quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Coisas de Almada e de Gente Que Viveu e Vive Almada

para ler clique sobre a imagem
Capa e Programa da Festa de Natal 1964 do Externato Frei Luís de Sousa que se realizou no Salão de Festas da Sociedade Filarmónica Incrível Almadense.
O "Frei" realizava anualmente, com a "prata da casa", a Festa de Natal destinada a alunos do ensino primário ao ensino secundário, familiares e professores. A "prata da casa" eram os alunos e professores que se envolviam motivados, na concretização e êxito do evento.
A festa realizava-se sempre no início das férias de Natal, começou por ter lugar no ginásio do colégio, mas posteriormente, com o aumento do número de alunos, tornando-se insuficiente a capacidade do ginásio, passou a realizar-se na Incrível Almadense. A capa do programa foi da concepção da professora de Geometria Descritiva de então que era arquitecta.
A impressão da capa e programa foi trabalho da Gráfica Almadense Lda, que ficava na Av. D. Afonso Henriques em Almada, lado esquerdo no sentido descendente, cremos que, onde actualmente está uma agência de viagens.

domingo, 19 de dezembro de 2010

Gente de Almada, Gente Que Viveu e Vive Almada

Alguns almadenses entre outros, integrantes do Grupo denominado G8, que se juntavam para passear durante um dia, geralmente ao sábado e almoçar, sempre por um lugar, vila, aldeia ou cidade de Portugal, a sul ou a norte do Rio Tejo.
A deslocação destes amigos tinha por regra, antes da refeição, uma parte cultural nas proximidades do local de almoço ou no seu caminho.
A organização era rotativa, da responsabilidade do organizador, tal como a escolha do restaurante para o repasto, sendo a despesa da refeição partilhada por todos.
No final da rotação foi eleito o restaurante onde se comeu melhor.
Na foto tirada no Castelo de Palmela em 11 de Maio de 2002, temos em primeiro plano da esquerda para a direita: Jorge Fortuna (falecido), Francisco do Carmo, João Branco, Melchior Santos, António Monteiro, Luís Fernando, António Ferreira e Ilídio Rocha. Em segundo plano, pela mesma ordem: Júlio Santos, Amilcar Veiga, José Rocha, Victor Silva, Joaquim Abreu e Carlos Lemos.
O Grupo, embora já com a saída de alguns elementos e entrada de outros, continua a organizar almoços ou jantares, tendo-se mantido fiel à tradição de realizar todos anos um almoço ou jantar de Natal.
Característica deste Grupo denominado G8 (inicialmente integrava 8 elementos): tem um Presidente eleito (presente na foto) que se tem consolidado no cargo, embora não tenha quaisquer outros companheiros eleitos.
Foram fundadores do G8 em Junho de 2001: António Ferreira, João Branco e Francisco do Carmo, a que se juntaram Luís Fernando, Carlos Lemos, Victor Silva, Jorge Pereira (Joca) e Melchior Santos, daí a denominação de G8, por sugestão do Luís Fernando, designação que se manteve e mantém, apesar da adesão de mais elementos.

domingo, 12 de dezembro de 2010

Coisas de Almada e de Gente Que Viveu e Vive Almada

A "Barraca do MDP-CDE" (Movimento Democrático Português-Comissão Democrática Eleitoral), na Praça da Renovação, após Abril de 1974.
O MDP-CDE foi uma das gazuas ou submarinos que o PCP aproveitou para se insinuar suavemente junto do Povo Português como partido democrático (em parte alguma do globo foi), respeitador das liberdades, direitos individuais e colectivos do Povo Português.
O passar dos anos tem vindo a demonstrar o contrário, pela prática dos comunistas a nível nacional e dos que se dizem, no concelho de Almada.
O oportunismo para grangear votos do povo e permitir a alguns (comunistas ou auto-intitulados comunistas, isto é, oportunistas) o bem-bom, tem sido a temática em prejuízo de Almada e dos munícipes.
Actualmente o PCP usa outro fantoche para se apresentar mascarado ao Povo Português e aos almadenses em particular, o Partido (apelidado) ecológico "Os Verdes".

