Quarta-feira, 20 de Agosto de 2008
Gente de Almada, Gente Que Viveu e Vive Almada
Segunda-feira, 11 de Agosto de 2008
Coisas de Almada e da Gente de Almada
Domingo, 3 de Agosto de 2008
Coisas de Almada e da Gente de Almada
Domingo, 20 de Julho de 2008
Gente de Almada, Gente Que Viveu Almada

Segunda-feira, 7 de Julho de 2008
Coisas de Almada e de Gente Que Viveu Almada
"ADORÁVEL ALMADA" de Augusto Santana D´Araújo é um livro de prosa rimada como o autor diz, impresso em 1959 e dedicado pelo autor ao Município de Almada.
A MINHA «ACADEMIA»
Academia! sabes que desde a infância,
Eu e outros jovens, como os velhos precursores,
Plêiade ardente, cheia de amor e constância,
Pansámos renovar a obra dos Fundadores.
Era juvenil e pobre, a nossa ajuda of 'recida,
Cheia de amor e fé. - Com toda a assiduidade,
A victória surgiu e, quando conseguida,
O povo glorificou-te p' ra toda a eternidade.
Bem merecia o teu passado os sacrifícios
Da geração heróica que, alheia a artifícios,
Sacrificou a vida, na obra sedutora.
Teus fins educativos, ah! nunca mais param!...
Adoram-te as crianças e os homens te amparam.
Foi lindo o teu passado. O presente é luz da Aurora!
Pergunta: O que é hoje a Academia Almadense?
Domingo, 15 de Junho de 2008
Coisas de Almada e da Gente de Almada
Igreja do Pragal ou Ermida do Pragal, em 1948, sede da Paróquia de Cristo-Rei criada em 1976, 17 anos após a inauguração do Monumento e Santuário de Cristo-Rei, situada no Largo Armindo dos Santos, no Pragal, visível para todos que atravessam a Ponte sobre o Rio Tejo, na arriba à esquerda para quem se dirige para sul.DECRETO DE ERECÇÃO DA PARÓQUIA
A comunidade cristã do Vicariato de Cristo Rei, da Vigararia de Almada, desta Diocese de Setúbal, pede para ser erecta a Paróquia do mesmo nome. Atendendo à grandeza da Paróquia de Santiago de Almada, da qual é principalmente formada e à capacidade de evangelização e testemunho de que deu provas no longo período experimental e esperando que, com a sua elevação a Paróquia, melhor e mais eficazmente possa prosseguir os seus objectivos, HAVEMOS POR BEM, pelo presente DECRETO e depois de ouvirmos o Presbitério da Diocese, o Corpo dos Consultores Diocesanos, bem como os Reverendos Párocos das Comunidades Cristãs confinantes, erigir a Paróquia de Cristo Rei, atribuindo-lhe como sede a Igreja de Nossa Senhora Mãe de Deus e dos Homens, situada no lugar do Pragal e nomeando o Rev. Padre Norberto Martins, da Companhia de Jesus, seu primeiro Pároco. À Paróquia são atribuídos os seguintes limites: Norte: Rio Tejo a partir do limites nascente da Paróquia do Monte de Caparica até encontrar uma linha prolongamento do muro poente da cerca do Seminário, contornando-a sempre até à Rua D. Leonor de Mascarenhas. Nascente: Rua D. Leonor de Mascarenhas até encontrar a Rua Capitão Leitão, que será seguida para poente, bem como a Rua dos Espatários, Rua D. João de Castro até encontrar a Rua Nuno Álvares Botelho que seguirá para sul até cruzar o limite norte da freguesia da Cova da Piedade. Sul: A partir do ponto do cruzamento atrás referido até ao limite nascente da freguesia do Monte de Caparica, seguindo o limite norte da freguesia da Cova da Piedade. Poente: Desde este ponto referido até ao Tejo, seguindo o limite nascente da freguesia do Monte de Caparica. Deste Decreto se dará conta ao Ex.mo Governador Civil do Distrito, ao Rev.mo Vigário da Vara, aos Rev. Párocos vizinhos da nova Paróquia e à Imprensa Diocesana.
Setúbal, 21 de Novembro — Festa de Cristo Rei de 1976.
Ass. + Manuel da Silva Martins, Bispo de Setúbal.
