentes o que revela que os  autarcas com a sua criatividade de ditos progressistas e de progresso nunca foram capazes de criar condições para fixar e atrair pessoas.

É este o quadro herdado  e o futuro consequente da gestão dos autarcas do PCP com que premiaram Almada, quando referindo-se ao seu designado MST diziam:
- " Almada a um metro do futuro "
- " O MST constitui um excelente instrumento de valorização do espaço público, do ambiente e da qualidade de vida das populações ".
- " O comércio em Almada ficará beneficiado (com o MST). Prevê-se que o Metro transporte cerca de 28 milhões de passageiros por ano. Este número traduz.se em milhares de pessoas (cerca de 80.000 diziam) a passar, todos os dias, pelas ruas do concelho. Com a requalificação urbana que se irá  operar em simultâneo, haverá mais espaço para os peões e mais estacionamento rotativo. Estes factores vão criar condições para potenciar o comércio local."
Pergunta-se :Que requalificação urbana?
Os estragos infelizmente são notoriamente visíveis.
Foram anos de música de embalar.....

Eis um folheto exemplar da propaganda do tempo de meter à força na cabeça dos almadenses e da população o MST daqueles autarcas. Uma pequena amostra da mentalização então em curso e usada pelos autarcas do PCP.
Almada Centro  Shopping a Céu Aberto
Pág 1 e 4
Pág 2 e 3


Todos nós, os que assistimos a esse tempo de delírio patético daqueles que impuseram ditatorialmente o combóio à população e sobrevivemos até à data, conhecemos a triste realidade em que Almada se encontra, fruto dos devaneios mentais daquela gente sem sentido de servir  com dignidade a população, as pessoas  e o concelho.

Virem agora com paínéis de propaganda de rua, prometer e anunciar obras remendeiras e demagogas  cheira a falta de sentido ético e falsidade.
Assim não! Obrigado.

"É preciso ter uma GRANDE LATA!"

sexta-feira, 20 de agosto de 2021

Coisas de "Uma Almada"

Encontrada  explicação para o enigma da proliferação, existência e persistência das ervas nos passeios, espaços públicos e canteiros de árvores nesta Almada, como nunca visto. 
O PS apostou em tornar Almada Mais Verde..."VÊ-SE A DIFERENÇA"... "Almada está mais verde" sem agravamento de custos, "sente-se a diferença na qualidade de vida".


Painel promocional do PS junto ao Mercado Municipal de Almada
(o destaque a verde  é meu)





São 5 fotografias de hoje, que mostram os efeitos do objectivo  Almada Mais Verde , iguais a tantas outras que se podem captar por Almada e pelo concelho, onde nem os canteiros de árvores escapam à "Onda Verde" municipal, aplicada a esta Almada, de mistura com lixo.
Percebe-se agora também porque as árvores não são podadas nesta Almada e têm crescimento descontrolado: quantos maiores e mais ramos, maior o volume de verde e Almada será mais verde.

sábado, 14 de agosto de 2021

Coisas desta Almada

COMO VAI OU ESTÁ A MINHA ALMADA



Escolheu Almada para viver?
Óptimo!

Uma Almada...onde se vive cada vez melhor!

...realmente é bom viver em Almada


é mesmo bom...



Duas imagens de uma "sala de espera" das urgências do Hospital Garcia de Orta, em Almada.
As outras duas salas, são 2 contentores de reduzida lotação.
Estas duas imagens nada têm a ver com o município, mas não deixam de ser imagens de "uma Almada onde se vive cada vez melhor".
Dirá um "amenizador social": sempre é melhor do que não ter serviço de urgência ou Hospital!





Quatro imagens como exemplo de como se limpa e cuida dos espaços públicos e zonas verdes em Almada.
Com este zelo é muito agradável viver em Almada...porque se vive cada vez melhor!










Numa cidade - Almada - onde se tolera ou permite (?) a vandalização da propriedade privada e espaços públicos.... então vive-se cada vez melhor!
Quando os proprietários são obrigados a limpar e conservar os edifícios, perante o que se observa permanentemente... então é mais uma razão para se viver cada vez melhor em Almada.


e por fim obras que duram...duram ...duram.. (por inactividade) meses e meses a fio!

(Pode-se aumentar as imagens clicando sobre as mesmas)

Foram fotografias captadas entre 31 JULHO e 07 AGOSTO de 2021 em Almada, mas que são também, representativas do que se vê pelo concelho.

Durante o longo período de  gestão de Almada pelo PCP, Almada foi-se degradando, fragilizando, perdendo vida, vivência social e vivências. O espaço público deixou de ser partilhado e vivido pelos almadenses e por quem escolhera Almada para viver.
 Almada vem adquirindo cada vez mais um estatuto de deserto, dormitório ou mesmo de subúrbio, parecendo que está abandonada, onde deixou de ser agradável passear pelas ruas (Almada por força do PCP perdeu as suas avenidas para um inútil e despesista combóio ) tal a vandalização dos edifícios e degradação do espaço público. Chega  a ser um triste espectáculo o que observamos.
A gestão ( durante 40 anos) do PCP não é a única responsável pela situação em que Almada se encontra. PS, PSD e BE, também têm a sua quota parte de responsabilidade, principalmente os dois primeiros, pela acolhedora colaboração que deram ao PCP, esquecendo o seu dever  democrático de serem oposição para defenderem os interesses da população e da cidade.
Para muita gente natural de Almada ou não e aqui residente, em Outubro 2017 surgiu a esperança de que Almada entraria num ciclo de dignificação da Cidade e do concelho. Foi só um sonho. A realidade é aquilo que qualquer pessoa, qualquer almadense - sem lentes partidárias - poderá observar, circulando como peão por ruas e passeios (mal cuidados) do concelho e de Almada. 
Não conheço cidade, vila ou aldeia de Portugal tão sujas e com tanto lixo nas ruas quanto Almada.
Parece que foi dado continuidade ao trabalho do PCP.
Almada e o concelho pelas suas condições naturais e por devido respeito para com as suas gentes, não podem continuar a ser geridos - como o PCP o fez -  por um distanciamento dos autarcas relativamente aos residentes, às pessoas, aos seus interesses colectivos, ao seu bem-estar, ao cuidado pelo espaço público..
Os autarcas são eleitos para servir o interesse público e os munícipes, proporcionando-lhes melhores condições de vida no espaço público. O poder democrático encontra-se nas acções quotidianas ao serviço da comunidade, promovendo o maior bem.

Não basta dizer "escolho uma Almada onde se vive cada vez melhor"
Escolho "uma Almada ou Almada". Afinal qual Almada?
Escolher para quê?
Para viver?
Vive mesmo ou é só propaganda de ocasião?
"uma Almada",  não é a Almada real ou a que as imagens mostram, as quais não são nada agradáveis para os residentes e para os naturais de Almada.

Nasci em Almada e sempre aqui vivi.
Presentemente não escolheria  (com alguma mágoa)  para viver, esta Almada que vejo e observo no dia a dia.  
P.S. : Só espero que não venham com a cassete usada pelos obstinados e intrépidos paladinos do PCP (mesmo não sendo naturais de Almada) quando ouviam críticas dos almadenses à sua arrogante gestão:
"Se não estás bem muda-te"