domingo, 5 de dezembro de 2010

Coisas de Almada e da Gente Que Viveu e Vive Almada

Anúncio do Café Central, na Praça da Renovação, 12-A 12-B e 12-C e Avenida D.Afonso Henriques, 30 Almada,"o Central" para os almadenses, em 17 de Maio de 1959.
Curiosidade (de então) relativamente ao presente: Pastelaria (era muito boa), Charcuteria, Salão de Chá (actualmente não tem), Bilhares (a entrada era pelo café) e Restaurante - era na cave onde posteriormente foram instalados os "matraquilhos".
O Restaurante tinha entrada autónoma pela Praça da Renovação.
"o Central " era, para além de tudo isto, um local de convívio e cultura de muita gente, partilhado por muitas e diversificadas tertúlias. Uma delas, em dias de semana, era constituída pelos médicos almadenses que todas as tardes antes de se dirigirem aos seus consultórios, se encontravam no "Central" para tomar a bica e conversarem um pouco: Dr. Henrique Barbeitos, Dr. Açucena, Dr Adão e Silva, Dr. Edmundo Freitas, Dr. Horácio Louro (foi Delegado de Saúde em Almada, tinha consultório na Costa da Caparica), Dr. Rebordão, aos quais se juntavam por vezes outros almadenses, nomeamente Jaime Feio e Francisco Bastos (o Xico Bastos).
Cremos que destes médicos, só o Dr Edmundo Freitas é vivo. Ainda o vemos em Almada.
Outra das tertúlias, esta pela manhã, era constituída pelo antigo Presidente da Câmara Municipal de Almada, Glória Pacheco (antes havia sido Conservador do Registo Civil), pelo Eng. Macieira Dias, ( homem forte da CMA ), Ventura Varanda, proprietário de terrenos no concelho, nomeadamente da Quinta do Galo, onde foi implantado o antigo Pão de Açúcar, um seu cunhado de nome Dinis, proprietário no concelho, o desenhador Laruça, que morava na Praça da Renovação, o Américo "da Estância", o Abílio "de Almada Velha" e construtores civis, que apareciam ocasionalmente para tomar a bica com o Presidente.
Outra tertúlia era a dos anarquistas, entre outros: José Correia Pires, Sebastião, Quaresma, "o velho" Brito e o Jaime Feio a que se agregavam ocasionais e jovens estudantes que frequentavam "o Central", interessados em ouvir e aprender com os mais velhos.
Havia ainda múltiplas tertúlias de estudantes liceais (3º ciclo), universitários e dos Institutos Comercial e Industrial de Lisboa, que conviviam e trocavam conhecimentos, esclareciam dúvidas de estudo, se ajudavam mutuamente a resolver problemas escolares de compreensão das matérias em estudo.
"o Central" era uma verdadeira "Sala de Estudo Comunitária" onde todos eram explicadores e explicandos simultâneamente, de acordo com seus estudos avançados e experiências.
Nesta "escola superior", "instituto" ou "universidade" concluíram cursos, "formaram-se" muitos jovens de ontem, homens e mulheres do presente.
O Dr. Roma da Fonseca, médico Estomatologista, já de idade avançada e excepcional cultura geral, frequentador habitual do "Central" com suas palestras de mesa, sempre disposto a transmitir e incutir conhecimentos e saberes aos estudantes que frequentavam " o Central".
O Café Central de hoje nada tem a ver com "o Central" de outros tempos. Actualmente é mais padaria que qualquer outra coisa de minimo em comum com o passado cultural e comunitário.
"o Central", também era frequentado diariamente por algumas carismáticas e típicas figuras, sentadas sempre à mesma mesa para tomar a bica, que a malta caracterizava e alcunhava com alguma irreverência e piada.
Havia um Trio que se sentava sempre à mesma mesa e praticamente só conversavam entre si, o qual a malta baptizou de "Irmãos Metralha" constutuído por: "Metralha", "Olho Vivo" e "El Negro". Dois destes três "irmãos", pelo menos, ainda se vêem por Almada. Não sabemos se alguma vez tiveram conhecimento que a malta os catalogava com aquela designação.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Coisas de Almada e da Gente de Almada

Trecho da Almada antiga no ano de 1978, vista do Jardim do Castelo - com o Tejo, a Ponte sobre o rio, o Cristo-Rei, o miradouro da Boca do Vento, a casa e jardim da Quinta da Cerca - provavelmente ainda não mutilado pela Câmara Municipal, que o devassou com um barracão-restaurante de muito mau gosto e o privou de uma árvore centenária, fruto da incompetência dos ignorantes que têm administrado a minha terra.
Ainda era a Almada com encanto, que entusiasmava os almadenses e de que estes se orgulhavam.