Quarta-feira, 4 de Junho de 2008
Coisas de Almada e da Gente de Almada
Capa de uma Publicação datada de Maio 1948, da Comissão Municipal de Turismo, onde se faz referências aos Planos de Urbanização de Almada e da Costa de Caparica e podemos ler esta página sobre
Sábado, 10 de Maio de 2008
Coisas de Almada e de Gente Que Viveu Almada
Varino "LEALDADE", construção em Ribeira de Pardilhó, concelho de Estarreja, distrito de Aveiro em 27-6-1922.Sábado, 26 de Abril de 2008
Gente de Almada, Gente Que Viveu e Vive Almada
Destes jovens de então, fotografados, infelizmente o primeiro na foto à direita, o Jorge Pinto, já não se encontra entre nós.
Domingo, 13 de Abril de 2008
Coisas de Almada e de Gente Que Viveu e Vive Almada
Sexta-feira, 28 de Março de 2008
Gente de Almada, Gente Que Viveu e Vive Almada
Turma da Escola Primária de Almada, masculina, início dos anos 40 (1942-1943 ?) com todos alunos de bata branca.Certamente ainda se encontram entre nós alguns dos jovens de então, na foto com a sua Professora Maldonado que morava na Rua Capitão Leitão, por cima da antiga Barbearia do Artur.
De salientar o elevado número de alunos (60) que esta professora tinha de "aturar".
Cremos que era frequente na época as turmas serem grandes. Outras fotos que possuimos de turmas desta mesma Escola, exibem igualmente um número elevado de alunos.
Sábado, 22 de Março de 2008
Coisas de Almada e da Gente de Almada
Cena de Cacilhas, no ex-Largo Costa Pinto, do início do Século passado, com várias vendedeiras, em aguarela de Alberto Sousa, falecido em 1961.Esta cena é no local correspondente à actual entrada do posto da Guarda Nacional Repúblicana (Brigada Fiscal), com significativas diferenças relativamente ao presente.
Localmente funcionava uma taberna como se vê.
Domingo, 9 de Março de 2008
Coisas de Almada e da Gente de Almada
Quinta-feira, 28 de Fevereiro de 2008
Gente de Almada, Gente Que Viveu Almada
Descarregadores de cortiça, trabalhadores da Fábrica H. Bucknall & Sons, no Caramujo, Cova da Piedade, na década de 1920.Esta foto foi-nos cedida por amigo e está integrada no livro "Almada na História da Indústria Corticeira e do Movimento Operário" (1860-1930) de Alexandre M. Flores. Ed. CMA 2003.
Terça-feira, 5 de Fevereiro de 2008
Coisas de Almada e da Gente de Almada
Escreveu a imprensa da época que “ a entrada do barco ao serviço foi assinalada com uma soberba viagem inaugural realizada até à barra... para ver o pôr do sol digno da melhor marinha”.
Os convidados “foram recebidos ao portaló pelo sócio gerente da empresa, Sr. Jerónimo Durão”, que lhes “mostrou todas as dependências do barco, incluindo a casa das máquinas”.
Citando a mesma imprensa: «A Sociedade proprietária – Jerónimo Durão e Filhos, Lda – preza-se de apresentar um barco, que em verdade serve o público condignamente. Com efeito a amplidão do barco, a comodidade dos assentos, a potência dos motores, a limpeza das instalações higiénicas, a solidez da construção revelam a preocupação de bem servir, e colocam esta unidade muito acima das restantes em serviço.
Aos convidados foi servido um esplêndido copo de água, fornecido pela Pastelaria Ferrand, Lisboa.»
O "Renovação" tinha as seguintes características.
- comprimento, 26 metros
- boca, 6,96m
- pontal, 2,50m
- lotação, 430 passageiros
- potência do motor 530h.p.
- velocidade máxima, 12milhas/hora
Este barco, juntamente com seu semelhante "Recordação", tinha na verdade dimensões, características e qualidades muito acima dos outros, que na época transportavam só passageiros, entre Cacilhas e Lisboa, proporcionando uma viagem muito mais agradável e confortável aos seus utilizadores.
O “Renovação” navegou no Tejo até à sua substituição pelos actuais cacilheiros da "Transtejo", após a nacionalização deste serviço.
Terça-feira, 29 de Janeiro de 2008
Coisas de Almada e da Gente de Almada
Costa de Caparica, início dos anos 50 do Séc XX, Rua dos Pescadores, "o picadeiro", como era conhecida.Esta artéria da então "Praia do Sol" era muito concorrida no Verão e especialmente nos fins de semana, quer de dia quer à noite.
À direita na foto vemos o edíficio do antigo Restaurante Floresta, e ao fundo à esquerda o edifício do "Papo-Seco", cuja esplanada se enchia nas tardes e noites de Verão.
