sábado, 29 de outubro de 2011

Coisas de Almada e de Gente Que Viveu e Vive Almada

Costa da Caparica, anos 50 do século passado com  passadeiras em madeira  sobre a areia que davam acesso aos banheiros. A passadeira central era provavelmente a que leva os banhistas até ao estabelecimento de banhos "Tarquínio".
Nesta foto vêem-se duas construções ainda existentes: Hotel Praia do Sol e uma vivenda.
Os anúncios comercias ao longo das passadeiras faziam parte do visual de quem entrava na zona do areal e se dirigia para a beira-mar..
De notar a presença de um veículo motorizado - tractor com atrelado - que fazia transporte de banhistas ao longo da areia, evitando estes uma longa caminhada  até chegar à zona dos banheiros/toldos e barracas.
Nesta época ainda não havia o paredão, nem os actuais barrotes (caríssimos) sobre a areia.
Vêem-se na imagem algumas pequenas dunas e sua vegetação natural.
Tudo isto  "o progresso" levou e até afastou as pessoas da Costa da Caparica.

sábado, 22 de outubro de 2011

Gente de Almada, Gente Que Viveu e Vive Almada

O Dr. Marques Açucena, clínico muito conhecido dos almadenses, que viveu e exerceu medicina em Almada onde teve o seu consultório particular na Praça da Renovação (anos 50) e posteriormente no Largo do Mercado (Praça do Comércio), assistindo em consulta pediátrica uma criança, na "Clínica do Povo" na Cova da Piedade em 1975.

domingo, 16 de outubro de 2011

Coisas de Almada e da Gente Que Viveu e Vive Almada

Foto da sala principal do ex-Café Central de Almada com o aspecto que tinha ainda no início da década de 70 e quando da ocupação levada a efeito por jovens estudantes e outros. Depois desta acção os proprietários do Café substituiram as mesas quadradas de madeira e as cadeiras por outras mesas redondas e mais pequenas para dificultar a utilização como mesas de estudo.
Havia três fiadas de mesas de cada lado, sendo que a mais interior, encostada à parede forrada a madeira, era de mesas só com duas cadeiras, enquanto todas as outras tinham quatro.
Esta sala tinha acesso directo pela Av. D.Afonso Henriques. Quem acedia ao Central pela Praça da Renovação, tinha de descer os quatro pequenos degraus visíveis na foto, para aceder à "sala de estudo"
Quem frequentou o Central nesse tempo, lembra-se desta sala e reconhecerá facilmente o balcão onde eram tiradas as bicas/cafés, as mesas que ficavam na parte superior a esta sala, "na varanda", que eram pontos privilegiados de observação e contemplação da "sala de estudo".
Na lateral esquerda desta área das bicas, que ainda se vê um pouco na foto, eram atendidos os clientes que tomavam a bica/café em pé.
Ao fundo vemos ao centro a entrada para a sala de bilhares, que também dava acesso aos matraquilhos na cave, por uma porta à direita na sala de bilhares.
À esquerda (na foto) desta porta  vê-se uma mesa com gavetas usadas pelos empregados, sobre a qual estavam as caixas registadoras onde os empregados faziam os registos dos pedidos e tiravam os talões de controle.
Lembramos alguns empregados de mesa desse tempo  do Central, de uniforme preto - calça e casaco - camisa branca e laço preto: o Esteves, o Zé, o Xico,o Miguel e o Pacheco.
O Estevão era o empregado que tomava conta dos bilhares.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Coisas de Almada e de Gente Que Viveu e Vive Almada

Entrada do Palácio de António José Gomes na Cova da Piedade, tomado pela L.U.A.R. (Liga de União e Acção Revolucionária) com o apoio e "empurrão da população trabalhadora, em 28 de Fevereiro de 1975 pelas 17 horas e 30 minutos, segundo o Século Ilustrado de 15-3-75.
Numa reportagem de Joaquim Gaio lê-se em título e sub-título:
PALÁCIO É A "CLÍNICA DO POVO"- Por iniciativa da L.U.A,R. (Liga de União e Acção Revolucionária) e com o apoio e empurrão do povo, o palácio de António José Gomes, na Cova da Piedade, foi tomado. No desabitado e inútil palácio foi instalada uma clínica comunitária materno-infantil ao serviço  das massas trabalhadoras mais desfavorecidas.

Estas instalações estão hoje entregues pela Câmara Municipal, segundo cremos, a uma colectividade do designado "associativismo popular" almadense da Cova da Piedade, e ao serviço de outras massas trabalhadoras, possivelmente menos desfavorecidas ou mais favorecidas.
Mudaram-se os tempos... mudaram-se as intenções e provavelmente os propósitos e proventos!

Segundo a mesma notícia "O recheio, revelador ainda de uma opulência ali vivida, está devidamente inventariado e guardado em salas fechadas."

Passados 36 anos, uma pergunta se impõe: que foi feito do riquíssimo recheio deste palácio?
Foi levado pelo povo, por alguém do povo, por alguém a coberto do povo ou entregue aos herdeiros?