domingo, 21 de novembro de 2010

Coisas de Almada e de Gente Que Viveu e Vive Almada

 
Dois cacilheiros antigos, Rio Jamor e o Renascer , em Cacilhas no ano 1978, com o tabuleiro da Ponte Salazar em fundo, actualmente e impropriamente denominada Ponte 25 de Abril, mas sempre a Ponte sobre o Rio Tejo, a 1ª, por isso inconfundível, construída e inaugurada antes de 25 de Abril de 1974.
A denominação "25 de Abril" para esta Ponte é um equívoco com a História de Portugal.
Em primeiro plano vê-se a ponte do cais de atracação dos ferry-boats que faziam a carreira Cacilhas-Cais-do-Sodré (Lisboa)-Cacilhas e ainda hoje utilizam este cais.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Gente de Almada, Gente Que Viveu Almada


Daniel "Bola Nova" à esquerda na foto, já foi tema de um post anterior.
Hoje temos de novo este caparicano - em idos anos do séc XX fazia as delícias de adultos e crianças com as quentinhas e gostosas "Bolas de Berlim", que no Verão vendia diariamente pela manhã nas praias do centro da Costa de Caparica - com o seu último táxi, o clássico Mercedes 220 e um casal de turistas, que fizeram questão em serem fotografados com ele junto do táxi.

domingo, 31 de outubro de 2010

Coisas de Almada e de Gente Que Viveu Almada

Relógio da extinta fábrica almadense de relógios, "A Boa Construtora - Fábrica Nacional de Relógios Monumentais", situada ao tempo na Rua Capitão Leitão, de Manuel Francisco Cousinha, na torre da Igreja da aldeia de Piódão, concelho de Arganil, Distrito de Coimbra.
Mais uma imagem que marca Almada de outros tempos (séc XX) pelo interior de Portugal, que permanece como memória de quem viveu Almada e na memória de muitos almadenses.
Piódão é uma característica e típica aldeia portuguesa com casas construídas em pedra e telhado de xisto.

sábado, 23 de outubro de 2010

Gente de Almada, Gente Que Viveu e Vive Almada

Em 1965 os finalistas do Externato Frei Luís de Sousa em excursão a Coimbra passaram por Alcobaça, onde foram recebidos com um lanche pelos pais da Maria João Moreira Lemos, na casa que possuíam na região.
A foto mostra-nos o grupo, acompanhado pela Director, Padre António Gonçalves Pedro e por 2 dos 4 professores que também viajaram, junto à casa dos pais da Maria João, o casal à esquerda na foto, junto ao Padre Pedro.
Atrás temos o mini autocarro, com o condutor, alugado pelos finalistas.
A primeira jovem à esquerda é uma prima da Maria João, a Jeta.
A Maria João é a terceira pessoa em pé, a contar da direita.
A pessoa em 5ª posição de pé a contar da direita é a Luisa Castelo Valente. Foi Hospedeira da TAP, com quem muitos portugueses certamente já se cruzaram e contactaram a bordo de seus aviões.
A foto foi tirada pelo Dr. Taborda. O Padre Sobral encontrava-se dentro do autocarro.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Gente de Almada, Gente Que Viveu e Vive Almada

Este é o 45 rotações estéreo editado em 1976, do fadista almadense Júlio de Aguiar acompanhado pelo Conjunto de Jorge Fontes, de quem já aqui inserimos o seu 33 rotações.
Fazem parte deste 45 rotações os fados: Destino da Vida; Minha Lisboa Meu Fado; Portugal País Guerreiro e Cavaleiros ao Luar.
A foto da capa deste disco foi captada junto à Casa dos Bicos, em Lisboa.

domingo, 26 de setembro de 2010

Coisas de Almada e de Gente Que Viveu e Vive Almada

Bilhetes de transportes públicos, fluviais e terrestres, "familiares" para quem viveu e vivia Almada no tempo da vida barata e atravessava o Rio Tejo.
São bilhetes para um sentido, dos Transportes Urbanos de Almada (autocarros) na carreira para o Mercado de Almada (Cacilhas-Mercado-Cacilhas) a 50 centavos ( metade de um escudo ), que depois subiu para 60 centavos já com a "Transul".Os outros são dos transportes fluviais(cacilheiros), Terreiro do Paço-Cacilhas-Terreiro do Paço a 70 centavos (viagem num sentido), posteriormente já mais caros, a um escudo e vinte centavos e dois bilhetes de acesso à 1ª Classe dos ferry-boats que efectuavam a ligação Cais do Sodré-Cacilhas-Cais do Sodré, a 10 centavos e depois a 20 centavos. O bilhete dos ferry-boats para uma pessoa custava um escudo (1$00) para a viagem num sentido.Estes eram propriedade da Sociedade Marítima de Transportes, Lda ( A Parceria).
Havia ferry-boats partindo de outro cais em Cacilhas, que também efectuavam a travessia Terreiro do Paço-Cacilhas-Terreiro do Paço, para um Cais junto à doca da Marinha, pelo preço de 1$00.
Destes últimos "ferries", actualmente ainda está em utilização o "Eborense".
Um outro de então e desta carreira, de características singulares era o "Lisbonense".