Tudo se acabou com a democracia e o pseudo desenvolvimento sustentado e retrógrado imposto por uma autarquia decrépita e decadente.
A Costa de Caparica perdeu sua magia, sua atracção e encanto junto de almadenses e forasteiros e hoje apresenta-se miseravemente ao país e ao mundo com uma zona balnear desprezada por autoproclamados vanguardistas da Revolução de Abril.
Sábado, 12 de Janeiro de 2008
Coisas de Almada, Gente Que Viveu Almada

Sexta-feira, 4 de Janeiro de 2008
Coisas de Almada e da Gente de Almada
Quarta-feira, 28 de Novembro de 2007
Gente de Almada, Gente Que Viveu e Vive Almada
Cerimónia pública de lançamento da primeira pedra para um Pavilhão Gimnodesportivo do Ginásio Clube do Sul, no terreno entre a Rua Cruzado Liberche e a Rua Lourenço Pires de Távora, em Almada. No local não chegou a ser construído qualquer Pavilhão.Quarta-feira, 14 de Novembro de 2007
Gente de Almada, Gente Que Viveu Almada
Aos 16 anos chegou à Trafaria para trabalhar na Padaria do Sr. Miranda como padeiro, a convite de seu primo José Tiago, chefe do pessoal.
Transferiu-se depois para a padaria do “Mano” na Costa de Caparica , tendo trabalhado ainda em Almada, dentro do mesmo ramo.
Regressou à Costa de Caparica onde viria a casar aos 21 anos com uma caparicana de quem teve três filhos.
De seguida lançou-se sozinho, com fabrico próprio, no negócio de padeiro e pasteleiro auxiliado por sua mulher.
Fazia broa de milho, os pastéis caparicanos ( bolos com a forma de lagarto e de bonecos) e a Bola Nova, as suas deliciosas iguarias.
Comprou uma casa, para desenvolver o negócio. Era na Rua Costa Pinto que tinha a sua fábrica. Vendia suas especialidades doces na praia, entre o antigo banheiro Estrela do Mar e o ainda actual Bexiga e, fazia também uma distribuição de bicicleta por tascas, principalmente no Inverno, desde a Costa de Caparica a Cacilhas, auxiliado algumas vezes por um dos filhos.
Por volta dos 33 anos compra o seu primeiro carro, um Ford V8 e passa a nova fase do seu negócio. De manhã vende bolos na praia e à tarde trabalha com o táxi em Cacilhas onde também vende bolos que transporta no táxi. O Sr. Daniel não parava.
A broa de milho era uma especialidade sua vendida a vinte centavos ($20). Tinha clientes certos: os Evandros, Mestre Adrião e Francisco José da Silva (Mestre Xico) entre outros.
Daniel “Bola Nova” era católico e muito exigente para com seus filhos nas relações sociais e profissionais.
Na época de praia, era aguardado todas as manhãs por adultos e crianças. Hoje, certamente quem frequentava a praia e tem mais de 25 anos, lembra com saudade aquele homem simpático, vestido de branco e boné na cabeça, o “Bola Nova”. Era a alegria da criançada com seu pregão e imagem de marca “lá vou eu”, em resposta aos apelos dos que solicitavam sua presença com o carrinho de mão, onde transportava os bolos pelo areal, sempre com grande perícia. Com aquele pregão dava a todos a certeza que ninguém ficava por atender.
Em homenagem a esta figura simpática e símbolo da “praia da Costa” durante décadas, um Grupo de Pais criou numa Escola, alguns anos atrás, a Associação de Pais “ Bola Nova”, justificando desta forma a razão do nome:
“Era uma vez, no tempo em que vossos pais eram crianças, um Senhor....
Um Senhor vestido de branco, que tinha um carrinho branco com letras vermelhas e que vendia uns bolos que eram uma delícia.
Com seu pregão de “lá vou eu” chamava pelas crianças, que lutavam para chegar em primeiro lugar junto dele, para comer aquelas “Bolas Novas “ que faziam a alegria das crianças.
Por isso, nós, os vossos pais, com o nome da nossa Associação, tentamos homenagear alguém que tão conhecido foi (e é), na nossa terra, o Sr. Daniel dos Bolos, mais conhecido pelo «BOLA NOVA» ”.
Terminou a venda de bolos aos 89-90 anos. Figura popular na Costa de Caparica e no concelho de Almada, era reconhecido em todo lado. «Lá vai o Daniel “Bola Nova”» diziam, «Lá vou eu» dizia ele.