domingo, 5 de setembro de 2010

Coisas de Almada e de Gente Que Viveu e Vive Almada

Frente e verso do bilhete de entrada no Baile de Finalistas do 7º ano 1964-1965 do Externato Frei Luís de Sousa.
Para evitar a existência de bilhetes falsos, o então Director do Frei, Pe António Gonçalves Pedro (posteriormente Cónego) facultou aos finalistas o carimbo com sua assinatura para ser utilizada no verso dos mesmos, que eram numerados.
A concepção destes bilhetes foi da autoria da professora de Geometria Descritiva, que era arquitecta e fez a gravura, a partir da qual os bilhetes foram executados na Gráfica Almadense, existente ao tempo na Av. D. Afonso Henriques - Almada.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Coisas de Almada e da Gente de Almada



A saudosa Almada do pós 25 Abril de 1974, ainda Almada não arruinada pela Câmara Municipal da "liberdade", uma Câmara Municipal de falsos valores de Abril, uma Câmara Municipal de oportunistas e egoístas que humilham a democracia e os almadenses.
A imagem foi obtida depois da Praça da Renovação ter sido denominada Praça do Movimento das Forças Armadas.
É do tempo em que Almada ainda tinha cor, tinha gente, tinha vida. Almada respirava!
Hoje Almada está despedaçada, sem vida, sem gente. Não há pessoas nas ruas. Almada "envelheceu", esclerosaram-na.
Os autarcas arruinaram a Almada dos almadenses, descaracterizaram-na, despiram-na dos seus valores, de seus referenciais, de suas memórias, de legado dos antepassados. Fizeram de Almada uma terra de negociatas da baixa política, da politica pejorativa.
Na foto captada em final da tarde de um belo dia de Sol, vê-se gente na rua, no espaço público. Havia movimento, a cidade mexia-se e havia verde.
Não existia ainda a barreira de betão com que a Câmara emparedou o antigo Jardim Cte Sá Linhares, já com a estátua de Alberto Araújo, hoje igualmente emparedado, curiosamente pelos seus camaradas comunistas da Câmara.
O contraste com os tempos actuais é grande, mas negativo para o presente.
Vê-se parte da placa central ( com plantas, com vida) da Rotunda da Praça da Renovação que tinha ao centro um pedestal com duas placas em mármore com o nome da praça, a Rua de Fernão Lopes e ao fundo parte do Largo Cte Sá Linhares (Largo do Tribunal), o Jardim Cte Sá Linhares e a Rua dos Bombeiros Voluntários de Almada.
Era a nossa ALMADA VIVA!

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Gente de Almada, Gente Que Viveu e Vive Almada

Foto de Maio 1974 com juventude que frequentava o antigo Café Central da Praça da Renovação em Almada. Este café era sala de estudo diária do pessoal estudante, das 8h da manhã às 2h do dia seguinte (hora de encerramento).
Em primeiro plano vemos o Jorge "BéBé" com o filho e à sua esquerda, com os braços no ar o "Itália", alcunha pela qual era conhecido o Luís Gonçalves. Se perguntassem pelo Luís Gonçalves, poucos sabiam quem era.
A foto foi tirada junto à porta giratória do Café Central, que se vê à direita, de acesso e saída pela Av. D. Afonso Henriques.
À esquerda na foto, vemos parte do "popular" cesto para o lixo, então existente naquela esquina.
Atrás do grupo vê-se a vidraça que integrava ainda o café e era posto de observação para quem se sentava nas duas mesas coladas. Actualmente esta vidraça faz parte da loja de quinquilharia, jornais e tabacaria do café.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Gente de Almada, Gente Que Viveu Almada