Foi um apaixonado pelo ciclismo, como amador. Tinha também uma grande paixão pelo seu último táxi, um Mercedes 220, que só deixou de conduzir 5-6 meses antes de falecer. Impossibilitado de o conduzir sentava-se frequentemente ao volante.
A Junta de Freguesia da Costa de Caparica e o concelho de Almada não podem esquecer esta simpática pessoa que foi figura popular e rosto das praias da então Vila da Costa de Caparica, durante décadas.
DANIEL “BOLA NOVA” está de forma indelével associado à terra que ele tão bem conheceu e palmilhou vezes sem conta.
É acto de justiça para com a terra e suas gentes e uma mais valia para a cidade atribuir seu nome a uma artéria da Costa de Caparica :
a Rua Francisco António Daniel ( DANIEL “BOLA NOVA”).
Faleceu em Dezembro de 2001, com 91 anos. Está sepultado no Cemitério da Costa de Caparica.
Quarta-feira, 24 de Outubro de 2007
Gente de Almada, Gente Que Viveu Almada
Victor Ferreira, Poeta, foi um jovem que no final dos anos sessenta e na década de setenta vivia em Almada frequentando com os amigos ligados às letras e às artes e, outros, os cafés habituais: o Central e o Repuxo. Deixou Almada, dizem-nos, para regressar a sua terra natal. Não sabemos onde reside actualmente.Estamos a procurar junto de quem com ele conviveu mais perto, saber seu paradeiro para acrescentar mais alguns elementos a este post.
Possuímos dois pequenos livros de poemas dele.
Um, tem o simples nome "Poemas" Ed. 24-11-75, o outro "Trilho" Ed. 16-12-76.
Aqui deixamos um poema de cada um, respectivamente:
quando quiseres
rir - ri
quando quiseres
chorar - chora
não és
um verdadeiro homem?
nasci com o sonho de mil ícaros
não tenho tempo nem pátria
apenas herdei
esta febre de voar
Segunda-feira, 17 de Setembro de 2007
Gente de Almada, Gente Que Vive Almada
Carlos Soares, Escultor, residente no concelho de Almada, nasceu em Lisboa em 1944. Foi durante a sua adolescência, que se iniciou junto de seu pai no restauro de arte sacra. Entretanto frequentou a Escola de Artes Decorativas de António Arroio. (a completar)
Sexta-feira, 10 de Agosto de 2007
Coisas de Almada e de Gente Que Viveu e Vive Almada
“O Externato Frei Luís de Sousa, construído, propositadamente, pelo Patriarcado de Lisboa, segundo os métodos da moderna pedagogia, está empenhado em ser o melhor colaborador dos pais na instrução e educação de seus filhos. Aqui encontram os alunos do Ensino Primário e Liceal ambiente propício a esta finalidade.
Neste Estabelecimento de Ensino, procura dar-se aos educandos a cultura necessária correspondente às exigências dos programas oficiais e ainda aquela formação de carácter que os levará a desempenhar, com dignidade, a função social que lhes está reservada na vida.
Sendo as virtudes humanas o fundamento das virtudes cristãs, pretende o Externato proporcionar aos alunos um ambiente de verdade e sã alegria.”
(do folheto editado pelo Externato, no seu início, com as Condições de Admissão e Preçário)
“O Frei” actualmente pertence à Diocese de Setúbal, estando construído no local onde se realizou durante alguns anos a Feira de Diversões, por altura das Festas da então Vila de Almada, em honra de S. João Baptista, seu Padroeiro.
O Externato Frei Luís de Sousa tem sido ao longo dos anos local de passagem, de encontro e de partida de muitos jovens que aí iniciaram os estudos, uns pela primária, outros o secundário que lhes deu acesso a estudos superiores.
Para lá do ensino em horário diurno, o Externato Frei Luís de Sousa iniciou no final dos anos 60, o ensino liceal nocturno destinado a adultos, cujo êxito se deve ao Director desse Curso, Dr Caldeira Pais, seu iniciador e dinamizador.
Com um corpo docente de qualidade, da primária ao liceu, o Externato Frei Luís de Sousa iniciou a sua actividade em 1956 sob a Direcção do Padre João Cabeçadas, substituído anos mais tarde pelo Cónego Gonçalves Pedro, também Reitor do Seminário de Almada.
De entre os Directores recordamos ainda o Padre Jaime, posteriormente Pároco de Almada e o Padre Brito.
Do corpo docente recordamos aqui alguns elementos que leccionaram no “Frei”:
Pe Albino Cleto, actual Bispo de Coimbra (Latim), Dr. António Lobo (História), Profª. Bibiana (Ensino Primário), Dr. Calado (Inglês), Dr. Caldeira Pais (História e Filosofia), Monsieur Etienne Pourtallés (Francês), Prof. Francisco D´Orey (Música), Dr. Francisco Santana (História), Dr. Francisco Taborda (Geografia), Prof. João Afonso (Música), Dr. João Moita (Grego e Latim), Ten. Jonet (Educação Física), Pe Louro (Música e Religião e Moral), Dr. Manuel Formiga (Matemática), Dr. Marcelino Horta (Ciências Naturais e Biologia), Drª Maria Alice ( Português e Francês), Drª Maria da Graça (Matemática), Drª Maria Leonor (Físico-Quimica), Dr. Mário Fernandes (História), Prof. Oleiro (Ensino Primário) Prof. Sequeira (Educação Física), Prof. Silva Marques (Educação Física), Pe Sobral (Religião e Moral), Drª Teresa Dingle (Desenho), Diácono Dr. Viana da Costa (Filosofia).
Dos funcionários temos presente:
Srª Carminda (Contínua), Sr. Caldeira (Porteiro), Sr. David (Porteiro), Sr. João António (Contínuo, posteriormente funcionário da Secretaria), Srª Margarida (Contínua)
Sr. Mário Filipe (Contínuo, posteriormente Chefe da Secretaria), Sr. Muller ( O primeiro Porteiro do “Frei”), Sr. Possidónio José (Contínuo, posteriormente Chefe da Secretaria), Sr. Teixeira (Contínuo), Sr. Vitorino (O primeiro Chefe da Secretaria).
O Externato Frei Luís de Sousa dispunha ainda no seu início de uma Equipa Clínica formada pelo Dr. Catarino e sua Esposa também médica. Viemos a encontrar o Dr. Catarino anos mais tarde num hospital, onde exercia a especialidade de Anestesista.
O Dr. Viana da Costa foi um verdadeiro mestre nas aulas, com um relacionamento inovador para a época com os alunos, dentro e fora da sala de aulas, incentivando-os a enriquecerem os seus conhecimentos culturais na área das ciências humanas. Os alunos cognominaram-no de “O Ginjas”.
Sabendo que assim era referido pelos alunos, nunca revelou relutância ou manifestou qualquer animosidade por isso. Hoje todos seus alunos se recordam de “ O Ginjas” com a satisfação de o terem tido como mestre e amigo.
Sexta-feira, 13 de Julho de 2007
Gente de Almada, Gente Que Vive Almada
Carlos Peixoto da Silva Sameiro, nasceu em Aveiro, a 20 de Agosto de 1910, vive em Almada. É viúvo, a esposa faleceu há 3 anos, tem uma filha com quem vive.Sexta-feira, 6 de Julho de 2007
Gente de Almada, Gente Que Viveu Almada
Arménio Reis era natural de Almada, nasceu em Cacilhas a 13 de Julho de 1934.Cidadão de grande talento artístico, começou na sua meninice a trabalhar em ourivesaria. Mais tarde dedicou-se à pintura e foi como aguarelista que também nos deixou excelentes trabalhos.
Para lá da pintura, Arménio Reis revelou os dotes criativos das suas qualidades inatas, na decoração, cenografia, grafismo e na poesia que dedicava espontaneamente aos amigos.
Participou com seus trabalhos em várias exposições em Portugal e além fronteiras.
Os seus trabalhos encontram-se espalhados pelo Mundo.
Arménio Reis era uma pessoa com ideias e vivência próprias, que não esquecia as dificuldades económicas e as carências que ele e seus pais tinham passado e sempre soube retribuir o reconhecimento a quem tinha ajudado os seus a ultrapassar alguns momentos menos felizes.
Arménio Reis, na década de 90, era figura presente pelas manhãs e tardes à mesa de Café na Praça da Renovação, (Praça MFA), com muitos de seus amigos entre os quais: Francisco Bastos, Jaime Feio, Carlos Durão, João Samorrinha, Miguel Cantinho, Henrique Mota e Fernando Coelho.
Os momentos vividos com ele foram sempre ocasião para períodos de boa disposição e normalmente era nesses momentos que Arménio Reis rascunhava num qualquer papel, às vezes na toalha de papel da mesa ou num guardanapo, umas quadras dedicadas a um dos presentes, assim como em ocasiões, rascunhava qualquer coisa que não era uma coisa qualquer.