Luís Bento Susano foi Regedor de Almada, entre 1945 e 1960 (?).
Residiu em Cacilhas onde foi estabelecido em mercearia na Rua Comandante António Feio nº 69, onde hoje está o Mini-Mercado Dona Maria.
Posteriormente morou numa vivenda, que já não existe, na Rua D. João I-Almada
Não era natural de Almada. Em Vila Cova do Alva dava "uma folha de alface", leia-se nota de vinte escudos" de outro tempo (equivalente actualmente a dez cêntimos do euro), a cada mulher ou moça que lhe desse um beijo.
Será por isso que Vila Cova do Alva, concelho de Arganil, Distrito de Coimbra, o homenageou dando seu nome a uma rua da vila (foto)?
Quando as Filarmónicas de Barril de Alva e Vila Cova de Alva se deslocavam a Almada, Luís Bento Susano obsequiava os músicos e integrantes com "comes e bebes". "Incumbia aos regedores: cumprir e fazer cumprir as ordens, deliberações e posturas municipais e os regulamentos de polícia, levantar autos de transgressão sempre que necessário, auxiliar as autoridades policiais e judiciais sempre que necessário, agir de modo a garantir a ordem, a segurança e a tranquilidade públicas, auxiliar as autoridades sanitárias, garantir os regulamentos funerários, mobilizar a população em caso de incêndio e cumprir outras ordens ou instruções emanadas do presidente da câmara municipal." (Wikipédia.org.)
A figura "Regedor" foi extinta pela Constituição da República Portuguesa de 1976.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Gente de Almada, Gente Que Viveu Almada

Leonel Andrade Guerreiro, natural de Almada, faleceu ontem com 77 anos na sua residência na Rua Luís de Queiróz.
Foi notável e valiosa a sua dedicação a Almada através do legítimo e independente associativismo popular e do genuíno movimento cooperativista.
O Sr. Leonel Andrade Guerreiro defendeu sempre ideais humanistas com independência e firme propósito de dignificar e desenvolver a sua terra, através da participação cívica e exercício da cidadania pelos munícipes, como forma de valorização do homem e da construção de uma sociedade justa, solidária e harmoniosa.
Integrou os corpos gerentes da Academia de Instrução e Recreio Familiar Almadense, dos Bombeiros Voluntários de Almada, da Sociedade Cooperativa Almadense e da Santa Casa da Misericórdia de Almada. Trabalhou durante cinquenta e um anos na Quinta da Arealva (Almada), produtora de vinhos, localizada na margem esquerda do Tejo, entre a actual Ponte sobre o rio Tejo e o Olho de Boi.
Em 1998 a Câmara Municipal de Almada agraciou-o com a Medalha de Ouro de Mérito e Dedicação.
Sentida homenagem a este almadense, amigo simples e sincero.

domingo, 18 de julho de 2010

Coisas de Almada e de Gente Que Viveu e Vive Almada

Cardápio-requisição do "Baile de Finalistas" dos alunos do 7ºAno Liceal (antigo) do Externato Frei Luís de Sousa, ano lectivo 1964-1965.
Preços de então, em escudos, os quais comparados com os actualmente praticados para os mesmos produtos, deixarão muita gente pasmada.
Actualmente pelos preços mais baixos que se praticam e já são raros, em média por exemplo, um prego custará 100 a 125 x mais, uma cerveja 60 x mais e um café 70 a 80 x mais.
De notar que os preços deste cardápio incluíam um "valorzito" acrescentado sobre o praticado no comércio, para ajudar a minorar, naturalmente, os custos pessoais dos alunos na excursão de finalistas que nesse ano foi realizada "cá dentro".
O whisky (novo) nesse tempo era caro, comparado com preços actuais.
O Baile realizou-se no ginásio do "Frei" num sábado das 18 às 24 horas com a animação musical a cargo do Conjunto San Remo 62 (?) - português.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Coisas de Almada e da Gente Que Viveu e Vive Almada


Imagem da Praia da Costa da Caparica há 33 anos com a "bola NIVEA", referência visual para quem queria dar coordenadas a pessoa de família, amigo ou amiga sobre o local em que se encontrava nas praias da zona centro da Costa, ou mesmo, "ponto de encontro" escolhido à época, para um encontro ou início de uma amizade na praia.
Para quem caminhava pelo paredão de norte para sul, a "bola NIVEA" encontrava-se a seguir ao banheiro Paraíso, à direita e no início do esporão seguinte. Os restaurantes "Bento" e "O Barbas" estão mais atrás, tendo em fundo parte de Paço de Arcos Oeiras e a serra de Sintra.

domingo, 20 de junho de 2010

Gente de Almada, Gente Que Viveu e Vive Almada

O Eng. Eduardo Gonçalves é natural de Lisboa. Residiu em Almada e frequentou quando jovem o Externato Frei Luís de Sousa.
Actualmente está radicado na vila de Coja, bonita freguesia do concelho de Arganil. É muito conhecido e estimado na região.
Aqui tem desenvolvido uma notável actividade cívica e cultural, honrando o exercício da cidadania como base da construção de uma sociedade em que o bem comum fica acima dos interesses individuais ou de núcleos de oportunistas.
Ali criou, integra e dirige o Grupo de Cantares do Alva e Açor que tem actuado com assinalável êxito em festas e eventos regionais e em outros pontos do país.
Recentemente o Grupo actou semanalmente para turistas, a convite da Inatel, na Pousada do Piódão.
Eduardo Gonçalves é engenheiro electrotécnico pelo Instituto Superior Técnico, também Licenciado em Sociologia.
Antes de se licenciar em engenharia fez o Curso da Escola Náutica, de onde saíu oficial radiotelegrafista, tendo embarcado em navios da Marinha Mercante Portuguesa.
Deu aulas na Escola Náutica em Paço de Arcos, tendo estado ligado à marinha mercante e actividades marítimas durante largos anos.
É colaborador de jornais regionais no concelho de Arganil, para os quais escreve crónicas e artigos muito apreciados pelos leitores.
Para além de ter criado o Grupo de Cantares do Alva e Açor é também compositor. Do reportório do Grupo fazem parte criações suas, letra e músicas.
Tem escrito e musicado hinos de colectividades e associações culturais da região às quais oferece (sem quaisquer custos) seus trabalhos oficialmente registados.
De vez em quando visita a terra onde viveu, estudou e tem familiares e amigos.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Coisas de Almada e da Gente Que Viveu e Vive Almada


Imagem do passado da Costa da Caparica no Verão de 1977, com o anterior Restaurante Carolina do Aires, quando ainda era praia apetecível.
Vêem-se apetrechos de pesca e barcos "em terra", (na areia) em local hoje pavimentado a madeira e piso de estrada, por respeito e defesa do ambiente e da paisagem natural (diz quem julga saber).

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Gente de Almada, Gente Que Viveu e Vive Almada

O Sr. Ernesto Augusto, 86 anos, 1º Sargento Sinaleiro reformado da Marinha Portuguesa nasceu na Cova da Piedade em 31 de Janeiro de 1924.
Frequentou e concluiu a 1ª Classe na Escola Primária António José Gomes na Cova da Piedade. Seguiu depois a Instrução Primária na Escola da Freguesia de Anseriz, concelho de Arganil, de onde eram naturais seus pais.
Regressou depois a Almada e trabalhou por Lisboa, enquanto jovem - Alfama, Alto do Pina e Graça.
Quando «foi às sortes» em 1945, perguntaram-lhe se queria ser incorporado na Marinha de Guerra Portuguesa. Aceitou e fez carreira na Armada, de Grumete a 1º Sargento Sinaleiro, posto em que passou à Reserva.
Fez uma comissão em Moçambique de 1957 a 1959 - Lago Niassa, Nampula e Vila Cabral.
Em 1960 voltou a Moçambique, embarcado na Fragata Pedro Álvares Cabral.
Quando passou à Reserva da Armada, mudou-se para a terra de seus pais onde hoje vive com sua esposa, sem nunca deixar de visitar Almada (aqui viveu na juventude) e a Cova da Piedade (onde residiu já militar), para rever familiares e amigos.
É uma pessoa dinâmica e com sentido muito nobre de prestar serviço comunitário.
Empenhou-se em Anseriz juntamente com outros anserizenses, na tarefa de conseguir meios financeiros para a construção do edifício da Liga de Melhoramentos de Anseriz - centro de convívio sócio-comunitário - uma realidade com alguns anos, da qual é o sócio nº 1 e colaborador não remunerado.
A actividade cívica do Sr. Ernesto Augusto, não ficou por aqui. Durante alguns anos, pós 25 de Abril de 1974 já na reserva da Marinha, foi autarca na Junta de Freguesia de Anseriz e também organizador e colaborador das festas anuais da freguesia em honra de Nossa Senhora de Ao Pé da Cruz.
O Sr. Ernesto Augusto é um "senador" muito respeitado. As suas opiniões sobre assuntos da terra e da comunidade local são sempre escutadas com muita atenção.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Coisas de Almada e de Gente Que Viveu Almada

Este brado AO POVO PORTUGUÊS, do anarquista Adriano Botelho, editado em Maio de 1974 pela Delegação de Almada do Movimento Libertário Português foi composto e impresso na G. P. de Cacilhas, Lda, tem uma "introdução" do almadense José Correia Pires com o título "Quem é Adriano Botelho".
Adriano Botelho vinha a Almada encontrar-se com os seus amigos e camaradas anarquistas.
Esteve no antigo Café Central da Praça da Renovação. Participou num almoço promovido pelos anarquistas almadenses, realizado no antigo Canecão em Cacilhas, após o 25 de Abril de 1974.
Adriano Botelho era natural do Arquipélago dos Açores, Angra do Heroísmo, onde nasceu a 12 de Setembro de 1892.
Sobre o autor escreve Correia Pires no final da resenha biográfica " Com a publicação deste trabalho queremos dar a conhecer o talento e firmeza de convicções de um excelente camarada ao mesmo tempo que prestar a nossa homenagem a quem tão alto levou entre nós o ideal anarquista!!".