Até num prato de servir bolos no café, o Arménio Reis fazia pintura de improviso que oferecia à empregada.
Pessoa humilde, Arménio Reis tinha um carinho especial por um companheiro de tertúlia também pessoa boa, João Samorrinha, de mais idade, mas baixinho. Quando o via chegar tinha sempre uma tirada que fazia rir o pessoal, entre elas esta: “Fui levar o puto à escola de manhã e ele já aqui está. Fugiste?”
Numa das vezes em que de improviso o Arménio Reis escreveu umas quadras, estas dedicadas ao seu amigo Francisco Bastos, estavamos presente e aqui as reproduzimos.
Ainda me lembro bem
Quando te via correr
Corrias como ninguém
Até dava gosto ver
De passada forte e larga
Corre o leão sob o peito
Da memória não se apaga
Da massa que eras feito
Não gosto de te ver triste
Que me aperta o coração
O que foste e o que viste
Nem pareces um leão.
Arménio Reis faleceu, um tanto ou quanto inesperadamente porque inicialmente nada fazia prever esse desenlace, em 5 de Fevereiro de 1997, após um período de internamento no Hospital Garcia de Orta, em Almada, onde ainda o visitámos por duas vezes.
Sábado, 23 de Junho de 2007
Coisas de Almada e de Gente que Viveu Almada
Este curioso folheto,uma relíquia, refere-se a uma CASA de COMIDAS, afamada no Ginjal, em Cacilhas nos anos 40, que fazia daquele local uma atracção gastronómica, onde o charroco e as eiroses faziam a gala da comida desta Casa.Sábado, 16 de Junho de 2007
Gente de Almada, Gente Que Viveu Almada

Domingo, 3 de Junho de 2007
Gente de Almada, Gente Que Viveu e Vive Almada

Foto do passeio de 1950 da Firma José Pinto Gonçalves Lda
(para aumentar clique sobre a foto)
José Pinto Gonçalves foi proprietário de um Armazém de Géneros Alimentícios (Mercearia) em Almada, desde finais do Séc. XIX até 1956.
Natural de Vila Cova do Alva, concelho de Arganil, onde nasceu a 15 de Novembro de 1871, faleceu em Almada, em 1956 com 84 anos.
José Pinto Gonçalves veio para Lisboa aos 17 anos para trabalhar na construção civil, tendo conseguido o seu primeiro emprego na construção do Liceu Passos Manuel, como ferramenteiro, porque sabia ler e escrever.
Este homem, beirão de nascimento, mas almadense por opção para trabalhar e governar a vida, foi um verdadeiro empreendedor para a época, final do Séc XIX.
Em Lisboa e de sociedade com Joaquim Mendes, natural de Pomares, Arganil, alugou um quiosque no Cais do Sodré e aí montaram um negócio.
Deixou depois a sociedade do quiosque e resolveu atravessar o Tejo para se radicar em Cacilhas, onde viria a abrir a Mercearia Beira Alta, na Rua Cândido dos Reis, junto ao antigo chafariz.
Casou com Maria Laura Pinto. Como a esposa tinha conhecimentos de tecidos, vislumbrou diversificar o negócio, passando a vender fazendas e tecidos na mercearia.
O casal teve três filhos: Maria Sara, Maria de Lourdes e José Carlos Pinto Gonçalves, o mais novo dos três filhos.
Quando do nascimento do primeiro filho do casal, a esposa passa a dedicar-se às tarefas domésticas para acompanhar de perto os filhos e a mercearia deixou de vender fazendas e tecidos.
José Pinto Gonçalves não se resignou com a diminuição da actividade. Decidiu incrementar o negócio, desenvolvendo a mercearia fez um autêntico “up-grade” para a época, transformando-a no Armazém de Mercearias José Pinto Gonçalves, no mesmo local, tendo para o efeito comprado uma garagem nas traseiras da mercearia.
Mais tarde, deu sociedade no armazém a seu sobrinho António Leal Pinto, também de Vila Cova do Alva, passando a firma a designar-se José Pinto Gonçalves Lda.
Em 1 de Agosto de 1950, acompanhando o crescimento de Almada, o armazém foi transferido para a Av. D. Afonso Henriques nº 15, em Almada (local do actual “Baratão”).
A criatividade e o dinamismo de José Pinto Gonçalves, associados ao seu e