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Gente de Almada, Gente Que Viveu e Vive Almada

Esta foto foi tirada há 74 anos à porta da garagem do Macedo & Coelho, junto ao actual Restaurante Cabrinha em Cacilhas. Os indivíduos de bata branca eram barbeiros da Barbearia do Espanhol aí existente. O "Espanhol" era a alcunha de Domingos Cortez, Mestre-Sala do Restaurante do Zé da Avó ( pai da cantora Madalena Iglésias) no Ginjal.
Na foto em pé da esquerda para a direita, o primeiro de bata branca ( ? ); de boné Aurélio ( motorista do Macedo & Coelho); de boina Iria, de alcunha " Júlio Peidinha", era mestre de uma lancha do Júlio Bagueira, que transportava pessoas para bordo de navios ancorados no Rio Tejo.
Dos dois barbeiros sentados, desconhece-se o nome do primeiro. O segundo é o Carmim.
As crianças sentadas da esquerda para a direita: Álvaro Durão; José Carlos Durão e Carlos Alberto Durão.
Macedo & Coelho era o nome de uma fábrica de óleos e sabões na Arrábida ( margem esquerda do Tejo ).
O Júlio Bagueira comprou o "Tonecas" depois de recuperado após o acidente no Rio Tejo em 17-12-1938, e deu-lhe o nome de "Caneças" (lancha).

domingo, 2 de maio de 2010

Coisas de Almada e da Gente de Almada

O Ginjal, o Rio Tejo e um aspecto parcial de Lisboa à esquerda. Imagem captada em 1978 do Mirador da Boca do Vento, Almada.

sábado, 17 de abril de 2010

Coisas de Almada e da Gente de Almada


Imagem da Costa da Caparica com cor (apesar da perda de cor da foto) na década de 70 do século XX. Um contraste com a monotonia actual da padronização dos barracões que o ilusório e fracassado programa Polis impôs.
Vêem-se as construções dos antigos banheiros Tarquínio e Paraíso (à direita) e algumas casas particulares de veraneio, construídas em madeira sobre a areia.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Gente de Almada, Gente Que Viveu e Vive Almada

Grupo de Amigos, em Torres Vedras onde se deslocaram a acompanhar o Ginásio Clube do Sul que aí foi disputar um jogo de futebol nos anos 50 do século XX. De pé da esquerda para a direita: Egas (músico na banda da Academia); Carlos Durão; Dimas (jogador do Belenenses); Fernando Brito (cacilhense); Cassiano Durão; Janita (cacilhense). Sentados pela mesma ordem: Abílio Raposo; Amândio Santos, conhecido por "Amândio das fitas", porque transportava e distribuía os filmes pelos cinemas, foi jogador do Ginásio; Munha, empregado do Parry & Son; Zé Raposo, guarda-redes do Ginásio.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Gente de Almada, Gente Que Viveu e Vive Almada

Júlio de Aguiar, natural de Almada, figura muito conhecida dos almadenses trabalhava no mercado de Almada onde tinha a sua venda de produtos hortícolas.
Júlio de Aguiar era intérprete do fado. Em Almada actuava com regularidade em diversas manifestações artísticas e arraiais populares. Nos festejos da cidade em honra de S.João Baptista vimo-lo algumas vezes em actuação com garra, no apego à sua terra e à sua sentida actuação como intérprete da canção nacional.
A antiga "Casa Pancão", restaurante-esplanada e petiscos, nas Andorinhas, muito conhecida nesta margem do Tejo à época pelas Tardes de Fado e Guitarradas, era um local onde actuava com regularidade, nos anos 50 e 60 do século passado, principalmente aos fins de semana.
De Júlio de Aguiar conhecemos dois discos vinil, estéreo, um EP 45 rotações em 1976 e um LP 33 rotações em 1977, ambos editados por J.C.DONAS,Lda, RODA. Em qualquer das gravações Júlio de Aguiar foi acompanhado pelo conjunto de Guitarras de Jorge Fontes.
Júlio de Aguiar deve ter actualmente 77 anos.
A imagem é do LP.

terça-feira, 2 de março de 2010

Coisas de Almada e de Gente Que Viveu Almada

Poema em onze cantos Canto I-A Natureza. Os Monumentos Canto II-Costa do Sol Canto III-O Trabalho Canto IV-S.João da Ramalha. Popular Canto V-Origem do nome de Almada Canto VI-O cêrco de Almada Canto VII-Um Auto e dois processos Canto VIII-Restauração de Portugal Canto IX-Lutas Liberais Canto X-Vultos Ilustres Canto XI-Almada actual.Arte e espírito de Álvaro Valente, "UM HINO A ALMADA" foi dedicado pelo autor "Ao Ilustre Maestro Leonel Duarte Ferreira À Direcção da Academia Aos Executantes da Banda Ao João Luís da Cruz Pelas horas de ternura que deram ao meu atribulado espírito no dia 27 de Março deste ano . A TODO O POVO DE ALMADA" O ano foi 1945, quando a Academia de Instrução e Recreio Familiar Almadense completou 50 anos a 27 de Março. "Eu venho desferir a minha lira inflada em glória dêste povo, em honra desta Almada!" (do autor in intróito de "Um Hino a Almada")

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Coisas de Almada e da Gente de Almada

Ponte-cais da Trafaria em foto de final dos anos 40 do século XX, com o "Norte-Expresso" (barco com as duas chaminés) atracado, do qual desembarcaram os passageiros vindos de Lisboa. O barco que se encontra à direita entre o cais e o pontão dizem-nos ser provavelmente o Trafaria Praia.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Coisas de Almada e da Gente de Almada

Cais de Cacilhas em final da década de 40 do Século XX, com o Farol e a casa do Farol, a Estação Fluvial da Parceria dos Vapores Lisbonenses, um ferry daqueles que actualmente ainda fazem transporte de viaturas e passageiros entre as duas margens, um cacilheiro a partir para Lisboa enquanto outro chega, o Posto de Fiscalização de Trânsito, os autocarros de transportes públicos à direita e uns automóveis que hoje faziam um gosto "chiquérrimo" de velhos tempos a muita gente.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Coisas de Almada e da Gente de Almada



O cacilheiro “Recordação”, na imagem navegando no Rio Tejo em 1978, tal como o "Renovação" já aqui apresentado, era propriedade da Sociedade Jerónimo Rodrigues Durão, Herd, Lda, realizava carreiras regulares de passageiros no trajecto Cacilhas-Lisboa (Terreiro do Paço)-Cacilhas.
As duas embarcações deixaram marca no transporte fluvial de passageiros, fazendo alguma diferença positiva dos restantes cacilheiros, em relação a área, qualidade do espaço, conforto e assentos colocados à disposição dos utilizadores.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Gente de Almada, Gente Que Viveu e Vive Almada



O Centro Sul, local de chegada e partida de autocarros de passageiros, foi ponto de encontro no final dos anos 60 do século passado para estes jovens e outros, que escolheram o local para início de um passeio convívio.
Este local corresponde actualmente, mais ou menos, àquela coisa de terra batida que designam por parque de estacionamento, à direita de quem faz a rotunda, vindo da Costa de Caparica.
Não sabemos o nome do primeiro jovem à esquerda. Depois reconhecem-se na foto, da esquerda para a direita o Miguel Fernandes; a Manuela; a Fátima Costeira; o Santos Silva; o Marta; a Augusta.
Ainda havia muito terreno e quintas por esta Almada.
Na foto vemos atrás e à esquerda a frente de um autocarro da Beira-Rio e sensivelmente a meio, descortina-se o monumento a Cristo-Rei.

sábado, 16 de janeiro de 2010

Coisas de Almada e da Gente de Almada



A lancha "Flecha" juntamente com a "Zagaia", ambas da Parceria dos Vapores Lisbonenses, depois de 1957 Sociedade Marítima de Transportes, Lda, faziam transporte de passageiros entre as duas margens do Tejo ainda na década de 50 do século passado..

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Gente de Almada, Gente Que Viveu e Vive Almada

No Restaurante Sabe-Tudo (Torres Vedras) em 1962 estes almadenses reuniram-se em confraternização, depois da inauguração do cacilheiro "Recordação".
Da esquerda para a direita, em primeiro plano e sentados, vemos Humberto Durão, mestre do "Recordação"; Joaquim (marinheiro); Cipriano (maquinista) foi jogador do Almada Atlético Clube.
Em segundo plano, de pé, mestre José da Silva (Zé Peixeiro); Carlos Durão, sentado; Júlio da Silva (Júlio Rã) e António (Sapateiro).
Destes convivas, o único entre nós é o Sr Carlos Durão, que recentemente completou 80 anos.